sexta-feira, 27 de julho de 2012

Deus não conserta, Ele faz Novo


Miguel Levy

Não dá para questionar o fato de que a vida cristã é um desafio dos maiores. Viver o que a Bíblia nos orienta parece ser uma constante busca em superar resultados e testar limites. Por isso o apóstolo Paulo fez uma comparação da nossa vida com a de um atleta que corre rumo a um alvo estabelecido a nossa frente, e sabemos que a vida de  um atleta consiste em superar os limites conhecidos e buscar a cada dia estabelecer novos limites a serem superados. Nossa vida cristã é bem semelhante, pois uma vez aprovados em um desafio nos sentimos motivados e fortalecidos para seguir em frente, avançando no caminho que nos foi desenhado.
Meditando um pouco nessa luta diária no sentido de buscar agradar a Deus, obedecer seus mandamentos e manter a vida de fé para agradá-lo me deparo sempre com um fato quase crônico. Nossa insistência em tentar manter vivo o que deve morrer, em tentar recuperar e consertar o que deve ser substituído. Este fato tem retardado a nossa caminhada, desacelerado o processo de amadurecimento e fatalmente, tem nos feito sofrer bem mais do que precisariamos em nossa vida.
Mesmo antes da manifestação da graça salvadora de Deus através do sacrifício redentivo de seu filho Jesus, já vemos alguns exemplos de homens com certo entendimento e orientação do Espírito Santo se expressarem no sentido de uma solução definitiva e com certeza mais fácil que favoreça a comunhão com Deus através de uma vida que possa agradá-lo.
Em uma oração de arrependimento de um homem descrito como seguno o coração de Deus, Daví pediu: "cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro de mim um espírito inabalável" (Sal 51:10). A palavra de Deus através do profeta Ezequiel explicando como faria a restauração de Israel foi: "e lhes darei um só coração, e um espírito novo porei dentro deles, e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juizos, e os executem;" (Eze 11:19).
Para mim fica muito claro que para viver o que Deus planejou para nossa vida é necessário que nossa natureza seja transformada, recriada, feita de novo e nova. Sem essa nova estrutura de vida, sem esse novo homem não podemos andar nos estatutos de Deus, guardar os seus juizos nem executar a sua vontade (Eze 11:20).
Parece que o grande problema em nós é que por algum motivo, insistimos em crer que Deus deve transformar o velho homem, consertar nossas mazelas, fazer uma reforma no que já temos; tentar aproveitar uma estrutura já comprometida e em decomposição para com essa estrutura impor esforços que nem na melhor de suas condições poderia suportar. É a mesma coisa de tentar usar a estrutura de um carro velho para colocar uma carcaça diferente e um motor mais potente. Aparentemente as coisas parecem bem mas é certo que em algum ponto do caminho essa estrutura vai falir e nos deixar em problemas.
A Bíblia afirma sem deixar outra interpretação que a proposta de Deus é criar novo, fazer outro, dar uma nova natureza ao homem. E oque fazer com tudo o que já temos? O que fazer com o velho homem? A resposta é mais clara e direta ainda: ABANDONAR. Deixar de lado, esquecer, deixar a míngua.
Alguns apegos a nossa velha natureza nos faz tomar algumas atitudes de "misericórdia" com esse velho homem e vez por outra (para não dizer sempre) nos deparamos tentando dar um jeito de mantê-lo vivo e em muitos casos tentar inserí-lo no plano de Deus através de uma reforma ou conserto. Insistimos em dar uma sobre vida a velhos hábitos, costumes e sentimentos e com isso mantemos vivo, muitas vezes em estado terminal, o que deveria já estar morto e esquecido.
Somos impedidos de viver com liberdade a nova e abundante vida que Deus nos deu pelo apego e ocupação com o velho homem que insitimos em não abandonar, e por isso continuamos pensando como antes, agindo como antes e desagradando a Deus como antes. A vida de fé que deveriamos seguir alimentados pela promessa eterna de Deus para nós é contaminada pelo raciocínio carnal que nos lembra de todas as possibilidades e riscos de uma vida gerada e regida pela carne mortal.
Para que vivamos a liberdade da vida de Deus para nós precisamos ABANDONAR o que é velho, e me refiro deixar de lado mesmo, esquecer o velho homem, deixá-lo morrer de fome sem qualquer assistência.
Ainda no livro de Ezequiel encontramos no capítulo dezoito, verso trinta a seguinte orientação: "lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e espírito novo." Pode parecer que isso é coisa do passado, da velha aliança mas quando vamos para a primeira epístola de Pedro capítulo dois, verso um vemos uma transcrição desse texto: "despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuino leite espiritual, para que, por ele vos seja dado crescimento para salvação". Somos orientados a deixar, abandonar tudo o que não é gerado a partir da nossa nova natureza. O velho homem tem que ser abandonado definitivamente. Deixado para tras junto com todas as suas mazelas para que, gerados a partir de uma nova natureza, possamos viver tudo o que se fez novo em Cristo (2Cor 5:17).
Portanto, vamos seguir conscientes de que o plano de Deus é perfeito, viável e muito simples de ser plenamente realizado em nossa vida. Que a fé opera de maneira fácil quando é direcionada no sentido de cumprir os planos de Deus em nós, que consistem em fazer realizar as suas promessas para nós, e essas promessas de Deus são para o novo homem nascido em Cristo e nada dizem respeito ao velho homem gerado na carne e por isso falível e mortal.
Tentar espiritualizar o natural sempre será uma tarefa fadada ao fracasso, as coisas naturais são passageiras mas as espirituais são eternas. Pela nossa fé, cremos que o que se vê é criado a partir do que não vemos. Somos filhos da promessa de Deus e não mais filhos da carne. Após nascermos em Cristo nem deveriamos mais ser reconhecidos segundo a carne (2Cor 5:16) ou pelos frutos gerados pela carne em nosso tempo de pecado. Tentar viver em Cristo buscando salvar o velho homem ou algo que nele ainda nos interesse será sempre um sofrimento e fatalmente um caminho de frustração e luta.
A renovação de mente (Rom 12) é vital para nós, abandonar a cultura de reciclagem que aprendemos e crer no poder criador de Deus em não consertar nada velho, mas criar tudo, absolutamente tudo novo. Creia nisso e viva verdadeiramente uma vida nova em Cristo.

