sábado, 23 de fevereiro de 2008

O FILHO QUE FICOU



Em Lucas 15, encontramos uma das mais conhecidas parábolas contadas por Jesus, a parábola do FILHO PRÓDIGO, aquele rapaz que resolveu sair da casa do pai. Jesus se utilizava desses recursos para se fazer entender de forma mais simples quando falava do reino de Deus.
Nessa parábola vemos que o pai se viu diante de um grande problema. O filho que saiu de casa. Contudo, no desfecho dessa estória, todos ficam felizes quando o filho volta pra casa. Arrependido, disposto apenas a merecer o perdão do pai que com a volta do filho perdido teria seus problemas terminados. Mas não foi bem assim que aconteceu. Não foi por acaso que Jesus citou o comportamento de outro personagem. O filho mais velho. O filho que ficou, que não saiu de casa, que não abandonou o pai, o que fez tudo certinho.
A Bíblia relata que esse rapaz quando chegou do trabalho e viu uma festa em casa, ficou um pouco chateado, para não dizer com raiva mesmo, com o comportamento do pai que estava fazendo uma festa para o filho que voltou para casa.

A indignação daquele rapaz foi tanta, ao ponde de ele se recusar a entrar em casa. Nesse momento podemos imaginar a situação daquele pai que por alguns momentos acreditava que tinha resolvido um problema e já se deparava com outro igualmente complicado. Uma hora ele tinha um filho fora, longe de casa. Agora tinha outro filho perto, mas sem querer entrar em casa.
Muitos, assim como aquele filho mais velho tem o mesmo comportamento. Se sentem desconsiderados em relação ao pai e se negam a entrar em casa e participar da festa que alegam não ser para eles.
Aquele jovem se indignou por nunca ter utilizado sequer um cabrito para festejar com seus amigos, apesar de todo o serviço que prestava ao pai durante toda a sua vida. Esse comportamento só demonstra uma coisa. ELE NÃO TINHA A MENOR CONSCIÊNCIA DE SER FILHO. A relação que ele tinha com o pai não era de pai e filho e sim de empregado e patrão. Isso é muito perigoso. Deus nos chamou para sermos feitos seus filhos. Ele nos deu o poder de sermos seus filhos (João 1:12).
Essa consciência de pai e filho deve ser recíproca para que o relacionamento não seja prejudicado. Nessa parábola o pai respondeu ao filho que tudo o que ele tinha era também dele, do filho (Luc 15:31), que não precisava fazer nada para merecer um cabrito ou qualquer outra coisa que fosse do pai. Essa consciência nós podemos ver em Jesus, quando orava ao Pai em João 17:10. O que é teu é meu.
Devemos descansar nessa verdade. Somos filhos de Deus e não podemos fazer nada mais para mudar essa condição. Não podemos ser mais filhos ou menos filhos. Muitas vezes nos recusamos a participar das bênçãos que já foram dadas a nós. Muitas vezes resolvemos, por qualquer outro motivo alheio a vontade do Pai, a entrar em sua casa, sentar na mesa e participar de tudo o que ele tem preparado para nós. Achamos que não somos dignos por algum motivo.
Não sei se pior do que estar longe de casa é não querer entrar em casa. Muitos não participam das bênçãos de Deus por ignorância, falta de conhecimento do dom de Deus, a esses precisamos levar a luz e apresentar a salvação através do evangelho. Contudo, bem perto de nós existem muitos que nunca saíram de perto do pai, nunca se abandonaram o pai, que nunca deixaram de servir o pai, contudo, muitas vezes se recusam a ter comunhão com o pai. A esses, precisamos trazer a memória quem eles são para que reassumam a sua posição de filhos.
Há uma situação muito perigosa que nós, cristãos, podemos nos encontrar, que eu considero pior do que a dos que saem do nosso convívio e se lançam no mundo. São aqueles que estão perto, por isso não inspiram cuidado, mas estão indignados e não desfrutam da vida que o pai preparou para eles. Estão perto mas não tem comunhão. São chamados de filhos mas se consideram empregados. Tem direito a tudo mas desfrutam de nada. Alimentados por uma influência do mal, se sentem enciumados ao ver tanto investimento e atenção dispensados aos novos convertidos, e nada se faz por eles. É o sentimento característico do filho mais velho que se sente esquecido ao chegar um bebê mais novo em casa. Nós como pais devemos ter cuidado com os filhos mais velhos para que eles entendam que nunca deixaram e nem deixarão de ser filhos.

