segunda-feira, 12 de abril de 2010

TUDO TEM PREÇO!?



Preço é um conceito muito comum em nossos dias. Afinal de contas, na geração shopping center podemos encontrar tudo nas prateleiras e vitrines. Conseguir só depende de quanto se pode pagar para satisfazer nossos desejos. O mundo na verdade é um grande mercado que movimenta mercadorias e serviços de um lado para outro. Temos aprendido com essa cultura que podemos conseguir qualquer coisa que tenha preço, basta juntar a quantidade suficiente de moeda e pronto. O negócio esta feito.

Essa é a idéia passada para nós e muitas vezes nos deixamos levar com esse sentimento mercantilista e acreditamos que no reino de Deus as coisas funcionam da mesma forma. Mas nunca é demais lembrar de Romanos 12, onde o apóstolo Paulo nos exorta a não nos conformarmos com a cultura do mundo. Isso é a cultura do mundo.

Em João 3, vemos a história narrada de um príncipe, um homem influente, Nicodemos, que procurou Jesus em busca de vida eterna, perguntando o que precisaria ser feito para consegui-la. Talvez aquele homem estivesse perguntando qual o preço da vida eterna, de repente eu poço pagar. Jesus deixou bem claro que não se tratava de preço e sim de valores.

Enquanto estávamos na condições de pecadores sob o domínio do inimigo, pudemos ver de forma bem evidente essa diferença entre preço e valor. Havia um preço a ser pago para nossa redenção. Um preço que por ser muito alto, Satanás talvez não esperasse que alguém pagasse o que garantiria nossa escravidão eterna. Em Hebreus 10, vimos que esse preço foi pago e através do sangue de Jesus fomos resgatados do império das trevas para um reino de paz, e uma vez resgatados, a igreja de Jesus Cristo não foi colocada em uma prateleira ou vitrine para mais uma vez ser negociada. Deus a guardou em um lugar seguro, uma espécie de cofre celestial. Em um lugar chamado Cristo (Colossenses 3).

Esse fato por si só já é suficiente para entendermos o interesse de Deus por nós, mas meditando mais um pouco podemos ver com clareza qual é o sentimento de Satanás em relação ao homem.

Quando nos dispomos a precificar qualquer coisa, a colocar um preço em algo, é porque já estamos dispostos, decididos a ficar sem aquilo. É porque não temos qualquer laço afetivo e acreditamos obter alguma vantagem pessoal nessa troca. Quando atribuímos um valor a alguma coisa em nossa vida nos referimos a coisas inegociáveis. Sem preço, ou seja, coisas que não estamos dispostos a abrir mão por qualquer que seja a retribuição oferecida. O que tem valor não tem preço. O que tem preço já perdeu o valor e pode ser substituído por qualquer tipo de moeda.

Na cultura do mundo, tudo tem preço, pois o legislador desse mundo é um grande negociador, frio e sem qualquer sentimento afetivo, que busca unicamente a vantagem pessoal. Quando colocou preço no homem, mostrou que não havia qualquer tipo de afeto por ele. Quem pagasse levaria a mercadoria. Essa cultura é diabólica.

A Bíblia nos ensina que existem coisas que tem valor para Deus. A igreja, comparada como a menina dos olhos de Deus, como tesouro escondido. Tesouros só são escondidos porque não estão a venda em função do valor inestimável que possuem. Deus não esta disposto a negociar nossas vidas. Uma vez resgatados, redimidos e justificados não existe mais preço a ser pago nem ao diabo nem a Deus. O que existe é um valor a ser preservado.

Não se compra bênção, não há preço para salvação, não há negociação para cura, as dádivas de Deus nos foram dadas pela graça. Fomos chamados para a liberdade e como Paulo escreveu aos gálatas, todo escrito de dívida que havia contra nós foi pago na cruz do calvário. Para o cristão, a última negociação foi feita na cruz. De lá para o futuro só nos resta viver os benefícios da graça salvadora.

Fomos libertos das correntes que nos prendiam, não precisamos mais entrar em correntes para conseguir bênçãos de Deus. Todo o preço foi pago na cruz, não precisamos mais pagar preço algum. Se não renovarmos nossa mente em relação a esse assunto, vamos oferecer Jesus aos homens e logo em seguida vamos passar o preço para ter esse Jesus. Penitências, sacrifícios, indulgências... nada disso corresponde a doce presença de Jesus em nossa vida.

A misericórdia de Deus e seu amor se revelaram a nós quando ainda não estávamos nem convertidos a ele (Efésios 2). Em 2 Pedro 1, vemos que Deus já nos deu tudo o que precisamos para esta vida antes que tivéssemos a possibilidade ou oportunidade de pagar qualquer preço.

