quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O que é pecado?



O que é pecado? Eu posso fazer isso? Eu posso fazer aquilo? Perguntas muito freqüentes por parte de quem busca viver em santidade com Deus mas tem vontade de fazer muita coisa. A questão é aproveitar o máximomde tudo o que temos direito e para isso nada melhor do que uma listinha básica do que pode e o que não pode fazer.

A tão almejada listinha de pode e não pode é uma solução muito simplista que não traduz a essência do evangelho de Jesus Cristo. Isso porque o evangelho não pode ser limitado a uma vida de regras e proibições. Evangelho é novidade de vida, vida nova. O cristianismo não veio mudar os comportamentos de um homem, mas mudar a natureza do homem. Por isso a Bíblia fala que é necessário nascer de novo e não apenas mudar os hábitos, comportamento.

O evangelho não pode ser visto como um conjunto de barreiras e limitações para a vida mas sim como uma porta para a verdadeira liberdade em Cristo. Essa foi a grande conquista na cruz. Uma vez que já recebemos a vida plena e abundante de Jesus, podemos viver mais e com mais intensidade do ququedandodo tinhamos apenas o conhecimento natural da vida. Não vivemos com a expectativa de quem vai morrer em setenta ou noventa anos. Vivemos agora focados na eternidade que nos espera em comunhão com Deus. Temos muita vida pela frente.

Mas e quanto ao pecado? O pecado não pode ser definido em uma lista mas um fundamento. Não acreditar em Deus (Jo 16:9), não acreditar no que Deus diz em sua Palavra que é a forma correta para vivermos. Isso é pecado, desobedecer a Deus e dessa forma se negar a amá-lo. Sim pois a Bíblia diz que quem ama a Deus é aquele que obedece os seus mandamantos. Não podemos nos limitar a obedecer uma lista mas sim viver a liberdade de poder fazer opções inteligentes e de qualidade em nossa vida faço isso ou não faço aquililo não pelo motivo simplório e irracional de seguir uma lista, mas pela verdadeira razão de nossa existecia: porque amamos a Deus mais do que qualquer coisa.

Por isso, em vez de terminar com uma lista de pode e não pode, deixo para vocês uma orientação mais inteligente e que certamente agrada a Deus. Meditem no que esta escrito na carta de Paulo aos colossenses, no capítulo três, a partir do primeiro versículo onde fala sobre o novo nascimento, traduzido pela unidade que temos em Cristo que nos leva a buscar viver uma vida diferente pois não estamos mais sozinhos e isolados para fazer qualuqe coisa mas agora a nossa vida é compartilhada com aquele que morreu por nossa causa mas que triunfante nos trouxe para a sua própria vida, por isso vivemos agora nele, por ele e para ele. É por isso que devemos pensar no que fazê e como vamos viver agora. Após a seqüência dessa leitura minuciosa, vamos dar uma parada no versículo dezesete e lazer desse pequeno texto uma espécie de oração para classificar o que devemos e não devemos fazer em nossa nova vida.

"e tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai."

Tudo o que formos fazer, de mos fazer com a consciência de que estamos fazendo em nome de Jesus, ou seja fazer no lugar de Jesus, representando Jesus e em gratidão a Deus por estar nos proporcionando essa oportunidade. O Espirito Santo testificara com paz em nosso coração e nos guiará em toda a verdade. Após essa oração, va em frente e faça o que diz seu coração. Só uma dica. O sinal verde do Espirito Santo é PAZ, se você tiver a sensação de um gato arranhando lá dentro... Não faça.