O meu conselho para os filhos é que procurem entender que não há nada que os faça deixar de ser filhos. Independente do que você faça ou vier a fazer haverá sempre um pai, que nunca deixará de ser pai esperando um filho que partiu, e procurando um filho que não quer entrar em casa para que todos entrem e participem do seu banquete, porque todos continuam sendo filhos. O filho que partiu e o filho que ficou.

Miguel Levy

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Evangelho DENOREX

“Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo,” 2 Cor 10:4

A Palavra de Deus nos ensina de forma bem clara como devemos agir no mundo, contudo, devemos agir de acordo com os princípios de Deus. O reino de Deus ao ser estabelecido na Terra deve seguir os princípios e normas do Reino de Deus e não do mundo.

Nossa grande dificuldade consiste em entender isso. Aceitar em nossa mente já empregnada com a cultura deste mundo, a agir de uma maneira muitas vezes bem diferente do que estamos acostumados a fazer. Nossa experiência humana sempre nos da subsídios a nos encorajar a agir seguindo da forma que sempre tem dado certo em nossa vida diária.
A bíblia diz que a sabedoria humana é terrena, animal e demoníaca (Tia 3:15), baseado nisso podemos entender porque não podemos promover o Reino de Deus na terra baseado em nossa natureza humana e usando as ferramentas humanas ou carnais. Paulo escreveu aos Coríntios que as armas que devemos usar não são carnais, humanas, terrenas, mas são espirituais e poderosas em Deus para destruir fortalezas e sofismas que se levantam contra o conhecimento de Deus.
Quando pensamos nisso, entendemos a razão pela qual o inimigo muitas vezes ajuda a promover um evangelho fundamentado em sofismas, que são quase verdades, mas afirmadas com tanta freqüência e firmeza, passam a ser tidas como verdades. E esse é o pior tipo de inimigo a se combater, o que esta perto, que não é totalmente oposto a nós. É mais fácil repudiar uma mentira do que uma “quase” verdade.
Analisar os exemplos de sucesso no mundo e trazê-los para igreja de Cristo tentando conseguir os mesmos resultados, pode não dar certo. Estratégias utilizadas no comércio para fidelizar, atrair ou conquistar clientes podem não se apresentar tão eficazes quando aplicadas no reino de Deus. É comum no comércio mostrar apenas o que é interessante que o consumidor veja. As letras grandes dos anúncios, mas sempre ficam as letrinhas no roda-pé, o chamado “texto legal” que só será lido ou procurado quando alguma coisa não deu certo. No reino de Deus é diferente, tudo é mostrado as claras e nenhuma verdade é omitida, nenhum mistério é mantido. O mistério que esteve oculto por tempos agora foi revelado em Cristo (Col 1). O “texto legal” do evangelho é a palavra de Deus revelada a todos como luz que iluminam os olhos antes obscurecidos pelo inimigo.
O comércio tenta fidelizar o cliente, mas na verdade o prende, oferecendo sempre uma nova possibilidade de ganhar um brinde. Juntando dez cartões, o décimo primeiro prato é grátis. Imaginem o desespero de quem perde o cartão com nove carimbos... tem que começar tudo de novo. E na verdade, na verdade, nada é grátis você paga o décimo primeiro prato em dez parcelas antes de recebê-lo. Essa é a lei do mundo. Paga primeiro e recebe depois. No reino de Deus é diferente. Deus primeiro nos deu, nos abençoou, para que pudéssemos usufruir sem dever nada a ele. Em função disso, a nossa fidelidade a Ele não deve estar condicionada a um brinde a ser ganho, mas a um reconhecimento por já ter recebido. Deus não nos prende as bênçãos ele nos libera, nos deixa livre, pois fomos libertos pela sua verdade.
O comércio atrai utilizando iscas, sofismas, quase verdades. – Você paga em 50 vezes, “sem juros”. É claro que tem juros embutidos, mas de tanto se falar, é tido como verdade, mas é um sofisma. Uma mentira que todo mundo acredita e tem como verdade. Uma isca. No reino de Deus, não é assim. Jesus disse: “eu sou o caminho, a verdade e a vida.” Essa verdade deve estar acima de todas as coisas. “no mundo vocês vão ter aflições...”, “muitos vão abandonar vocês por causa desse evangelho”. Jesus nunca usou artifícios, subterfúgios ou mentiras para conquistar seguidores e fazer discípulos. Nosso Deus não precisa ser embutido por traz de necessidades humanas. Sendo vendido como casamenteiro, agencia de emprego, mecânico ou qualquer outra solução de necessidades humanas, como se ele não fosse mais do que suficientes para o homem. Jesus disse buscai em primeiro lugar o reino de Deus e essas demais coisas serão acrescentadas (Mat 6). Se essa é a prioridade, devemos oferecer em primeiro lugar o Reino de Deus que NÃO É comida nem bebida, mas É justiça, paz alegria no Espírito (Rom 14:17). Comida e bebida são produtos do reino do mundo, quem busca isso em primeiro lugar, não busca o reino de Deus. Quem oferece isso em primeiro lugar, não oferece o reino de Deus. O que é visível é passageiro mas o que é invisível é eterno (2 Cor 4:18).
Se desejamos atrair as nações para Cristo, temos que pregar Cristo, somente. Não tentar imitar o mundo com seus modelos e estratégias mundanos. Os padrões de sucesso do mundo enganam pois buscam somente ofuscar a visão com olofotes que se apagam, com números que mudam, e com sucessos passageiros.
A idéia de que Deus esta no negócio somente porque esta crescendo é um grande sofisma. O crescimento (numérico) e a prosperidade do ímpio parece que sempre foi maior pelo menos dede os tempo de Daví quando Asafe se via incomodado com a prosperidade dos maus (Sal 73).
Assim como é um grande sofisma afirmar que não existe a bênção de Deus porque não há crescimento (numérico), uma vez que muitos foram os que cumpriram seu papel no reino de Deus e não juntaram multidões ou acumularam qualquer tipo de patrimônio. João Batista, preparou o caminho para o Messias, no entanto vagava pelo deserto sem uma “sede própria”, vestindo grife de carneiro e comendo gafanhotos.