Quando estamos com amigos em um restaurante e desejamos pagar a conta sem deixar qualquer chance para nossos amigos, não esperamos que a conta seja colocada na mesa, nos antecipamos e pedimos a conta em segredo e a liquidamos. Não damos chance para que nossos amigos se preocupem, insistam ou fiquem constrangidos. Deus fez da mesma forma, se antecipou a nós, não esperou que estivéssemos perfeitos, justificados ou santos. Nos abençoou antes e nos comissionou depois. Não consigo ver após a redenção um Deus negociador, cobrando taxas, impostos ou impondo preço para as suas bênçãos. Tudo esta consumado. A fatura foi liquidada.

Temos que ter essa consciência para que não sejamos levados por falsos mestres que como disse o apóstolo Pedro em sua carta, negociam a fé das pessoas, se aproveitam da falta de conhecimento do povo e alimentam a ganância que segundo o apóstolo Paulo, tem aprisionado o homem em si mesmo, focando em seu próprio umbigo, e promovem uma bolsa de valores e investimento utilizando o nome de Deus para avalizar a negociação.

No mundo tudo pode ter preço. Na igreja de Deus, não! Nossa fé, nossas convicções, o compromisso de Deus conosco, o amor fraternal. Nada disso tem preço. Pois não estamos dispostos a nos livrar disso por nada. Parafraseando o apóstolo Paulo, nem coisas do presente nem do por vir, nem principados nem potestades, nem anjos ou qualquer criatura. Nada pode comparar o que para nós tem um valor do tamanho da eternidade. E que no final da jornada possamos repetir a oração de Paulo: “combati o bom combate, acabei a carreira e [não me corrompi, não negociei] guardei a fé”.

Miguel Levy

quinta-feira, 8 de abril de 2010

QUE CEIA!



Quando falamos em ceia, é muito comum vir em nossa mente aquela imagem de uma ceia de natal. Uma mesa farta, muita cor e rodeada de amigos e gente feliz. Mas essa é uma cena que para nós até ficou comum. É mais uma comemoração que fazemos periodicamente. Contudo, quando penso na origem de tudo isso, sou obrigado pelos fatos históricos a me reportar ao que chamamos de a última ceia de Jesus. Fato que inspirou artistas em todo o mundo por ser considerado um acontecimento bastante peculiar. É justamente nesse cenário que desejo entrar.

Os discípulos de Jesus certamente já haviam sido avisados a respeito do que estaria para acontecer naqueles dias. Jesus havia predito sua morte e sacrifício, como parte do propósito de sua vinda, mas é claro que isso não é digerido facilmente. Pense bem, ninguém aceita fácil ou de forma natural que alguém sadio e em plenas condições de vida, no auge do seu vigor físico de repente comece a falar que vai morrer, e ainda mais, ser preso, torturado e martirizado antes disso até chegar ao cúmulo da humilhação humana na época, uma morte de cruz, até porque ele não tinha cometido até o momento nada que pudesse condená-lo a isso. Não. Eu estou certo que ninguém assimilou esse fato. A ficha definitivamente não havia caído.

O outro lado da história era Jesus, plenamente convicto da realidade dos fatos e acontecimentos que estavam por vir. Imaginem esse cenário. Jesus e os seu discípulos. Ele sabendo que seria sua ultima refeição e os discípulos não tão certos disso poderiam estar encarando isso como mais uma refeição. Parece pouca coisa mas há uma diferença fatal entre eles.

Deixando os discípulos de lado, afinal de contas era mais uma refeição mesmo. Vamos pensar um pouco no que Jesus poderia ter pensado. Isso para ser bem impessoal e não afirmar o que EU teria pensado.

Essa é minha ultima oportunidade de fazer uma refeição em minha vida. É justo que depois de tudo, ou antes de tudo já que a pior parte estaria por vir, eu tenha o direito de fazer algumas exigências: a) Posso me dar o direito de comer tudo sozinho e deixar todo mundo só olhando, afinal de contas, passei a vida inteira dividindo tudo com essa gente, eles terão outras chances e eu preciso estar bem alimentado para suportar o dia difícil que terei; b) Posso exigir ficar sozinho nesse tempo, ou escolher outras pessoas para me acompanhar, afinal de contas em meio a esses discípulos tem na melhor das hipóteses um traidor, um covarde e os melhores que sobram são no mínimo medrosos e omissos pois vão me deixar sozinho o tempo todo.