Agindo dessa forma você estará vivendo o que o evengelho se propõe, oferecendo sua vida em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, freqüentando renuiões, mas vivendo em um diário culto racional com a certeza de que estamos agradando a Deus, confiando em sua palavra, vivendo por fé, em liberdade, sem listas e mesmo assim longe do pecado. Vivendo o grande beneficio da graça salvadora.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

The Dream Is Over


Miguel Levy
Discurso bom é o que nos agrada, o que soa bem aos nossos ouvidos e que de uma forma ou outra parece não ferir nossos princípios, crenças e  acima de tudo não ameacem nossa preservada zona de conforto.  Por isso é muito difícil fugirmos de mensagens que parecem se encaixar com nossos anseios e que de alguma forma nos levam a seguir um caminho que aos nossos olhos parece bom. O grande problema é que muitas e muitas vezes, caminhos que apenas nos parecem bons podem estar nos levando para a direção errada. Fazer coisas certas na ordem errada podem nos levar para muito longe do nosso verdaeiro destino e propósito. É como caminhar na estrada certa no sentido errado. Quanto mais caminhamos, mais longe do alvo iremos estar.
Essa estratégia de inverter a ordem das coisas é conhecida, e desde a criação do mundo podemos perceber um esforço em desviar o homem do foco determinado por Deus para a sua vida. Mudar o assunto é perigoso, pode espantar os que buscam a verdade, então o mais estratégico é falar do mesmo assunto de forma diferente.
Um desses exemplos é a forma como a juventude tem sido bombardeada sem tréguas na tentativa de anular o potencial do jovem e dessa forma comprometer o seu futuro em relação aos propósitos de Deus para vida de todos os homens. 
Deus sempre se revelou aos homens durante a juventude. É onde Deus mostra o que planejou para cada um de nós para que dessa forma tenhamos tempo para um crescimento e amadurecimento focados no propósito correto para o que fomos criados.
A juventude vem sendo incentivada, por ondas sucessivas, a viver um sonho. A mergulhar em um sonho de liberdade, realizações instantâneas, prazer intenso. Viver o sonho é o que vale, e vale se espelhar em ícones, ídolos que são construídos em série por uma indústria interessada em alienar uma geração e silenciar jovens profetas de Deus.
A estratégia é simples. Ilusão. Falar de sonhos não é falar de um assunto estranho. Deus dá sonhos aos homens. O problema é incentivar jovens a buscar realizar-se em sonhos que muitas vezes nunca poderão ser realizados.
Não existe nada melhor do que sonhar. Sonhar é bom, mas o grande perigo do prazer de sonhar é que pode nos levar a não querer acordar e dessa forma deixamos de viver a realidade que a vida nos oferece de forma concreta.
Quem nunca assistiu a algum filme de ficção onde um personagem passa anos dormindo, ou congelado e quando acorda se vê totalmente deslocado da realidade e se sente isolado, fora de contexto e com a terrível sensação de que tem pouco tempo para viver a realidade?