Estejamos sempre atentos para o que é oferecido como evangelho de Cristo. Pode até ser muito parecido, pode até ter o nome de Deus. Parece mas não é, como aquela antiga propaganda do shampoo DENOREX que tinha cor de remédio, cheiro de remédio mas não era remédio. Desconfie do preço que lhe cobram para fazer parte desse evangelho, quanto cobram pelas “bênçãos”. Peregrinações, rituais, e sacrifícios adicionais são dispensáveis uma vez que a última peregrinação necessária foi feita por Jesus até o Gólgota onde se fez oferta no sacrifício último e perfeito (Heb 10:12) pagando todo o preço de nossa dívida (Col 2:14) de uma vez por todas. Se ainda tem preço a ser pago, se ainda há sacrifício a ser realizado não é de Deus. Denuncie.
Miguel Levy

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

FÉ OPEROSA



Quando falamos de fé, sempre nos referimos a essa poderosa ferramenta que uma vez dada por Deus nos permite operar e viver impossíveis. Isso mesmo. É muito comum relacionarmos fé ao impossível. Fé para ressuscitar mortos, remover montanhas, andar sobre as águas. Coisas desse tipo que deixam qualquer um abismado diante de tanto poder demonstrado a través da fé. É disso, também, que desejamos fazer referência. Dessa fé que opera todas as coisas. O que consideramos grande e o que consideramos pequeno.