terça-feira, 12 de junho de 2012

O que é o amor?


Miguel Levy

Afinal, o que é o amor?? Cantado, escrito, declamado, rerpesentado, tocado, imitado. Um sentimento discutido, estudado, teorizado mas que na verdade continua ainda sendo uma grande interrogação para quem busca uma resposta.
Ao longo da vida escutamos e vemos muitas coisas acontecendo por causa do amor, ou pelo menos responsabilizando o amor por tantas outras. Sóbrias, loucas, discretas e extravagantes. O amor pode ser responsabilisado por qualquer uma delas e ninguém pode contestar nada. Cada um ama da sua forma, da sua maneira.
No dia dos namorados, vemos um amor adocicado, rimado, poetizado e cheio de corações entrelaçados. Um amor que envolve jovens e nem tão jovens assim. Muitas declarações e votos de amor para toda vida é o que inundam os corações apaixonados.
Mas eu quero apenas falar do que penso sobre o amor. Pensando basicamente na origem do amor, começo a realinhar meus conceitos, que por tantas vezes me levaram a dizer frazes como: Vou te amar cada vez mais; ou coias do tipo: meu amor esta aumentando a cada dia. Como o amor pode aumentar? Se aumenta, pode também diminuir? Se aumentar muito, pode se tornar eterno? Se dimunuir muito, pode sumir? 
Após vinte anos de casado, e com duas filhas crescendo, me atrevo a expressar algumas opiniões muito pessoais, mas que servem de base para minha vida.
Acredito firmemente que o amor é uma dádiva de Deus aos homens. Uma dádiva que não foi comprada ou encomendada, mas sim tirada do próprio Deus que a Bíblia diz que É amor. Por isso acredito que assim como Deus é ou não é, em relação ao amor também creio que amoamos ou não amamos, e quando amamos, esse amor é plenamente suficiente para durar toda uma vida.
Quando nos aventuramos nos caminhos do amor, que deverá ser a base de um relacionamento duradouro, entendo que não sabemos muito, ou quase nada do amor. Acreditamos e nos guiamos por muitas coisa qe envolve o início dessa caminhada. É como em um parque de diversões, onde todas as luzes, cores e música nos convidam a entar em uma aventura que mais adiante nos fará viver experiências fenomenais, mas que se nos fossem colocadas friamente logo no início, certamente poderiamos não encarar. Descer em uma montanha russa em um carrinho sem cobertura a duzentos quilômetos por hora fazendo curvas que desafiam a física e com a enorme possibilidade daquilo não parar no local, é uma experiência única, mas que é precedida por inofensivos carrocéis cercados de pessoas onde vemos nossos pais sempre perto.
Quando iniciamos nossa caminhada no amor também os ocupamos com muitas coisas que não são amor, onde na verdade encobrem o que o amor verdadeiramente é. Ao longo da vida, muitas dessas coisas vão se perdendo, como se as cascas fossem caindo e aos poucos desnudando o que se mantinha oculto nos permitindo conhecer a essência do nosso verdadeiro amor.
Quando a beleza física passa a descansar nos álbuns de fotografia, quando a ostentação de um tempo mais favorável dá lugar a uma crise que muitas vezes com ferocidade arranca algumas cascas que envolviam nosso mais puro sentimento, nesses momentos começamos a ter acesso ao que estava oculto e que sábiamente começa a ser revelado em momentos quando precisamos acima de tudo saber amar.
Ao descobrir o amor passamos a não entender como ainda estamos com uma pessoa que de longe se parece com a que nos conquistou em um temnpo onde a única coisa que nos movia era a turbina que agitava nossos homônios para mantê-los a flor da pelo, sempre.
Não entendemos como suportamos tantas crises e momentos difíceis juntos quando a imágem do nosso espelho simplesmente diz: você não precisa passar por isso.
Nessa linha de pensamento, imagino ainda temos muitas cascas para tirar até que possamos nos deparar com o que é o amor de verdade, ou na sua plenitude.
Os gregos talvez tenham sido os que mais se preocuparam em classificar o amor e mesmo assim, ficaram sem argumentos ao se deparar com a forma mais desnuda de amor, o ágape, amor de Deus.
Hoje entendo que podemos ser recepcionados pelo amor éros, que cheio de cores nos apresenta um caminho prazeiroso, que nos une fisicamente para o início de uma nova vida. O convívio e os desafios nos obrigam a compartilhar sonhos idéias, sucessos e frustrações e começamos a descobrir que alem de carne, precisamos de cumplicidade, companheirismo. Se revela o jeito filéo de amar. Vem os filhos, a família se completa e os desafios continuam. Começamos a perceber que em tempos difíceis, quando até mesmo tragédias nos alcançam, sentimos fluir de nosso interior uma força gerada no amor fraternal, que une famílias e dá uma sobre-carga de energia que nos tira juntos de situações inimagináveis.
É o amor que aos poucos vai se revelando em nossa vida nos dando mais certeza de que na verdade, desde o início, já amavámos tudo aquilo, simplesmente não sabíamos que tinham um potencial tão grande dentro de nós.
Sim, eu não esquecí, apenas deixei o ágape para o final pois acredito que para nós deve ser a consagração do amor, quando a única coisa que vemos, respiramos e vivemos é o amor na sua forma mais pura, que deixa homens como o inspirado e amoroso evangelista João sem palavras ou qualquer tipo de argumento que o encoragem a se aventurar em uma explicação do que seja o amor de Deus (João 3:16). Neste caso, ou sou apenas um feliz beneficiado.
Fechando a idéia, no dia dos namorados, hoje, me atrevo a dizer que não amo minha esposa mais do que quando nos conhecemos. Eu apenas conheço o amor muito mais do que quando nos conhecemos e isso nos faz superar, suportar, abrir mão com a estranha sensação de que vale a pena copntinuar na caminhada desse surpreendente e fenomenal caminho na descoberta do que é o amor.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Sofismas 1