Quatro rapazes britânicos se apresentaram ao mundo como um sonho, embalando jovens com músicas animadas irreverentes e revolucionárias sendo a voz para essa juventude reprimida, o padrão de ousadia, de liberdade de expressão, de sucesso de beleza. O sonho de consumo de qualquer moça da época. Todos viviam o sonho Beatle. Afinal de contas, quem não sonhava em ser  popular, querido e amado por multidões. Quem não sonha em ter tanta segurança ao ponto de se julgar melhor do que Jesus Cristo. Ninguém queria acordar desse sonnho. Vale a pena continuar na cama para prolongar esse sonho.
A parte ruim de um sonho, para quem esta vivendo um sonho bom, é resumida em uma palavra, quase sempre dita de forma incisiva e seguida de um sentimento de frustração: ACORDA!!! Não tem nada pior do que acordar de um sonho bom, se deparar com a realidade e perceber que tudo o que estavamos "vivendo" não era real.
Um dia uma geração de jovens chorou o confronto com a realidade quando John Lennon disse: THE DREAM IS OVER. Acordem, o sonho dos Beatles acabou. Uns choraram, cairam na real e nunca mais foram fans de mais nada, outros procuraram de imediato outro sonho pra mergulhar, e outros insistiram em não acordar e vivem até hoje ouvindo os mesmos LPs, com reoupas da década de sessenta coreografando Yellow Submarine.
Inverter a ordem dos fatos que a Bíblia nos ensina é fatal. Por isso a receita para o sucesso em nossa vida esta na própria Bíblia. Ler e meditar nessa Palvra dia e noite, buscar a vontade de Deus para executá-la na ordem certa.
O profeta Joel, falando em nome de Deus, deixou bem claro um sequencia de acontecimentos que sucederiam o derramamento do Espírito Santo: "Depois disso, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas: os filhos e as filhas de vocês anunciarão a minha mensagem; os velhos SONHARÃO e os jovens terão VISÕES." 
A Bíblia diz que os jovens devem ter visões, que segundo John Maxwell "a visão desenha o alvo, acende e alimenta a chama interior e nos impulsiona a atingir a nossa meta." A Bíblia diz que o jovem deve estar bem acordado com uma visão muito bem definida para viver a realidade que Deus tem estabelecido para a sua vida, buscando o alvo definido, motivado por essa visão para alcançar a meta determinada para um tempo estabelecido de sua vida.
A visão nos dá estratégias de ação e precisamos estar muito acordados para isso. Enquanto o sonho nos deixa na cama, a visão nos impulsiona para a vida, encarando a realidade com ousadia para remir o tempo que Deus nos deu para viver. A visão é para jovens que tem uma vida inteira pela frente. Os sonhos servem para ilustrar o descanço de quem já cumpriu o seu chamado e tem a serenidade para dormir no leito da realização. 
Vemos hoje uma geração de jovens frustrados, e sem qualquer tipo de direcionamento na vida pelo fato de terem passado grande parte do seu tempo produtivo sonhando e quando são acordados ficam atorduados sem saber o que fazer com a realidade de suas vidas porque não tem VISÃO, não sabem para onde ir, não tem idéia de onde vão chegar, nem imaginam o poder ser e não tem qualquer opinião sobre onde vão estar em cinco anos.
O Espírito Santo de Deus foi derramado sobre os jovens para que eles tenham VISÃO. Uma visão de Deus para suas vidas a fim de que suas vidas tenham um propósito de existência, um alvo a ser alcançado, uma meta a ser cumprida.
Hoje eu quero ser a voz em seu ouvido dizendo bem alto: ACORDE!! Pare de sonhar e busque a visão de Deus para sua vida.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pai Herói