Em 1 Tessalonicenses 1:3, Paulo faz um comentário interessante, afirmando que dava graças a deus pela OPEROSIDADE da fé de seus irmãos. Ele era testemunha de uma fé que operava, que acontecia que fazia cumprir seu papel. Parece estranho pensar na possibilidade de existir uma fé que não opere, mas da forma como foi colocado, Paulo tinha um cuidado de fazer essa distinção.
Uma vida cristã consistente esta fundamentada em três pontos. A fé a esperança e o amor. A fé que opera, o amor que nos move a fazer e a esperança que nos anima a continuar. A fé que é fundamentada em amor e manifesta em esperança. A fé é muito mais do que um sentimento. Na verdade, não sentimos fé. Nós a temos como uma certeza, uma convicção. Como disse o escritor aos Hebreus (Cap 11), fé é a esperança com convicção, certeza. É a consistência da esperança. A esperança sozinha, cansa, o amor isolado engana, a fé por si só não opera, não faz.
A fé que operava em Jesus era movida pelo amor e dava consistência ao que ele esperava que acontecesse. Para isso, é necessário conhecimento suficiente do que cremos. Fé em Deus requer conhecimento de Deus.
Quando Pedro foi desafiado a sair do barco confiando na palavra de Jesus, foi o conhecimento que ele tinha de Jesus que o fez dar os primeiros passos sobre as águas, assim como foi o conhecimento que ele tinha do mar que o fez começar a afundar. Esse confronto sempre vai existir em nossa vida e é o resultado desse confronto que irá determinar onde estará nosso pé no próximo passo, sobre as águas ou afundando nelas.
A Bíblia diz que o homem natural discerne bem as coisas naturais, mas o homem espiritual discerne todas as coisas (1 Cor 2). Quando o conhecimento das coisas naturais prevalece, vivemos como homens naturais e nossa fé fica limitada e sujeita aos limites da naturalidade humana. Quando o conhecimento das coisas espirituais prevalece, aí vemos o sobrenatural acontecer através da nossa fé e nossos limites são os de Deus (se é que esse limite existe).
A fé operosa se manifesta movida pelo amor de Deus derramado em nossos corações e esse amor, que não busca interesse pessoal, nos leva a alcançar todos os que Deus quer alcançar.
A fé operosa cuida dos seus, dos da família, dos próximos (1 Tim 5:8). Temos que ter essa fé que opera coisas simples. Fé para dar atenção, carinho, apoio, suporte. Fé para levantar caídos, mas também fé para não deixar cair. Fé para curar feridos, mas principalmente fé para não ferir, não machucar. Fé para esquecermos de nós, crendo que Deus já se ocupou desse assunto, e buscarmos a tantos que clamam por alguém com fé para ouvir.
A fé operosa também opera coisas pequenas, que aparentemente não tem importância, mas foi a fé que Jesus usou para dar atenção a anônimos que cruzavam o seu caminho, como com ricos personagens que o convidavam para um banquete em sua casa assim como parou para dar atenção e abençoar a mendigos pedintes que não tinham sequer uma casa para morar. E tudo isso por causa do amor. O amor de Deus que faz a fé se mover. O amor de Deus que faz ativar a compaixão, sentimento que nos tira de nosso lugar de conforto e por momentos nos colocarmos no lugar de outras pessoas tentando entender o que estão sentindo.
Precisamos ter fé para adiar nossa refeição, como Jesus fez (Joa 4) apenas para trazer salvação a uma mulher sem reputação na sociedade, e no final de tudo, se sentir satisfeito por saber que a vontade do Pai havia sido comprida em sua vida.
A fé que opera, é a fé que ama.
Miguel Levy

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O PODER DE SER



O PODER DE SER

Paulo quando se refere aos valores do cristianismo, mensiona que devemos atentar mais para as coisas invisíveis, que são eternas, do que para as visíveis, que são passageiras. Que devemos olhar para o que nos espera, que não vemos, e não para o que passou, que já vimos. Ainda afirma que fé consiste em esperar o que não se vê, que é eterno, e não no que se vê. Pois a esperança que se vê não é esperança uma vez que já é realidade. São valores que devem cada vez mais ocupar lugar em nossa mente para que possamos experimentar a plenitude da perfeita vontade de Deus para as nossas vidas.