É claro que poderíamos passar muito tempo imaginando o que faríamos em uma situação igual, mas a grande diferença é que o homem em questão era Jesus, que se fez homem igual a nós e foi encontrado dessa forma (Fil 2) e esse fato faz toda a diferença. Diante da possibilidade de transformar aquela refeição em um festival gastronômico de glutonaria e desperdício, até aceitável devido as circunstâncias, ele cumpriu o seu papel de mestre e nos deixou uma lição. O sentido da ceia, mais tarde chamada por Paulo de a Ceia do Senhor (1 Cor 11). Refeição podemos fazer sozinhos, buscando satisfazer nossas necessidades mais primitivas, mas a Ceia do Senhor só pode ser realizada em grupo, pois o seu fundamento reside no compartilhar o mesmo pão e beber do mesmo vinho. A natureza de Cristo nunca permitiria que ele se desse ao direito de se fartar sozinho, mesmo que esse pão custe a sua carne e esse vinho seja o seu próprio sangue. A maior de todas as ceias estava por acontecer e a grande mesa seria posta verticalmente em forma de cruz lá na sala chamada calvário. Ali sim, Jesus estaria sozinho, pois seria o sacrifício de um em favor de muitos.

Estar cercado de gente é vital para quem é amor em sua essência, mesmo que essas pessoas não sejam o melhor padrão de moral e virtude, ou melhor, pensando como Cristo, talvez esses sejam os mais indicados para estarem em sua companhia dando total sentido ao paradoxo da cruz.

A satisfação da ceia não é sair completamente saciado desconsiderando alguns que nada comeram (1 Cor 11). Mas sim, ter a certeza de que não comemos tudo mas que todos participaram do mesmo pão. Sair realizado por ter sido partido contradiz o sentido natural de segurança que busca na preservação individual a condição de satisfação.

Na ultima refeição da vida, Jesus se satisfez partindo o pão que poderia ser só dele. Podemos entender melhor o que aconteceu em João 4 quando Jesus com fome e sede, ao ser convidado para comer nos ensinou que sua alimentação consistia em fazer a vontade do Pai. O propósito de Deus e o compromisso com o seu Reino mais uma vez salta na lista de prioridades de Jesus, gritando aos nossos ouvidos que devemos fazer o mesmo.

A ceia do Senhor. Uma refeição simples, mas com um sentido eterno. Cercado de pessoas comuns e imperfeitas Jesus mostrou que o reino de Deus não é comida nem bebida, mas paz, alegria e justiça. Que se desejamos estar prontos para tomar a nossa cruz e segui-lo até o fim, não precisaremos estar de barriga cheia. Só basta ter a convicção de que nossa ceia foi bem repartida e compartilhada com todos, mesmos os que temos certeza que não merecem.

Quando penso que eu faria totalmente diferente, me alegro porque Jesus soube administrar de forma cristã esse momento. Tiro meu foco do evento, da refeição, da cerimônia, e quando celebro a Ceia do Senhor na congregação com meus irmãos lembro como Jesus viveu aquele momento e tenho que exclamar... QUE CEIA!