Miguel Levy

Todos os anos faço questão de participar das atividades comemorativas ao dia dos pais que são realizadas na escola das minhas filhas. Não pelo fato de cumprir uma obrigação, mas principalmente para satisfazer o desejo que todo filho tem de apresentar seu pai aos amigos. É uma responsabilidade enorme que muitos pais não reconhecem e em função disso deixam de viver um tempo de fundamental relevância ao lado dos filhos.
Dentro da estrutura familiar, a imágem do pai é de fundamental importância para transmitir segurança e tranquilidade aos filhos. O filho procura no pai o seu lugar seguro, o abrigo a proteção, a provisão e o referencial para construir o seu caminho. É sobre a imagem do pai que o filho constrói seu primeiro castelo, deposita toda a sua confiança e projeta seus primeiros sonhos. Daí surge a maior responsabilidade de um pai, que não se resume a simplesmente ser um provedor de suprimentos materiais, mas o de ser um supridor de moral, educação, caráter e fé.  
Deus se revela ao homem como Pai. Um só Deus e Pai de todos (Ef 4:6), que fez questão de referenciar na figura do pai o início de todas as coisas. Abraão, o pai da fé. Está no pai o potencial da vida em função dele ser o semeador que dará origem a uma geração de coisas, fatos, idéias, visões. Deus Pai que além se revelar como gerador de resultados quando formou todas as coisas com a sua Palavra, demonstrou também sua capacidade em inciar processos mostrando ao homem um caminho a ser seguido que o levaria a um processo de crescimento e amadurecimento. Esta é a grande lição de Deus como Pai. Que devemos a prender e ensinar aos nossos filhos que resultados nos satisfazem momentaneamente mas não promevem aprendizado nem maturidade.
A idéia do PAI HERÓI, surge no filho quando ele vê seu pai como um gerador de resultados instantâneos. O pai que consegue carregar objetos pesados dentro da casa, que espanta o gato e o cachorro que parecem uma ameaça. O pai que com tanta facilidade nos tira do chão e nos faz voar. O pai que faz tudo parecer muito fácil e possível. 
O momento difícil acontece quando esse filho cresce e começa descobrir que o grande herói parece estar perdendo o poder, e já não consegue porduzir tantos resultados. Ou quando por algum motivo o pai falha e a imágem do infalível parece não ser suficientemente forte para continuar dando sustentabilidade para o castelo construido sobre ela. Aí, muitos castelos vem abaixo.
Vemos que como pais, precisamos entender que nossa responsabilidade, a exemplo de Deus, não se resume em apresentar resultdados e sim também em educar filhos, a iniciar processos que os prepare para um dia assumirem a posição de pais. 
A missão do pai é ensinar filhos a serem pais também. Por isso mais importante do que patrimônio material é a herança de legado que podemos deixar aos nossos filhos. Ensiná-los, educando para a vida. Mostrando com nosso testemunho, o que é bem desafiador, no caminho junto com eles que a nossa fé, as nossas convicções, o nosso Deus devem ser experimentados por eles também, inicialmente ao nosso lado até o ponto onde poderão seguir com seus próprios pés.
Ensinar aos nossos filhos que a imágem do pai herói não é mentirosa ou falsa, mas que precisa, com o passar dos anos, ser esclarecida no sentido de apresentar aos nossos filhos os cenceitos reais das coisas. Que o herói de verdade não é o infalível Superman do cinema com músculos de aço, mas o humano pai que não mede esforço para cumprir seu papel como pai e deixar um legado de educação, moral e referência de Deus em sua família. Que o herói não é o que vence todas as batalhas, mas o que nunca foge de seus desafios. Que o herói não é o que sempre dá o presente caro e desejado, mas o que consegue ensinar o valor das coisas e como devemos desejar o que já nos foi dado por Deus. Que o herói não é o que nunca falha, mas o que falha, assume seu erro e o transforma em uma lição de vida para o filho. Que herói não é o que faz todo esforço para enceher a casa de comida, mas principalmente o que faz todo esforço para comer junto e compartilhar na mesa a Palavra de Deus, o pão da vida.
Agradeço a Deus pela riqueza de ter me proporcionado a tripla experiência paterna através de meu pai natural que me gerou naturalmente, me educou e me criou. Através de meu Deus, que me gerou por uma promessa e que pude conhecer como pai no sentido mais amplo, e  através de minhas filhas, que hoje, me fazem entender muito melhor o que é ser pai e dessa forma poder me empenhar em cumprir o meu papel para que um dia elas possam dizer que amam e obedecem o Deus de seu pai. Isso é uma riqueza.
Feliz é todo o pai que entende sua missão e por isso sabe que mais importante do que morrer por um filho é viver por ele fazendo todo o esforço para manter a imagem do pai que diante de todos os desafios é um verdaeiro herói.
 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Adote Seu Filho Vivo




Miguel Levy

“Pai de Amy Winehouse planeja criar fundação para ajudar viciados”
"Estava em Nova York com meu primo Michael quando soube da notícia (da morte de Amy) e na mesma hora eu disse que queria uma Fundação Amy Winehouse, algo para preservar as coisas que ela amava - crianças, cavalos... - mas também para ajudar aqueles que lutam contra a dependência química" – Plantão O Globo.
Foram essas as palavras de Mich Winehouse, pai da cantora e compositora Amy Winehouse durante o seu funeral, demonstrando sua intenção em prestar uma homenagem a filha encontrada morta finalizando uma vida entregue as drogas e ao álcool.

O que me chama a atenção é que Mich não é o primeiro a homenagear filhos depois de mortos, principalmente quando os mesmos são levados precocemente por uma vida de abandono e falta de atenção e presença familiar. Parece que é uma forma auto-redentora  de buscar salvar o que foi perdido produzindo a imagem de um herói. Aqui no Brasil temos o triste exemplo do jovem Cazuza, transformado em herói, protagonizando filme, entitulando ONGs, e deixando cada vez mais público o péssimo exemplo de vida que um jovem cheio de talento pode viver.