A Bíblia, por sua vez, é bastante clara quando mostra o que espera por aqueles que receberem o evangelho de Jesus. Em João 1:12, a Palavra diz que os que receberam a Jesus e creram no seu nome a esses foi dados o PODER DE SEREM feitos filhos de Deus. Aparentemente, passando rápido parece que não estamos diante de algo considerável. Parece que podemos encontrar esse tipo de coisa com facilidade no mundo. Mas não é bem assim. O que podemos encontrar com facilidades são as ofertas do inimigo tentando confundir o homem sempre usando coisas muito parecidas com as de Deus.

As ofertas do mundo são visíveis e por isso passageiras. Deus através de Jesus veio trazer uma oportunidade de transformação eterna e permanente ao homem.

Vemos a humanidade seduzida pelas ofertas do Diabo que ilude o homem com o PODER DE ESTAR e não de SER. Talvez para nós, em nosso idioma seja até mais fácil de entender isso.

No mundo existem poucos lugares para serem conquistados, preenchidos e com muito custo mantidos. O melhor do mundo no futebol, o campeão mundial de boxe, o dono da maior fortuna do mundo, a mais bela modelo, o pop star mais bem pago, o homem do ano, e tantos outros títulos que são cobiçados em suas categorias. Seja no esporte, no mundo empresarial, ou em qualquer outro segmento. O que vemos são vagas temporárias a serem preenchidas. O homem natural, aquele que discerne as coisas naturais, busca pelo PODER DE ESTAR, acreditando que estando ele é. A busca por essa posição gera uma expectativa em torno de estar no topo, acreditando-se que lá, no topo da montanha, na crista da onda, a satisfação plena será encontrada. Nessa busca muitas negociações são feitas e o caráter de muitos infelizmente é corrompido. A dureza da realidade só é percebida quando se chega ao topo, e são poucos os que conseguem, e chegando lá percebem que não encontram uma planície onde muitos poderão agora desfrutar de estar lá no topo para fazer valer todo o esforço e preço pago na subida. A realidade é percebida quando alguém grita: “a fila esta andando!” e agora o homem é pressionado para o outro lado da montanha, onde a decida rumo ao vale é o caminho mais óbvio. Nesse momento, agora com muito mais pressão, percebe-se que o esforço para subir foi muito pequeno comparado ao esforço para não descer, até porque anestesiado pela ilusão as dores da subida são mais toleráveis. Daí a frase popularmente conhecida “o difícil não é conquistar, é manter a conquista”.

A busca pelo estar consome a vida do homem natural que por não saber quem é acredita que estando em lugares de destaque, poderá mostrar a si mesmo e aos outros o que ele acredita ser.
Esse homem é cego, ou na melhor das hipóteses muito míope pois não discerne todas as coisas.

A Bíblia diz que o homem espiritual discerne todas as coisas e pode entender os planos de Deus e todos os seus mistérios, tendo a revelação plena de Deus invisível.

Todo aquele que recebe a Jesus também recebe o PODER DE SER filho de Deus. Quem é, é para sempre. Jesus não veio mudar a nossa situação de escravos do pecado, prisioneiros do diabo. Ele veio mudar a nossa condição de mortos para vivos, devedores para justificados, pecadores para redimidos e perdoados, de escravos do diabo para filhos de Deus.

Esse PODER DE SER nos assegura privilégios de filhos em qualquer lugar que possamos estar. As dádivas de Deus são irrevogáveis. O seu plano de salvação é eterno. Não tem prazo de validade nem dura uma temporada e nem precisa ser defendido a cada nova temporada.

O PODER DE SER é o que Jesus conquistou para todos nós na cruz. O poder de ser filho, assim como ele, com todas as possibilidades de manifestar a glória de Deus e revelar o seu amor como filhos amados. Ele nos deu poder para isso, o PODER DE SER.
Miguel Levy

domingo, 13 de janeiro de 2008

RECEBEDOR OU LIGADOR?