Miguel Levy

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VIVER EM UNIÃO




Quando nos reunimos em uma congregação para juntos cultuarmos a Deus, temos a oportunidade de experimentar o propósito de Deus para nós como corpo e participantes de uma família. É inegável o bem estar que sentimos quando estamos compartilhando o mesmo espaço, o mesmo pensamento, falando a mesma língua vivendo o mesmo amor. Quando estamos em unidade. Pensando nisso lembramos o que o salmista afirmou quando disse que é bom e agradável quando vivemos em união. Por isso falo que quando nos reunimos hoje, podemos apenas experimentar por um tempo a sensação boa e agradável dessa convivência em união.
A questão é que o plano de Deus para o homem não é para uma finalidade temporária, transitória ou passageira. Por isso estabeleceu um princípio espiritual para nortear nossa vida. O estar é apenas para que experimentemos mas o propósito é para que sejamos o que a sua palavra diz a nosso respeito. No salmo 133 o salmista diz que o bom e agradável é viver em união. É nesse sentido que saímos do ambiente experimental, que na maioria das vezes ficamos restritos na congregação, para a realidade de vida que Deus quer para nós.
Estar perto, ficar junto, se manter próximo não expressam nem de longe a realidade de viver em união. Trata-se de uma vida compartilhada em união. E essa união ira produzir o poder, a qualificação divina para tudo o que vamos fazer. É a unção que o salmista tentou exemplificar com a figura do sacerdote sendo coberto de óleo. É por esse motivo que não podemos simplesmente nos conformar em estar juntos mas buscar sempre viver em união. Um coral que apenas esta junto, pode até cantar mas não expressa vida nem poder em sua música. Sem vida o que conseguimos na prática do cristianismo é tão somente performance. Demonstração burocrática do evangelho. O que Deus chamou em Isaías 1 de “reunião solene”. Liturgia sem poder resultante do ajuntamento de pessoas descomprometidas com a vida em união.
Por isso o apóstolo Paulo não pediu, mas rogou aos irmãos da igreja de Éfeso que andassem na vocação para que foram chamados. Que vocação era essa? Ele explica dizendo que pudessem suportar uns aos outros procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Uma vez que só Há um só corpo e um só Espírito, e todos foram chamados em uma só esperança da vossa vocação; tendo um só SENHOR, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos (Efe 4).
Devemos estar atentos para não restringirmos a nossa vida cristã a um espaço puramente experimental quando estamos reunidos nos finais de semana em uma congregação, mas nos esforçarmos para viver essa realidade para estarmos cada vez mais inseridos no propósito do Pai.
É nesse contexto, de vida em união que Deus ordena a bênção e a vida para sempre. Nem só a bênção nem só a vida. Mas bênção e vida. Entender isso pode fazer toda a diferença quando decidimos em que vamos investir nossos esforços, onde gastar nossa energia onde verdadeiramente empreender a nossa vida. Onde focar na bênção ou na vida?
Muitos decidem viver para as bênçãos e transformam suas vidas em uma maratona incansável, em uma peregrinação contínua em busca da bênção que acreditam estar sempre a frente. Um lugar a ser alcançado. Uma meta a ser batida. Um troféu a ser conquistado. A obsessão por bênção pode até ser confundida com fé mas é apenas uma vontade muito grande e talvez até patológica de conseguir algo a to custo.
Contudo, a posição de Deus é bem clara na sua palavra. A bênção ele ordena junto com a vida. Sempre foi assim. Desde Adão quando ele o abençoou primeiro e depois disse frutificai. Viva o meu propósito. A respeito de Jesus, quando ele o ungiu, o qualificou para pregar liberdade, anunciar salvação. Viver o propósito do pai que o enviou.
O importante é entender ou pelo menos acreditar que Deus já nos deu o que precisamos para essa vida e nossa relação com a bênção deve ser a de usuários conscientes. Ter consciência do dom de Deus, do que ele já fez por nós é fundamental para vivermos a plenitude do que ele quer para nós. Se procedermos dessa maneira poderemos viver felizes com o que temos recebido de Deus. Sem qualquer tipo de frustração baseado em expectativas não alcançadas por não estarem em concordância com o que Deus tem para nós.
Viver a cada dia agradecendo pelo que temos e satisfeitos com isso nos deixa tempo para vivermos a vida. Essa vida abundante que através de Jesus já nos foi dada.
Essa é a grande beleza do cristianismo, quando une diferentes pessoas que naturalmente não teriam motivos para estarem juntas, mas encontram na comunhão e o partir do pão a grande realização de suas vidas. Descobrindo que são plenas não na sua individualidade mas na vida em comum, participando de um só corpo. O corpo de Cristo.


Miguel Levy

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A FÉ RESPIRA AMOR

Todos que já passamos pelo ensino fundamental podemos lembrar dessa experiência que se repete em todas as feiras de ciências das escolas. Uma vela acesa que produz combustão pela chama até que alguém isola a vela com um recipiente de vidro que limita a quantidade de oxigênio queimado pela chama. O que acontece em poucos segundo é a diminuição da chama até apagar totalmente. Isso para mostrar que a chama precisa de oxigênio para poder manter-se acesa e queimar, aquecer, produzir calor e energia.


Meditando sobre a fé, imaginamos logo a infinidade de coisas que poderiam acontecer, ou vir a existir, através da fé, e no mesmo instante começamos a confrontar a realidade de que não vemos tantas coisas acontecendo, mesmo sabendo que a todos nós foi dado uma porção de fé da parte de Deus (Rom 12:3). Com Jesus funcionava e comigo não, qual a razão?

Paulo escreveu aos gálatas no capítulo cinco, verso seis que a fé opera pelo amor. Ao meditar nesse texto, me veio a mente a antiga experiência que realizávamos nas aulas de física do ensino fundamental. Que forma didática de entender isso.

A fé precisa de uma atmosfera adequada para que possa operar. Da mesma forma que a chama precisa de uma atmosfera de oxigênio para poder queimar, a fé precisa de uma atmosfera de amor para poder operar. O oxigênio da fé é o amor.