Em todos os casos vemos a mesma história se repetindo. Jovens cheios de talento em uma estrutura familiar que não oferece o que todo filho precisa ter. Amor, atenção, acompanhamento e presença participativa e comprometida de pai e mãe. Isso independente da condição sócio-econômica da família em questão. O modelo de família estabelecido por Deus é válido e eficaz para qualquer família do mundo. O que a Palavra de Deus nos ensina é uma regra fundamental para garantir o sucesso de nossos filhos.

Amy Winehouse iniciou sua carreia aos 13 anos de idade e logo cedo começou a “ganhar” a vida em meio a bares e pubs, e tão logo começou a fazer sucesso e oferecer uma “melhor” condição de vida a família, o pai, até então motorista de taxi, também decolou para a carreira artística que provavelmente estava guardada em alguma gaveta do armário de frustrações pessoais que todos temos. Quando a oportunidade surge, o natural é dizer: chegou a minha vez.

Tanto talento pode ser o pior inimigo para quem não tem uma estrutura familiar forte o suficiente para servir de suporte que garanta a edificação de uma vida saudável. A ruína é a certeza mais provável.
Chega a ser demagógico se propor a financiar tratamento e cuidado para os filhos dos outros quando não temos priorizado os poucos a nós confiados. A Bíblia nos instrui a ensinar nossos filhos NO caminho que devem andar. É um trabalho comissionado aos pais. Amigos, tias, avós, ou muito menos empregados podem cumprir essa missão com a dedicação e presença suficientes para forjar um caráter em uma criança a não ser os pais.

A melhor homenagem que podemos prestar aos nossos filhos é adotá-los enquanto estão vivos. Adoção é a forma que temos para gerar filhos através do compromisso de nossa palavra. É a aliança que fazemos com nossos filhos dizendo a eles que além de tê-los concebido também desejamos nos responsabilizar, cuidar das suas vidas educando-os e apresentando o caminho que devem seguir. É a forma de oficializarmos aos nossos filhos que nós o queremos, por isso o adotamos. Essa é a homenagem que todo filho precisa.

Como pais, muitas vezes nos focamos unicamente na sobrevivência, no sustento de nossos filhos e esquecemos que além de supridores devemos ser os formadores, educadores e sacerdotes de nossos filhos. Ensiná-los princípios de obediência, respeito e conquistar credibilidade ao ponto de nos tornarmos seus conselheiros. Na música REHAB, a jovem Amy expressa de uma forma talentosa que não esta bem, precisa de ajuda, amigo e o seu pai diz que ela precisa passar 10 semanas em uma clínica de re-habilitação e ela responde enfática: Não! Não! Não! E mais uma vez constatamos que a bíblia esta certa. Mostrar o caminho sem estar nele, terceirizar cuidados para nossos filhos não funcionam. Precisamos adotá-los e dessa forma homenageá-los enquanto estão vivos. Abra os braços, ofereça amor, atenção, sua vida e com certeza eles vão dizer: Sim! Sim! Sim!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Um Grito de Socorro



Miguel Levy
Nesse último final de sema nos deparamos com a notícia da morte de Amy Winehouse, uma jovem talentosa que faleceu aos 27 anos. Surpresa para uns enquanto para outros, inclusive a própria mãe, uma notícia que poderia surgir a qualquer momento em função do estilo de vida que a jovem cantora vinha levando nos últimos anos.

Não deveríamos achar normal que esse tipo de fato ocorresse. Jovens talentosos sendo privados da vida tão cedo. Recebendo a visita da morte no momento mais produtivo de sua existência na terra. O mesmo aconteceu com Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Robert Johnson, Pete Ham, Kristen Pfaff, Gary Train . Todos com história de vida parecidas. Fama dinheiro e facilidades que qualquer outro mortal não conhece mas anseia por ter. Facilidades que estranhamente tornam a vida mais difícil de ser vivida e revelam de uma forma explosiva um imenso vazio, uma espécie de buraco negro que consome todas as energias e recursos deixando evidente a real necessidade de uma vida que justifique a existência.