Miguel Levy 

Acredito que um dos mais fortes apelos do apóstolo Paulo à igreja é oque encontramos na sua carta aos romanos, no capítulo doze, onde a palavra utilizada para iniciar o capítulo é ROGO, rogar, que significa pedir com insistência e humildade, suplicar, implorar. É mais do que um pedido. É como se fosse um conselho do tipo: faça caso contrário você pode se der mau. E tudo isso para que a igreja não se conforme com o mundo e busque sempre a renovação da mente.
Eu confesso que esse é um dos trechos da Bíblia que mais rebate em minha mente, como uma bolha de ar que insite em subir a tona em uma panela fervendo mesmo que esteja com muita coisa sendo dentro. E quando paro para pensar um pouco na razão dessa insistência, comoço a me convencer que faz todo o sentido para o cristão que quer experimentar a plenitude o plano de Deus para sua vida.
A cultura do mundo em que vivemos é muito forte e nos deixa cada vez mais crente nela e inconcientemente passamos a viver e difundir essa cultura que é totalmente contrária ao que a Bíblia nos ensina. Com a mente recheada de paradigmas, verdades que nem temos idéia porque acreditamos e sofismas, aquelas quase verdades que nos iludem e criam barreiras ao pleno conhecimento de Deus, acabamos muits vezes nos sentido saciados e equivocadamente acabamos entrando em uma zona de conforto crendo que estamos seguindo os planos de Deus.
Uma das maiores dificuldades que percebo, principalmente para os jovens, é a de entender o o que é a igreja, qual o conceito de culto a Deus, quando estamos na presença de Deus, e isso, no meu modo de pensar é um dos pontos mais importantes no sentido de fazer com que possamos realizar coisas que agradam ou desagradam a Deus.
Cientificamente já é comprovado que os procedimentos que aprendemos de verdade entram em uma espéciede "piloto automático" em nossa vida. Fazemos quase que intuitivamente, na base do refléxo. Isso se aplica a tudo o que aprendemos. O perigo esta quando aprendemos o que não é correto e a repetição nos deixa insensíveis ao porcesso e dessa forma não avaliamos mais o que fazemos, simplesmente fazemos.
Vou focar em um assunto que julgo de extrema importância para nós. Igreja, culto e presença de Deus.
Me criei ouvindo meus pais me chamando para ir à igreja. Vai começar o culto. Vamos entrar na presença de Deus. Já congreguei em igrejas tradicionais e centenárias, em neo-pentecontais recém criadas em moderadas, e sempre me deparo com a mesma colocação.
Uma cultura passada de pai para filho que tem estabelecido uma fortaleza que considero um dos grandes sofismas da igreja atual: Existe um tempo quando estamos na igreja. Existe um tempo quando participamos do culto e o pior de todos, existe um tempo quando estamos na presença de Deus.
Sei que pode parecer preciosismo da minha parte, que é apenas uma maneira de falar, mas também sabemos que uma forma de fixar idéias em nosso subconsciente é a repetição, principalmente do que falamos, e o fato é que já aprendemos esses conceitos e estão tão fortes em nossas vidas que se tornaram fortalezas como vemos em 2 Coríntios 10:4.