Antes de lançar mão da fé precisamos ter um ambiente favorável para a operação da fé. Por isso Jesus foi tão eficaz em seu ministério operando milagres por onde passava, agindo em fé para abençoar a tantos. Jesus amava a todos. A prova do seu amor foi ter vindo ao mundo enviado por seu pai. Jesus amava Lázaro, seu amigo e amava o filho de uma viúva que encontrou na rua e nem sabia o seu nome. Um amor incondicional e totalmente desinteressado. Onde Jesus estava, a atmosfera de amor já existia, por isso era tão fácil se mover em fé e dessa forma acessar as bênçãos de Deus.

A fé não precisa de expectadores, curiosos e pessoas descomprometidas com as outras. A operação da fé não pode ser vista como um show ou espetáculo para satisfazer curiosidades ou promover entretenimento. Existem circos para essa finalidade. Muitas vezes nos iludimos com multidões acreditando que isso pode favorecer o mover de Deus através da fé, mas um multidão de curiosos e incrédulos não produz uma atmosfera de amor que pode ser gerada por um pequeno grupo de pessoas comprometidas com as outras e ligadas pelo amor. Jesus identificou essa situação quando visitou a filha de Jairo e fez questão de ficar com os poucos que poderiam amar aquela família e se compadecer do seu sofrimento (Lucas 8:51).

Podemos ter fé para transportar os montes, isso é o potencial, se não tiver amor, atmosfera propícia, nada adiantará (1 Cor 13:2). Se tivermos fé para levantar os mortos e não cuidarmos com amor dos próximos a nós, negamos essa fé e nos tornamos piores do que os ímpios (1 Timóteo 5:8).

A cultura do mundo nos leva a viver a impessoalidade, ignorando nossos semelhantes em função de nossos próprios interesses. Amantes de nós mesmos, cultivando o egoísmo, e ganância que aprisionam o homem ao seu próprio umbigo, chegando ao ponto de levar a banda de rock Ultrage a Rigor lançar a música Eu Me Amo, que afirma “eu me amo, não posso mais viver sem mim”. Isso é um grande grito de socorro do mundo a nós filhos de Deus, esperando que nos manifestemos expressando amor e agindo em fé buscando todos aqueles que Deus quer alcançar.

Em Mateus 17, vemos os discípulos cheios de dúvidas tentando descobrir porque não conseguiram libertar um jovem oprimido por demônios. É evidente que a preocupação dos discípulos não era nem com o garoto nem com a família dele que sofria com aquela situação. Eles queriam saber porque ELES não foram bem sucedidos nessa tarefa. O foco da fé não deve estar em nós e sim em quem amamos.

A fé esta em nós, o amor de Deus foi derramado em nossa vida. Temos tudo o que precisamos. Só precisamos agir em fé, movidos pelo amor.

Miguel Levy

sábado, 12 de setembro de 2009

Conduzidos por Cristo





2 CORÍNTIOS 2:14 – “Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento.

Em Cristo SEMPRE somos conduzidos em TRIUNFO, VITÓRIA.

Naturalmente não precisaríamos de maiores comentários. O texto bíblico é bastante claro e revela que todas as vezes que nos deixamos ser conduzidos (dirigidos, orientados, guiados) por Cristo, em qualquer área de nossa vida, ele SEMPRE nos leva em caminhos TRIUNFANTES, obtendo vitórias em nosso desafios. Contudo, de imediato surge a pergunta:Por que não vivemos essas vitórias em algumas áreas de nossa vida? Por que não somos triunfantes em algumas áreas de nossa vida? A resposta parece pular mais rápido do que a pergunta. Deve ser porque nessas áreas de nossas vidas não somos conduzidos por Cristo.
Ora, se a palavra de Deus diz que ele, Cristo, sempre nos conduz em triunfo e não estamos vivendo isso em nossa vida é porque não estamos sendo conduzidos por Ele. Cristo. Ou podemos questionar a condução de Cristo e desqualificá-lo como condutor?
Então vamos ao fato. Como se deixar ser conduzido por Cristo?
Quando compramos um carro novo dificilmente o entregamos a qualquer pessoa para que possa conduzi-lo, principalmente quando estamos dentro desse carro e mais dificilmente quando não podemos acompanhar com nossos olhos esse carro ser conduzido. Por que isso acontece?
Porque NÃO CONFIAMOS em qualquer pessoa para dirigir nosso carro novo. Muitas vezes nos dispomos a “servir” nossos filhos, esposa ou outras pessoas levando-as para cima e para baixo não necessariamente porque queremos fazer isso, mas para não deixar nosso carro novo longe de nossas mãos. NÃO CONFIAMOS QUE OUTRA PESSOA CONDUZA TÃO BEM O NOSSO CARRO COMO NÓS.
É duro o que constatamos, mas não temos conseguido vitórias em nossa vida porque não confiamos totalmente em Deus.
Muitas vezes passamos para ele a condução da nossa vida porque não temos mais opções e mesmo assim, continuamos supervisionando o que Deus esta fazendo. Não DESCANSAMOS de verdade. O máximo que fazemos muitas vezes é mudar de lugar de piloto para navegador, aquele cara que fica orientando o pilotos nas corridas de rally.
Da mesma forma quando emprestamos o nosso carro novo para alguém que insistiu muito e não nos deixou outra opção a não ser entregar as chaves, mas não conseguimos dormir e nem fazer outra coisa até vermos o nosso carro entrar na garagem. Entregamos mas não confiamos.
Por isso Jesus falou bastante sobre crer com o coração. Em Lucas 24:25 E ele lhes disse: “Ó néscios e tardios de coração para crer tudo o que os profetas disseram!”, ou “porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não DUVIDAR EM SEU CORAÇÃO, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito” (Marcos 11:23). Já Paulo afirmou aos Romanos “a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, EM TEU CORAÇÃO CRERES que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo” (Rom 10:9). Isso tudo nos mostra que existe uma fé no coração, não na mente, na razão.
Podemos ver com muita clareza a diferença entre entrega e confiança no Salmo 37:5 quando o salmista diz: “Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará”. Duas situações distintas que não podem ser confundidas para que não sejamos enganados pela falta de continuidade acreditando que por entregar estamos confiando.