No caso específico da Amy Winehouse, usando o talento recebido de Deus (Tiago1) de várias maneiras ela expressou seu grito de socorro, pedindo ajuda na busca de uma vida suportável, o que vemos na música REHAB (rehabilitação). Para quem tem alguma sensibilidade e conhecimento das escrituras sagradas, logo percebe o que o apóstolo Paulo fala no capítulo oito da carta aos Romanos quando diz que a criação grita, geme, chora a espera que os filhos de Deus se manifestem.

Criticar, julgar e acusar quem não consegue entender e aceitar a mensagem da cruz pode ser um comportamento defensivo de quem conhece a verdade da mesma forma não tem entendido a mensagem da cruz que não se conforma com os resultados produzidos pela cultura do presente século que leva a humanidade ao roubo, morte e destruição. Muitas vezes nos justificamos com o fato de já termos pregado essa mensagem a alguém que não aceitou apesar de algumas repetições e repetindo o ato de Pilatos, lavamos as mãos, nos eximindo da responsabilidade sobre aquela vida. Contudo, nosso papel como igreja de Jesus é dar continuidade a sua missão na terra que não consiste em julgar ou criticar mas em promover salvação (João3).

Devemos assumir a responsabilidade que esta sobre nós de alimentar os famintos, saciar os sedentos e calar o gritos os angustiados de espírito trazendo a mensagem da cruz que pode ser loucura para alguns, mas é poder de Deus para todo aquele que recebe Jesus como salvador e autor da vida.

Lamentamos a morte da jovem e talentosa Amy Winehouse, assim como lamentamos a morte de milhares de anônimos que tem o mesmo destino, condenados a passar a eternidade sem a possibilidade de comunhão com Deus. Lamentamos pela vida de milhares que diariamente são privados da vida plena oferecida por Jesus disponível a todos os que crêem. Assim como lamentamos por milhares que mesmo conhecendo a mensagem da cruz, se mantém calados fingindo não ouvir os intensos gritos por socorro de quem não consegue existir sem uma razão para viver.

Todos nós temos uma Amy Winehouse bem perto, que grita por socorro ao nosso ouvido e espera nos revelemos como filhos de Deus.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Evangelho da Prosperidade - Paul Washer


Acredito nesse evangelho que vem para os que nada tem a oferecer em troca de bênçãos. Esse discurso pode não dar "ibop", mas com certeza nos salva, principalemnte de nós mesmos. Assista o vídeo. É rápido.