Convivendo e conversando com muitos jovens, que já estão educados por esses sofismas, posso entender o quão grave são os resultados causados por essas quase verdades. Não entendemos o motivo porque muitas pessoas tem um comportamento enquanto estão participando dos cultos, dentro do ambiente da congregação, junto com os irmãos e quando estão em outro lugar apresentam um comportamento diferente que nem sempre condiz com a conduta de um cristão. O fato é totalmente cultural. Aprendemos que quando estramos na igreja iniciaremos um culto a Deus e nessa cerimônia, alguém ora e diz que nesse momento estamos entrando na presença de Deus. Após duas horas de culto na presença de Deus recebemos a informação de que o culto irá ser encerrado e depois de uma oração, saimos da igreja.
É como se ao sair da igreja, ficassemos totalmente desobrigados de manter o mesmo comportamento que mantinhamos durante o culto, quando estavamos na presença de Deus. O Espírito Santo, contrariando todos os benefícios da redenção, fica no prédioo esperando o próximo culto para atuar em nossas vidas. Parece irônico, mas é a realidade que vivemos e ensinamos aos novos convertidos.
Os jovens se aventuram em caminhos de desobediência a Palavra de Deus porque não tem a conciência de que o Espírito Santo de Deus habita em suas vidas, não apenas passa um final de semana. Não tem a idéia de que quando saem da congregação no domingo, o espírito Santo de Deus os acompanha e lá na escola na segunda feira, ele nos acompanha em todas as nossas aventuras. Quando colamos na prova, participamos de rodas de escarnecedores, xingamos pessoas no trânsito, fofocamos das pessoas e disperdiçamos nossa vida sem dar testemunho do Deus que habita em nós.
"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que é o vosso culto racional" (Rm12). O nosso culto começou quando entregamos o nosso corpo a Deus em oferta voluntária, e uma vez feito isso em sua presença, não mais saimos dessa posição. É essa a realidade que só nos foi possível em função do sacrifício redentivo de Jesus na cruz do calvário.
A idéia primitiva de um culto ritualista onde chamamos a presença de uma entidade para adorarmos por um breve espaço de tempo já foi definitivamente ultrapassada e erradicada da história do homem nascido de novo chamado para ser habitação do Deus vivo (Efésios 2:22/1Pedro2:5). A presença de Deus é uma realidade na vida do cristão renascido, que não tem mais prazer em viver longe da sua presença.
Marcamos um tempo em nossa agenda para nos reunirmos juntos com todos os nossos irmãos em Cristo para ter um tempo de comunhão em um local onde a igreja de Jesus se reune para nesse tempo, juntos, cultuarmos ao mesmo Deus que habita em nós, louvarmos juntos, compartilharmos a Palavra, nos fortalecemos,  testemunhamos, e depois de um tempo voltamos para nossas casas dando continuidade ao culto que um dia começamos ao entrar na presença de Deus.
Por isso a renovação da mente através da Palavra de Deus deve ser um exercício diário na vida do cristão. Só dessa forma poderemos experimentar a boa, a gradável e perfeita vontade de Deus para nossa vida. Conceitos arcáicos devem ser descartados e imediatamente substituídos pela novidade do evangelho da cruz que é poder de Deus para todo o que crer. 
Renovação de mente envolve uma nova cultura que certamente irá encontrar resistência em nossa mente, mas precisamos entender que é só através dessa mudança que passaremos a desfrutar o que é viver em um culto racional em todos os momentos de nossa vida, experimentando concientemente os benefícios do privilégio de ser morada do Deus vivo e dessa forma compartilhar de sua intimidade gerada pela convivência diária em sua presença.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Jesus, o Khan da Galiléia