Há algum tempo, uma empresa de telefonia móvel promoveu uma campanha com o mote de transformar um RECEBEDOR em um LIGADOR. Considerei muito importante o enfoque de buscar mudar o perfil de seus clientes, onde muitos se mantinham na condição de recebedores de ligações, mesmo quando o assunto era de seu interesse.

É claro que podemos fazer um paralelo com a nossa vida cristã. Nunca poderia perder essa oportunidade diante de tantos exemplos que podemos ver a cada dia. CRISTÃOS RECEBEDORES, ou simplesmente RECEBEDORES, uma vez que o cristão não consegue existir restrito a essa prática, de apenas receber.
Na carta aos hebreus (11:6), o escritor afirma que DEUS É um Deus recompensador, galardoador, um Deus que tem a característica de dar, doar, ofertar. Esse é o Deus que tem se revelado a nós, e tem se revelado para que possamos ver nEle características que devem existir em nós, seus filhos, uma vez que fomos feitos de acordo com sua imagem e semelhança.

A religião de uma maneira geral apresentou uma forma estranha de humildade confundindo humildade com fragilidade, miséria ou fraqueza de uma forma mais abrangente e são esses "humildes" que encontrarão Deus com maior facilidade. Associando essa idéia a pouca vontade das pessoas em buscar o pleno conhecimento de Deus, uma vez que isso envolve tempo de leitura e meditação na palavra de Deus, amadurecimento e consequentemente acúmulo de responsabilidade, muitos, muitos mesmo, preferem se esconder por traz dessa falsa capa de humildade na busca de Deus.
É bastante cômoda a posição dos recebedores uma vez que concentramos nossos esforços apenas no sentido de apresentar nossas necessidades para que outros, os ligadores, se mobilizem em nossa direção para suprir nossas demandas. Em função disso, é criada uma cultura paralela a que deveria ser a única. Muitos já mudaram o vocabulário e o próprio comportamento. Quando um recebedor que falar com alguém ele não diz simplesmente: “eu te ligo”, ele diz: “eu te dou um toque”. É estranho, mas é assim que muitos cristãos vivem. Dando “toques”. Dão “toques” para os irmãos na congregação pedindo muitas vezes que “liguem” para Deus por eles ou passam mensagens a tantos quanto podem pedindo um retorno. Em muitos casos, vemos pessoas que continuam sendo apenas RECEBEDORES não por falta de condição, mas por puro comodismo ou até mesmo exploração mesmo. É comum encontrarmos pessoas que compram os aparelhos de celular mais caros do mercado e permanecem alegando falta de condição para se tornar também LIGADORES.
Parece que tudo isso é uma brincadeira, mas é a pura verdade. Deus nos fez LIGADORES. Deus nos fez ABENÇOADORES, Deus nos fez FRUTIFICADORES. QUANDO Jesus afirmou que havia nos chamado para que déssemos frutos (Jo 15:16), ele estava declarando de forma muito clara qual é o nosso papel, o propósito de nosso chamado. Somos RECEBEDORES sim, pois uma vez recebemos de Deus a graça salvadora (Tit 2:11) e por essa graça temos aprendido a viver como FRUTIFICADORES, ou LIGADORES para continuar com nossa analogia inicial.
Essa é a característica do cristão, estar disponível a ser oferta em primeiro lugar e para isso não precisamos de mais nada além do que já recebemos de Deus. Em Mateus 5:13 Jesus disse vocês SÃO o salda terra e a luz do mundo. Não precisamos fazer nada além daquilo para o que fomos criados. Se fugimos desse propósito de dar sabor, de ser luz, de dar frutos, para nada mais teremos serventia no reino de Deus e no mundo em que vivemos se não para sermos humilhados e pisados pelos homens (Mat 5:13).
O que Deus nos deu ele não irá tomar de volta. Temos o potencial em nossa vida, chamada não sem propósito de vida abundante, de sermos não apenas RECEBEDORES, mas LIGADORES. Sim ligadores, aqueles que não estão ocupados apenas em estarem ligados com Deus, mas principalmente por já estarem ligados, reconciliados com Deus podermos ser os LIGADORES que irão ligar os homens com Deus (2 Cor 519). É dessa forma que poderemos interagir com as pessoas que precisam ser alcançadas e assim poder expressar e revelar todo o amor e a graça de Deus aos homens.
Resta-nos apenas decidir o que desejamos ser RECEBEDORES ou LIGADORES?
Miguel Levy