Miguel Levy

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Mergulhe no Evangelho


Miguel Levy

Não é difícil encontrarmos quem de alguma forma questione o porque Deus não torna as coisas mais simples para nós. Por que Deus não acaba logo com a fome, a miséria, com as doenças. Por que não prende logo o diabo e nos deixa viver apenas para adorá-lo. Se nos deixarmos envolver por esse discurso podemos até concordar e nos tornarmos mais uma voz nesse clamor "sedento de Deus". Mas por outro lado também podemos ver que essas mesmas pessoas são acomodadas, despreparadas e pouco conteúdo apresentam, quando nos referimos a Palavra de Deus. Nesse ponto entrendemos que na verdade a grande maioria das pessoas busca apenas uma forma mais fácil de se relacionar com Deus expondo toda a sua pouca vontade de superar os desafios para descobrir mais de tudo o que Deus tem reservado para nós.
No texto bíblico do profeta Ezequiel, capítulo quarenta e sete, vemos o relato de uma visão onde um homem o leva a diversos níveis de profundidade dentro de um rio e tendo mostrado as águas mais profundas o trouxe de volta a márgem. Por morar em uma cidade litorânea e por ter frequentado a praia com certa regularidade, me sinto mais confortável para discorrer nesse tema em um cenário as márgens do oceano Atlântico onde moro.
Posso imaginar o evangelho como o oceano, mesmo o Atlântico que banha o litoral onde vivo, que não é o maior mas com cerca de 106 milhões de quilômetros quadrados já é bem representativo quando comparado a qualquer homem. Ainda hoje nunca foi totalmente explorado e por isso posso me utilizar dele como exemplo.
O relacionamento das pessoas com o oceano pode ser visto de diversas maneiras e todas tem um bom motivo para justificar seu envolvimento. Vamos citar alguns deles.
Em primeiro lugar podemos citar os que admiram o oceano. Passam algum tempo observando, admirando, fotografando e imaginando muitas vezes o que poderia existir naquela imensidão. Muitos desses nem ousam molhar os pés, mas mesmo assim defendem sua admiração como um sentimento genuino e verdadeiro.
Existem aqueles que foram apresentados ao oceano e uma vez que chegaram na praia, deram um mergulho, brincaram nas ondas e decidiram: Não largo mais essa vida. Após essa decisão assmem um compromisso de semanalmente estar na praia usufruindo dessa maravilha que é o oceano.
Outro grupo se aventura nas ondas, em constantes e rápidas viagens que provocam alegria, promovem diversão e uma boa sensação de liberdade. Contudo, requer um pouco mais de ousadia e dedicação para descobrir os segredos de flutuar nas ondas. O mesmo acontece com quem quer ir além das ondas e experimentar a sensação de invadir o oceano em busca da linha do horizonte. Ousam perder o contato com a terra e se deixam levar pelas forças do oceano. Descobrem novos horizontes, que os banhistas da praia nunca jamais entenderão, por mais que se explique.
Há ainda um grupo que além de se deixar levar pela imensidão da superfície do oceano, decidem mergulhar para descobrir o que esta oculto da nossa visão natural, e nessa busca encontram sempre um motivo para mergulhar mais fundo e se surpreender cada vez mais com o que lhes é revelado a medida que tornam seus mergulhos mais profundos.
Deus nos apresentou o oceano e nos deixou na praia. Cabe a nós decidir até onde iremos nesse oceano chamado evangelho. Muitos, muitos mesmo se contentam em religiosamente (falo no sentido literal) todos os finais de semana frequentarem a praia do ovangelho. Se divertem na areia, dão mergulhos rápidos para refrescar, se deixam "derrubar" pelas ondas e quando muito aprendem a surfar para curtir de forma mais "radical" esse tempo. Se encontram no mesmo ponto da praia e já vem com a programação feita. Hora de chegar e hora de sair. Quem gosta de ondas mais fortes, vai para um lado. Quem aprecia ondas mais fracas, vai para outro lado e quem prefere a ausência das ondas, se acomoda em frente ao quebra-mar que ameniza a força das ondas e deixa apenas pequenas marolas chegarem a praia.
Creio que não há nada de errado em se manter na praia por toda a vida. É uma decisão pessoal. Mas é incontestável o fato de que o evangelho de Jesus foi disponibilizado a nós sem qualquer tipo de restrição. Cristo veio abrir todos os acessos aos seus segredos mais profundos. Para isso, basta que entremos e mergulhemos cada vez mais fundo nesse oceano do evangelho. É certo que para isso, com toda certeza teremos que sair do esquema "religioso" e pragmático que nos limita semanalmente a um tempo de contato com o evangelho, pois para ir além das ondas navegar e mergulhar fundo, precisamos  de uma viagem bem maior. Mas é exatamente nesse ponto, longe da praia, sem os pés na terra, totalmente e literalmente envolvido por um abiente sob o qual não temos controle e onde nos sentimos totalmente impotentes, que poderemos experimentar a riqueza da graça de Deus, nos ensinando a viver de forma sobrenatural nesse mundo. Com certeza ninguém volta de uma viagem dessa sem ser transformado, e o mais espetacular é que quando voltamos à praia temos a nítida sensação de que o nosso verdadeiro mundo não é mais aquele e o insaciável desejo de descobrir mais e mais do que o evangelho tem a nos revelar talvez provoque uma inquietação para voltar a novos mergulhos.
 
Assim como no oceano, o evangelho não será alterado ou prejudicado se não decidirmos mergulhar fundo, se deixar levar e receber tudo oque ele pode nos revelar. Nesse relacionamento apenas nossa vida é afetada e mudada. Por isso, para quem vive essa experiência, a praia pode ser muito divertida, mas com certeza não satisfaz mais, e o único motivo que justifique voltar à praia seja convencer tantos outros a mergulhamos juntos nesse oceano que é o evangelho de Jesus Cristo.