Miguel Levy
Já faz algum tempo que acompanho a história de um despretencioso jóvem chamado Salman Khan, que em 2004 comoçou a dar aulas de ematemática para seu primo através do bloco de notas do Yahoo. em função da simplicidade, objetividade e clareza da sua comunicação, familiares e amigos começaram a acessar suas aulas, foi quando Khan mudou para o Youtube e daí pra frente sua popularidade aumentou ao ponto de receber 35 mil visitas diárias em seu canal no Youtube. Os assuntos começaram a variar de matemática para física, biologia, história, finanças. Khan fala de praticamente tudo. Hoje com 2700 vídeos, 4 milhões de alunos e 115 milhões de lições, Khan conquistou a simpatia, confiança e atenção de quem sempre milhões de pessoas utilizando um quadro negro, desenhos pouco elaborados e unicamente sua voz sem qualquer tipo de produção. Para os quatro milhões de alunos que frequentam sua academia virtual (www.khanacademy.org) o que vale é o poder da comunicação de Khan, capaz de tranformar em algo interessante o que as escolas já consideraram um caso perdido. Alunos se interessarem por aulas além do que lhes é imposto. Khan conseguiu seguidores de escolas públicas e até mesmo de escolas nem tão públicas assim, pois os três filhos de Bill Gates fazem parte da lista de alunos assíduos da academia de Khan.

Lí uma matéria onde Bill Gates, um ultra-mega-microsoft-milionário que dispõe de todos os recursos que o mundo pode oferecer, chama alguns amigos e diz: "vamos investir nesse rapaz que esta dando aos nossos filhos o que nós não conseguimos dar." A primeira doação do próprio Gates foi de 1,5 milhão de dólares.
Para mim, é inevitável fazer um paralelo com o evangelho que praticamos. Onde vemos uma reclamação comum em todos os lugares por onde andamos. Principalmente os jóvens não se interessam pelo evangelho, pela leitura da Bíblia, pelas chamadas coisas de Deus. Da mesma forma que em todos os lugares ouvimos reclamações que os alunos não se interessam por matemática, física, biologia. E quando vejo um Khan se levantando com os mesmos recursos que dispomos em nossas casas (um computador doméstico e uma caneta digital) conseguindo arregimentar milhões de seguidores, fico motivado a buscar novas formas para comunicar o evangelho de Jesus Cristo a tantos que precisam entender a mensagem da cruz.
A insistência em preservar velhos métodos e liturgias tem afastado os ouvidos dos jovens do evangelho que tem poder para se renovar a cada dia. Há uma percepção equivocada de que devemos manter os mesmos métodos de comunicação do evangelho aplicados por pioneiros que não tinham cinco por cento dos recursos que dispomos hoje. O que não muda é a essência do evangelho mas as ferramentas, essas devem ser recicladas sempre. A comunicação com as pessoas deve ser facilitada. O próprio Jesus, foi o Khan de sua época. enquanto todos estavam acostumados a cerimônias comlicadas e sermões quase inalcansáveis entre quatro paredes, Jesus apareceu com a simplicidade de fazer comparações com situações corriquiras do dia a dia de todos para se fazer entender ao anunciar o Reino de Deus.
O método de ensino do professor Khan consiste em sete pontos: SIMPLICIDADE, não complicar o q ue já parece ser difícil; EXEMPLOS, um conceito novo é melhor compreendido com exemplos do dia a dia; CONCISÃO, não colocar alegorias no que pode ser simplificado, dizer tudo com poucas palavras; AVANÇO SEGURO, conhecimento é cumulativo e sequancial; EXERCÍCIOS, aplicação do conhecimento até a exaustão; DESIGUALDADE, respeitar os limites de cada pessoa; MERITOCRACIA,  reconhecimento e premiação pelo esforço e talento de cada um.
É incrivelmente espantoso quando paramols para ver que na verdade Khan deve ter copiado o método de Jesus que foi SIMPLES em sua mensagem ao ponto de ser entendido por todas as camadas social de sua época, se utilisou de EXEMPLOS diários, parábolas para deixar claro o que era o reino de Deus, foi CONCISO quando resumiu a Lei de dez em dois mandamentos, manteve um AVANÇO SEGURO com seus discípulos ao seu lado ensiando passo a passo a viver o evangelho até o pnto de os enviar para EXERCÍCIOS (Mt 10) a fim de que adiquirissem prática no conhecimento adiquirido. Nos ensinou a esperar uns pelos outros, respeitando as DESIGUALDADES e garantiu um prêmio e reconhecimento eterno a todos os que forem fiéis até o fim, caracterizando a MERITOCRACIA em seu ministério.
Diante de tudo isso, o que precisamos é ter coragem de quebrar os tabus religiosos que acorrentam e limitam as possibilidades que o evangelho nos oferece para alcançar milhões nessa terra. Pedir ao Espírito Santo que nos ilumine a mente e nos dê ferramentas novas e eficazes para falar do amor de Deus. Seguir o exemplo de Jesus, que foi inovador, corajoso, criativo e acima de tudo inteligente alcançando em 3 anos o que as sinagogas não reuniram em séculos. A rede social que Jesus criou em sua época era tão ou mais eficaz do que o Twitter de hoje, pois sem satelites as notícias corriam e quando Jesus chegava, milhares já estavam esperando para ouvir o que ele tinha para comunicar.
Jesus foi o Khan da Galiléia.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Atrair ou Alcançar?