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

SAL DA TERRA



É muito comum encontrarmos pessoas sedentas em realizar a obra de Deus buscando de alguma forma se encaixar em um ministério que lhe permita ser útil no reino de Deus. Essa busca muitas vezes se estende por anos e não é incomum encontrarmos pessoas até um pouco decepcionadas por ainda não terem encontrado sua utilidade na obra de Deus.
A grandiosidade de Deus e sua importância muitas vezes nos leva a pensar que por ser assim ele é um ser complicado e que as coisas relacionadas a Deus são difíceis. É um grande engano. Deus veio facilitar as coisas para nós, mesmo quando isso esta relacionado a nossa função na terra.
Quando Jesus falou aos seus discípulos em Mateus 5:13, ele foi mais uma vez muito direto e simples ao falar nobre sosso ministério na terra. Ele disse: “Vocês SÃO o SAL DA TERRA, mas se o sal perder o seu sabor, como restaurá-lo? Não servirá para nada, exceto para ser jogado fora e pisado pelos homens”.
A primeira coisa bastante clara nessa afirmação é que Jesus diz: “VOCÊS SÃO”. Não fica nada pendente para ainda ser resolvido. Não é necessário a confirmação de Deus, imposição de mãos, profecia ou qualquer outra forma de ratificar o que já estava determinado. Muitas vezes perdemos muito tempo buscando algum outro tipo de comissionamento além do que já recebemos diretamente de Deus através da sua palavra. Não cremos na palavra de Deus quando nos diz simplesmente ide..., seja..., ame..., perdoe... Somos tentados a dar crédito a coisas enigmáticas, misteriosas, místicas. Não encaramos o sobrenatural de Deus como algo claro e evidente. Deus é luz e nele não há qualquer tipo de trevas, sombras. E isso diz respeito aos seus planos e modo de se expressar. Deus primeiro nos fez ser para que pudéssemos fazer. Nesse caso, ele nos fez sal para que pudéssemos salgar e dar sabor a vida na terra.
Um tempero simples e invisível, talvez seja o que ninguém jamais pensou em ser quando se fala de servir a Deus. A busca por notoriedade pode nos desviar do propósito que Deus tem para nós. Não precisamos ser vistos no mundo, precisamos que sintam nossa falta no mundo. Davi ainda não era o rei, mas era a sua presença que trazia paz ao coração de Saul. Oramos pedindo a Deus que nos coloque em lugares importantes, de destaque e liderança em nosso trabalho, mas dificilmente nos preocupamos em saber se estamos sendo o tempero que nosso ambiente de trabalho precisa para se tornar um lugar harmonioso, cheio de paz e amor por nossa interferência ao ponto de sentirem nossa falta quando estamos ausentes. Por mais bonito e bem apresentável que esteja um banquete, ele só será realmente completo se tiver um bom tempero dando sabor a tudo.
Enquanto lutamos para ser representativos e notados na sociedade ocupando os lugares mais visíveis, podemos estar deixando de ser o que somos, perdendo nossa essência. Um uma mesa, por maior que sejam os pratos e bandejas de comida, todos irão procurar os pequenos recipientes onde estão os temperos que irão dar sabor aos pratos.
Deus nos chamou para darmos sabor ao mundo em que vivemos. Para tornar sustentável a sociedade que se apresenta em vitrines tentando seduzir com formas a insipidez da vida sem tempero do mundo.