Muitas vezes ENTREGAMOS ao Senhor mas não CONFIAMOS que ele fará.

A razão por que não CONFIAMOS é porque não CONHECEMOS e não conhecemos porque não nos RELACIONAMOS com ele o suficiente para tal. Estamos perto mas não temos proximidade, intimidade. Sabemos que Deus existe, o que ele faz, mas infelizmente não temos tido intimidade suficiente para CONFIAR a ele o que julgamos ter maior importância em nossa vida.

Jesus falava de uma fé eficaz. Uma fé que era diferente do que ele via em outras pessoas, até mesmo das pessoas que o acompanhavam diariamente como seus discípulos.
Diante do centurião ele disse “nem em Jerusalém encontrei alguém com uma fé como a desse homem”.
Em JOÃO 4, Jesus fala da fé da mulher que apesar de sincera, era INEFICAZ, “se você conhecesse o DOM DE DEUS e quem lhe esta pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva” (João 4:10).

Nossa fé é mal fundamentada quando não é fundamentada no conhecimento do DOM de Deus, aquilo que ele já nos deu através da redenção.

Nossa FÉ É INEFICAZ QUANDO CREMOS que ainda falta algo a ser feito por Cristo, e por isso precisamos nos ocupar de nós mesmos. Aí não descansamos e manifestamos a nossa incredulidade em DEUS (em sua palavra).

Na segunda epístola de Pedro 1:3 encontramos: “ Seu divino poder NOS DEU tudo o que precisamos para a VIDA e para a PIEDADE , por meio do pleno conhecimento daquele nos chamou para a vida e para a sua própria glória e virtude.”

Em João 4, Jesus estava dizendo: “se você conhecesse O QUE DEUS JÁ LHE DEU (O DOM DE DEUS) e quem é aquele que está falando com você, pediria e eu lhe daria muito além daquilo que imagina e muito além daquilo que precisa”.

Não podemos nos contentar em conhecer o que Deus pode ou o que ele quer, temos que conhecer quem Deus é. Até satanás conhece o poder de Deus e o que ele pode fazer por um dos seus filhos, mas ele não conhece o amor de Deus, não compartilha sua intimidade, isso só nós, os filhos, temos direito. DEUS É AMOR, o seu caráter é de comunhão e relacionamento.

Só poderemos confiar totalmente em Deus quando nossas atitudes forem iguais a de um filho que se lança inteiramente na dependência do pai, sem pensar em possibilidades, sem pensar em outra alternativa de suprimento para sua vida que não venha do próprio pai.

Por isso Jesus disse: “quem não se fizer como crianças não entrará no reino de Deus”. Jesus não estava nos instruindo a viver com meninices, mas a buscar um relacionamento de filhos com o pai.
Isso não se consegue com imposição de mãos e nem por uma oração fervorosa. Mas através da renovação da nossa mente (Rom 12:1). Isso leva tempo, afinal de contas... relacionamentos sólidos são construídos com ofertas de vidas de ambos os lados.