Miguel Levy

"Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura." ( Mc 16:15). O famoso IDE de Jesus ue por muitos anos tem lançado muitos ao campo missionário em busca de vidas para o Reino de Deus. Basicamente resumiria o papel da igreja e de forma alguma descaracterizaria a igreja orgânica de Jesus Cristo. Aquela resgatada do inferno com o propósito de seguir dando continuidade a obra de Jesus na terra.
Podemos entender que através dessa visão missionária a igreja estaria comissionada a ir até as pessoas que deveriam ser alcançadas pelo evangelho de salvação, assim como aconteceu quando os primeiros apóstolos saíram em viagens missionárias pregando a mensagem da cruz.
Com o passar do tempo temos visto a igreja crescer e se estabelecer no mundo de forma organizada e estruturada através das várias denominações, e isso é muito saudável para todos. O crescimento da igreja no século XX foi impressionante assim como foi gigantesco o número e denominações que surgiram nesse período.
No livro A Church for the Twenty-First Century (Uma Igreja para o Século Vinte e Um) encontramos alguns formatos de igreja que estão se multiplicando como franquias. "Megaigrejas", com mais de 2000 pessoas, "são como os shopping centers, oferecendo uma grande variedade de serviços para uma quantidade enorme de pessoas". "Metaigrejas" são "baseadas em uma rede de pequenos grupos que funcionam como centros de assimilação, treinamento, cuidado pastoral e evangelização". As "igrejas hiper-mercado" e seguem outras na lista.
Não nos opomos ou criticamos a diversidade denominacional, segundo a Teoria Denominacional da Igreja (Jeremiah Burroughs) essa diversidade é saudável desde que tomemos alguns cuidados para não cairmos no sectarismo e/ou sincretismo.
O fato é que em meio a tantas opções e diante de tantas lideranças o que observamos é que uma inevitável disputa gera uma concorrência onde muitos perdem a visão do Renio e começam a trabalhar em função de preservar o que julgam ser propriamente seu, mesmo em se tratando da igreja de Jesus.
Assim como em 1 Coríntios 1, Paulo exorta sobre a unidade do corpo quando havia disputas entre os grupos de Apolo, Cefas ou Paulo, devemos tomar para nós hoje a mesma recomendação alinhando nossas mentes com a Palavra de Deus que certamente nos levará a pensar no Reino de Deus.
Vendo a igreja como um grande rebanho e as denominações como currais, nçao conseguimos enxergar o campo comum a todos que é o Reino de Deus e esse sentimento gera, disputa, concorrência e o que não queremos admitir. Medo.
Com medo de perder o que propriamente não é seu, a igreja, muitos não se arriscam a sair mais dos currais em busca das ovelhas perdidas. Aquela história "antiga" de deixar 99 em busca de uma ovelha desgarrada? Isso mesmo. Esta ficando difícil de se ver.
A estratégia tem mudado. Em vez de IR agora estamos tentando ATRAIR. Chamar a atenção para nosso curral oferecendo o que for preciso para atrair os que estão fora do curral, que nem sempre estão perdidos ou desgarrados, para nossos limites e uma vez que conseguimos isso o grande desafio é manter, ou para ser mais direto não deixar sair de nosso domínio.
É assombroso como sutilmente somos envolvidos em um processo que nos coloca perigosamente no mesmo caminho mas em sentido contrário, nos afastando do alvo. Ações de marketing para atrair e fidelizar clientes tem substituido as ações criativs do Espírito Santo para direcionar a igreja a desafios em busca dos que estão perdidos. A simplicidade do IDE parece não ser suficiente para nossos dias onde a falsa sensação de domínio não nos deixa largar o que aparentemente conquistamos.
A igreja é de Jesus que nos ensinou a pregar um evangelho que salva e liberta. Salva de nós mesmos e nos liberta para ir em busca de muitos, servindo e manifestando o amor de Deus sem qualquer sentimento de posse. Simplesmente se alimentando de cumprir a vontade do Pai (Joa4), entendendo que o Reino de Deus é para ser estabelecido através de conquista e não de armadilhas onde as presas são atraídas por iscas e aprisionadas por mensagens que não promovem liberdade.
No reino de Deus não existem muros. As ovelhas de Jesus o seguem e se mantem unidas pelo amor, mas em plena e total liberdade. Foi para essa liberdade que ele nos chamou.
Se disponibilizar para IR faz parte de nossa oferta diária no exercício de nosso culto racional. Buscar o que esta perdido é o desafio da igreja. A eclésia é chamada a esse desafio de ir e não de atrair.  
    