Jesus veio sem beleza e sem formosura (Isa 53:2). Em uma vitrine ele jamais seria desejado ou atrairia alguém. Mas todos os que experimentaram a doçura de suas palavras, o sabor de sua companhia, descobriram o prazer de viver a vida de Deus e não o deixaram mais. Pedro ainda afirmou: “Para quem iremos? Tu tens a Palavra de vida eterna” (Joa 6:68).Assim como o sal não tem finalidade se perder o seu sabor, da mesma forma nós, cristãos, não temos utilidade se não cumprirmos o nosso papel no mundo. Não servimos para enfeite ou peça de decoração. Se não fazemos diferença onde vivemos e se o mundo não sente falta do sabor que deveríamos dar a vida, serviremos apenas para sermos humilhados e pisados (Mat 5:13). Devemos crer naquilo que a Bíblia diz a nosso respeito e cumprir o propósito para o que fomos criados. Que possamos ser sal com sabor.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

VIDA PLENA



Quando Jesus veio ao mundo, ele não veio apenas para ser mais um personagem na história que iria de alguma forma influenciar a vida das pessoas no seu modo de agir, provocando modificações comportamentais somente. Além de influenciar vidas ele veio com o propósito de ser vida. Certo de sua natureza ele teve a coragem de fazer uma das afirmações mais fortes que tenho conhecimento quando disse: “eu sou a ressurreição e A VIDA. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (Jo 11:25) ou ainda: “eu sou o caminho, a verdade e A VIDA” (Jo 14:6). Nunca ninguém jamais ousou ir tão longe sem o menor receio de ser decepcionado. Jesus sabia que poderia ser confrontado em suas afirmações e esse tempo não estava longe.

Quando falamos de VIDA, talvez ainda possamos pensar associando a um conceito mais comum, uma vez que todos nós, de uma forma ou de outra, podemos testemunhar a respeito de vida. Mas Jesus não poderia vir se revelar ao mundo usando um conceito comum e por isso não falava de uma vida comum. Em João 10:10 ele disse: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Ai esta a diferença. Jesus veio nos oportunizar a experimentar a VIDA PLENA, a vida que Deus planejou para nós, e Jesus tinha essa vida, melhor ainda, ele a tinha de sobra, em abundância.

Jesus veio mostrar ao mundo o que é ter uma VIDA PLENA. Em primeiro lugar, porque ele tinha VIDA PLENA, ele não precisava se poupar. A convicção da vida que ele tinha o fazia viver intensamente cada momento buscando alcançar os objetivos do seu Pai. Vemos isso quando o encontramos com fome junto com os discípulos e mesmo assim não colocava suas prioridades pessoais, comuns a nossa vida, sobre as prioridades do Pai (Jo 4:31-34). Jesus se deslocava até as pessoas, ele gastava tempo com as pessoas ensinando, ouvindo, compartilhando tudo o que tinha. Na verdade, ele não retinha nada. Reter é um verbo que não é conjugado nem vivido por quem tem VIDA PLENA. Jesus não tinha interesse reter as bênçãos que tinha, muito pelo contrário ele se esvaziou do início ao fim do seu ministério na Terra. Para ser homem, se esvaziou da forma de Deus (Fil 2:7) para ser semelhante a nós e dessa forma poder nos alcançar e revelar o plano de Deus a humanidade. E sendo homem se esvaziou da própria vida (Mar 15:37) para revelar ao mundo o Cristo que quis ser oferta por todos os homens.

A VIDA PLENA, que supera o poder da morte, que não se limita as condições de existência humana, e que confere a nós, homens, a mesma condição de vida que havia em Jesus, uma vez que ele veio nos disponibilizar essa VIDA PLENA e abundante, para que pudéssemos, assim como ele, não reter a vida que temos mas antes deveríamos entregar buscando a salvação de outros que assim como nós um dia fomos alcançados e fomos salvos do medo da morte, do orgulho e da ganância que nos prendia a nós mesmos, e uma vez salvos nos tornamos livres para assim como Cristo podermos viver plenamente a vida que Deus preparou para nós. Deus através de Jesus nos deu VIDA PLENA, vida abundante. Vida suficiente para nós e para ou outros.

Miguel Levy