Miguel Levy

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

EU SOU DE DEUS

Miguel Levy
É muito bom e até confortável alimentar a idéia de que temos um Deus forte, grande, poderoso que nos chamou para si e que entre outras coisas cuida de nós. A garantia de proteção, livramento e suprimento pode satisfazer nossos pequenos anseios e até justificar nossa devoção e fé em Deus. Se apoiar no que esta escrito em 1 Pedro 2:9 é um grande consolo e motivo de orgulho. Fazer parte de um povo adquirido por Deus. Povo de sua propriedade exclusiva. Isso é uma benção, mas como tudo que vem de Deus, tem um propósito nele.
“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;” 1 Pedro 2:9

Na epístola de Pedro é muito evidente que o ser geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido não expressam um fim, mas um meio. Uma condição necessária para cumprir um propósito centrado em Deus. Tudo isso é necessário PARA QUE? Para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Um ponto bastaria e poderia encerrar esse assunto sem maiores explicações, fazendo cumprir unicamente o que está escrito. Mas vale a pena meditar e pedir ajuda ao Espírito Santo para que os nossos olhos sejam iluminados e a nossa mente liberta de todo egoísmo e ganância que naturalmente podem nos afastar dos planos de Deus.

É muito comum, baseados em nossos sentimentos naturais, mudar o foco do nosso relacionamento com Deus e sairmos da condição de participantes para, como muitas vezes imaginamos, o centro de tudo. Temos nos iludido com a idéia de que Deus esta ao nosso dispor pronto para viabilizar os nosso propósitos e com esse pensamento passamos a exigir de Deus coisas que muitas vezes podemos até ter mas que não constituem a prioridade nem o objetivo principal de Deus.

Em Mateus 6:25-26 Jesus diz: “Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?”. Em outras palavras, podemos entender que se somos de Deus, assim como as aves, se pertencemos a ele devemos deixar para ele o cuidado com a nossa vida a partir de então.

Em Jeremias 1 vemos Deus expressar que ELE cuida para que a sua palavra se cumpra. Os propósitos de Deus não são sonhos nem possibilidades. São fatos pré-existentes antes mesmo de acontecerem, pois uma vez estabelecidos em Deus, já existem.

Por isso, o quanto antes entendermos isso menos ansiosos e enganados vamos viver. Somos de Deus para... anunciar as suas virtudes. Para que o mundo conheça a excelência moral do nosso Deus. Para sermos suas testemunhas. Por isso Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mat 16:11). O cristianismo é renúncia, é oferta em favor de alguém, é consagração.

Negar a si mesmo é ser oferta. É abrir mão de sonhos, propósitos e prioridades, onde o eu dá lugar a nós. Onde o indivíduo deixa de existir pelo bem coletivo. É o sentimento dos irmãos da igreja primitiva que uma vez convencidos do amor de Deus através de Cristo se desposicionavam em sua própria individualidade chegando a abrir mão da posse e da propriedade de seus bens. “E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns.” (Atos 4:32).

Tomar a sua cruz e seguir o caminho de Cristo. É bastante conveniente pensar em cruz como fim, mas para Deus, a cruz é só o começo. É o lugar onde vamos realmente cumprir o propósito sem qualquer tipo de contaminação, interferência natural ou humana, pois naturalmente, ninguém quer estar na cruz.

A caminhada mais difícil de Jesus foi até a cruz, pois sua natureza humana resistia ao sacrifício e a morte. Da mesma forma, todo o embaraço e dificuldades que sentimos em nossa caminhada cristã é produto da nossa natureza humana resistindo a cruz que todos temos que levar e que fatalmente resultará na mortificação dessa natureza para que o espírito recriado com o novo nascimento seja absoluto. Somente quando chegamos na cruz, perdemos o medo. Pois nem a morte pode nos fazer parar nessa caminhada. Na cruz, não temos nada mais a perder, só a ganhar. Só após a cruz, podemos fazer como Jesus, zombando da morte e do seu poder, agora superado.

Pelo que vemos na Palavra de Deus, entendemos que esse processo de aperfeiçoamento, amadurecimento e crescimento espiritual deve ser constante e a medida que avançamos nesse propósito, abrindo mão do que é propriamente nosso, afirmando com mais propriedade “ não vivo eu, mas Cristo vive em mim”, mais perto ficamos do verdadeiro significado de pertencer a Deus, e dessa forma podermos anunciar as virtudes de Deus.

Eu sou de Deus para Deus, não sou de Deus para mim. Nele, por ele e para ele existimos. Devemos ser felizes por poder fazer parte desse plano glorioso. Cooperador do projeto, participante do plano, membro do corpo.
Só quando estou consciente e convertido de que EU SOU DE DEUS é que entro no descanso e apenas contemplo suas obras em minha vida.


segunda-feira, 4 de maio de 2009

Existe um Padrão, Cristo.