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz o Ano que é Novo



Miguel Levy
Todos os anos estamos aqui, revendo resultados e planejando novas metas e projetos para o ano novo.  Envolvidos pelo clima de virada de ano, acreditamos ser o momento ideal para marcar um novo começo em alguma área de nossa vida, ou em toda ela. As promessas são muitas. Segundo informações de indicadores econômicos, durante o mês de janeiro, o movimento das academias de ginástica chega a ser o dobro em relaão aos demais meses do ano. As clínicas de estética tem seu faturamento incrementado em 30%. Tudo em função da mudança de hábito de muitas pessoas durante o mês de Janeiro, muito embora esse movimento caia consideravelmente já no mês de fevereiro, e depois do carnaval... tudo volta ao normal.
O ano novo é apenas uma referência no calandário para que possamos contar o tempo e nos referenciarmos durante a história que vivemos, mas por algum motivo somos levados a crer que na virada do ano algo especial pode acontecer. O pobre ano velho tem a obrigação de levar todas as mazelas que nos alcançaram e o ano novo trará novas esperanças, sonhos, projetos, planos, mudanças. O que não nos damos conta é que inevitavelmente o tempo passa indendentemente de como estamos contando. Horas, dias, meses ou anos e mais imnportante do que o movimento dos pnteiros do relógio ou do passar das folhas do calendário é o que acontece de fato em nossa vida.
A tendência natural da passagem do tempo não é renovar e sim desgastar, corroer, envelhecer. Esperar que o tempo resolva o que esta dentro de nós é uma inocente ilusão. Se nos deixarmos levar pela simples ação do tempo, além de antigos vamos ficar velhos e o melhor que pode acontecer é nos acostumarmos com as mazelas de nossa vida.
Sou contra  a afirmação que diz "o tempo cura tudo". O tempo nos dá oportunidade para refazer os caminhos e consertar os erros cometidos. Problemas causados por máguas, ressentimentos só são curados com perdão verdadeiro. Feridas não tratadas, com o tempo, apodrecem.
O poder de mudança não esta no tempo, esta em nós quando deixamos que o espírito realmente capaz de mudar possa agir em nossa vida.
No livros de Gênesis, capítulo 1, vemos um quadro caótico de uma terra sem forma, vazia e em trevas
que certamente estava sofrendo o efeito do tempo, presenciando ano após ano a estagnação do seu estado. O que fez toda a diferença e provocou a relevante mudança foi a ação do Espírito Santo de Deus agindo conforme a Palavra de Deus.
O evangelho de Jesus Cristo veio nos trazer a possibilidade de viver uma mudança onde o tempo deixaria de ser um agente de envelheciento e passaria a ser uma testemunha de renovação de vidas. Os que recebem Jesus e passam a viver nele, por ele e para ele são feitos nova criação. As coisas velhas, sujeitas a ação corroziva do tempo ficam para traz e tudo se faz novo (2Cor5:17) e com possibilidade de ser renovado não a cada ano, mas  a cada dia.
Por isso esperar a passagem de ano para encenar uma mudança pode ser um procedimento perigoso uma vez que comprar roupas novas, pintar os cabelos, usar cores específicas não poderão mudar a natureza do homem e nem de longe garantir a sua eternidade, pois só há uma maneira de se chegar a eternidade sem apodrecer que é através da vida abundante que recebemos de Jesus.
Em função de tudo isso, o que eu desejo a todos é uma vida renovada durante todos os próximos dias do ano. Sendo novo a cada dia, buscando viver no propósito de Deus e expressando o seu amor ao mundo poderemos sim viver no ano novo uma vida feliz.
Não podemos deixar o tempo passar sem buscarmos a renovação de vida e entendimento que nos fará experiemntar a perfeita vontade de Deus durante todos os dias do ano novo.
Seja renovado em sua mente e viva novidades de vida e faça assim o seu Ano Novo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sou Campeão Mundial de MMA (Pela Fé)




Miguel Levy

Quem gostaria de ser campeão mundial de MMA na categoria dos pesos pesados? Talvez muitos desejem conquistar o cinturão de campeão dessa categoria. Para conquistar o cinturão é simples (eu não disse fácil), basta vencer o atual campeão Cain Velasques, um cara invicto, durão que tem resolvido suas lutas por nocaute nos primeiros rounds.

Esse fato me lembra um trecho da Bíblia em Mateus 5:20 onde Jesus diz que se a nossa justiça não exceder em muito a dos escribas e farizeus, jamais entraríamos no reino dos céus. Entendemos que o cinturão em jogo é a salvação e que comparando cada um de nós, simples mortais, com o padrão de justiça dos escribas e farizeus da época é a mesma coisa que comparar um cidadão comum  e sedentário como eu com o Cain Velasques. Para conquistar o título mundial de MMA teríamos que superar em muito as suas habilidades nas artes marciais mistas. Missão quase impossível para nós.

O Junior Cigano é um lutador brasileiro que se preparou para enfrentar a fera Cain Velasques e tomar posse do título mindial de MMA. A luta foi marcada e pudemos ver que todos os brasileiros que se interessam pelo assunto, principalmente homens que de alguma forma por flashs imaginários se veem com o cinturão de pesos pesados nas mãos, estavam dentro do octógono torcendo pelo Junior Cigano, que nocauteou o adversário de forma fulminante e levantou o cinturão dos pesos pesados do MMA.

Todos os que aceitaram na ideia de ser brasileiro e torcer pelo, então, nosso representante no octógono esperaram o final da luta para também gritar que eram campeões mundiais de MMA. Nesse grupo estão atletas, sedentários, gordinhos, gente que nunca sequer chegou perto de um cenário de luta. Um homem se preparou e lutou de verdade e venceu a luta no lugar de tantos que não conseguiriam realizar tal feito. No final das contas, tanto o Junior Cigano como eu, sedentário brasileiro, podemos dizer que somos campeões mundiais de MMA na categoria dos pesados.

O mesmo aconteceu com Jesus em relação a nós. Ninguém seria justo o suficiente para conseguir a salvação. Nossa justiça nem chegava perto da dos escribas e farizeus. Mas houve um que estava preparado, com habilidades e caráter aprovados para representar todos os até então desqualificados para a salvação. Jesus entrou no octógono, lutou com a morte, aplicou o nocaute no terceiro round e se levantou triunfante com o cinturão de campeão universal de todas as categorias. Esse trofeu Jesus chamou de MINHA IGREJA. Nós. 

Todos os que aceitam nascer em Cristo e dessa forma assumir sua nacionalidade, assim como os brasileiros em relação ao Junior Cigano,  também podem se considerar campeões. Jesus, o que lutou de fato é o vencedor, assim como o Junior Cigano, nós que aceitamos esses campeões, nós que cremos neles, somos os mais que vencedores, pois ganhamos o título apenas acreditando na capacidade de nossos campeões. Sem estar lá. Pela Fé.