Gosto muito de assistir comerciais, mostram de forma bem direta comportamentos que irão ser identificados nas pessoas que assistem gerando vínculo e associação ao produto que desejam promover.

O vídeo promocional que apresentamos, mostra o perfil inseguro que é presente em grande parte das pessoas hoje. Vivemos em um mundo que não faz questão de nos mostrar a verdade e muito menos de nos ajudar a identificar nossa natureza e identidade. A razão é simples. Quanto menos sabemos sobre nós mesmos, mais inseguros estaremos e consequentemente mais vulneráveis, sendo uma preza fácil, podendo ser manipulada e encaminhada para qualquer caminho.

Por isso vemos na carta que o apóstolo Paulo escreveu aos irmãos da igreja de Roma, a sua preocupação em alertá-los, e a nós também, sobre o cuidado em não se acomodar com a cultura desse mundo, mas que sempre buscássemos a renovação de nossa mente através da palavra da verdade que nos levará sempre a um só caminho, a liberdade em Cristo.

As pessoas hoje não buscam a verdade para as suas vidas, mas sim aquilo que julgam ser importante para a sua afirmação pessoal e aceitação pela sociedade. Estão antenadas no que o mundo sinaliza como padrão, ou modelo de sucesso a ser seguido. Entendem que sua realização esta fora e buscam encontrar isso sem qualquer cuidado com a origem de onde estão vindo todas as informações que irão ditar as regras de sua vida.

Até mesmo o senso de preservação, presente em qualquer animal, parece ser ignorado nessa busca. É possível presenciarmos verdadeiras mutilações, onde gordos ficam magros, magros se transformam em um monte de músculos, homens parecem mulheres e mulheres parecem homens. Tatuagens exuberantes que parecem ter vida própria em corpos volumosos cobertos por uma pele brilhante e lisa, não resistem mais ao tempo, perdem o volume se enrugam junto com a pele já cansada e queimada de sol. As borboletas parecem fechar as asas e os grandes dragões nos braços outrora sarados parecem diminuir e transformam-se em esguios lagartos.


Jesus Cristo veio apresentar não um padrão de vida, mas o padrão de vida que devemos buscar independente do tempo que vivemos. Por isso não devemos buscar o evangelho com a mesma expectativa que buscamos no mundo as novas tendências da estação, onde podemos escolher o que se adéqua ao nosso estilo. Mas devemos buscar na Palavra de Deus o padrão de Cristo que irá nos moldar a ele.

O apóstolo Paulo foi muito feliz quando se posicionou firme diante da pressão sofrida sobre a palavra que estava pregando, onde os judeus pediam sinais e o gregos sabedoria, mas ele afirmou que permaneceria com a mensagem da cruz, que poderia até parecer loucura, mas representava poder de Deus (1 Cor 1).

Percebemos grandes migrações entre as mais diversas denominações porque as pessoas tratam o evangelho como mercadoria, se posicionam como clientes e vêem no mundo o grande mercado para comercializar. De um lado vemos líderes com medo de perder clientes para outros, e na eminência de ter seus faturamentos ameaçados, fazem o que qualquer empresário sensato em um mercado competitivo faz. Se adapta. Modifica o produto, muda a comunicação, dá uma nova roupagem para se adaptar ao gosto e aceitação do consumidor e dessa forma o evangelho tem sido manipulado e as pessoas continuam sem se satisfazer pois essa falsificação de evangelho não produz efeito nenhum além do qualquer produto de comércio poderia produzir, pois seu poder de atuação se restringe apenas ao exterior, muda no máximo o comportamento.

Cristo não veio apresentar um novo produto para a humanidade consumir e delinear um novo padrão de comportamento para a vida das pessoas. Ele veio trazer uma opção de mudança de natureza do homem, gerando uma nova vida, chamada abundante, em uma nova criatura, para que dessa forma o homem pudesse ter convicção que ele é e dessa forma exercesse a autoridade que já lhe foi dada para que ao invés de buscar respostas nos mundo, viesse a se revelar como filho de Deus expressando seu amor e graça, fazendo calar o gemido angustiante da humanidade tentando se encontrar (Rom 8:19).


Passará o céu e a terra mas a Palavra de Deus permanecerá para sempre. Tudo pode mudar, mas Deus e sua palavra não mudam. Por isso, todo o esforço que empreendemos em busca de um evangelho que se adéqüe as nossas expectativas deve ser revertido em nos adequarmos ao evangelho de Cristo. Pois qualquer coisa, que seja pregada ou ensinada, mesmo que por anjos, que seja diferente do que Jesus Cristo deixou, dever ser considerado anátema, e portanto desprezado (Gal 1:8).