terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Atrair ou Alcançar?






Miguel Levy

"Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura." ( Mc 16:15). O famoso IDE de Jesus ue por muitos anos tem lançado muitos ao campo missionário em busca de vidas para o Reino de Deus. Basicamente resumiria o papel da igreja e de forma alguma descaracterizaria a igreja orgânica de Jesus Cristo. Aquela resgatada do inferno com o propósito de seguir dando continuidade a obra de Jesus na terra.
Podemos entender que através dessa visão missionária a igreja estaria comissionada a ir até as pessoas que deveriam ser alcançadas pelo evangelho de salvação, assim como aconteceu quando os primeiros apóstolos saíram em viagens missionárias pregando a mensagem da cruz.
Com o passar do tempo temos visto a igreja crescer e se estabelecer no mundo de forma organizada e estruturada através das várias denominações, e isso é muito saudável para todos. O crescimento da igreja no século XX foi impressionante assim como foi gigantesco o número e denominações que surgiram nesse período.
No livro A Church for the Twenty-First Century (Uma Igreja para o Século Vinte e Um) encontramos alguns formatos de igreja que estão se multiplicando como franquias. "Megaigrejas", com mais de 2000 pessoas, "são como os shopping centers, oferecendo uma grande variedade de serviços para uma quantidade enorme de pessoas". "Metaigrejas" são "baseadas em uma rede de pequenos grupos que funcionam como centros de assimilação, treinamento, cuidado pastoral e evangelização". As "igrejas hiper-mercado" e seguem outras na lista.
Não nos opomos ou criticamos a diversidade denominacional, segundo a Teoria Denominacional da Igreja (Jeremiah Burroughs) essa diversidade é saudável desde que tomemos alguns cuidados para não cairmos no sectarismo e/ou sincretismo.
O fato é que em meio a tantas opções e diante de tantas lideranças o que observamos é que uma inevitável disputa gera uma concorrência onde muitos perdem a visão do Renio e começam a trabalhar em função de preservar o que julgam ser propriamente seu, mesmo em se tratando da igreja de Jesus.
Assim como em 1 Coríntios 1, Paulo exorta sobre a unidade do corpo quando havia disputas entre os grupos de Apolo, Cefas ou Paulo, devemos tomar para nós hoje a mesma recomendação alinhando nossas mentes com a Palavra de Deus que certamente nos levará a pensar no Reino de Deus.
Vendo a igreja como um grande rebanho e as denominações como currais, nçao conseguimos enxergar o campo comum a todos que é o Reino de Deus e esse sentimento gera, disputa, concorrência e o que não queremos admitir. Medo.
Com medo de perder o que propriamente não é seu, a igreja, muitos não se arriscam a sair mais dos currais em busca das ovelhas perdidas. Aquela história "antiga" de deixar 99 em busca de uma ovelha desgarrada? Isso mesmo. Esta ficando difícil de se ver.
A estratégia tem mudado. Em vez de IR agora estamos tentando ATRAIR. Chamar a atenção para nosso curral oferecendo o que for preciso para atrair os que estão fora do curral, que nem sempre estão perdidos ou desgarrados, para nossos limites e uma vez que conseguimos isso o grande desafio é manter, ou para ser mais direto não deixar sair de nosso domínio.
É assombroso como sutilmente somos envolvidos em um processo que nos coloca perigosamente no mesmo caminho mas em sentido contrário, nos afastando do alvo. Ações de marketing para atrair e fidelizar clientes tem substituido as ações criativs do Espírito Santo para direcionar a igreja a desafios em busca dos que estão perdidos. A simplicidade do IDE parece não ser suficiente para nossos dias onde a falsa sensação de domínio não nos deixa largar o que aparentemente conquistamos.
A igreja é de Jesus que nos ensinou a pregar um evangelho que salva e liberta. Salva de nós mesmos e nos liberta para ir em busca de muitos, servindo e manifestando o amor de Deus sem qualquer sentimento de posse. Simplesmente se alimentando de cumprir a vontade do Pai (Joa4), entendendo que o Reino de Deus é para ser estabelecido através de conquista e não de armadilhas onde as presas são atraídas por iscas e aprisionadas por mensagens que não promovem liberdade.
No reino de Deus não existem muros. As ovelhas de Jesus o seguem e se mantem unidas pelo amor, mas em plena e total liberdade. Foi para essa liberdade que ele nos chamou.
Se disponibilizar para IR faz parte de nossa oferta diária no exercício de nosso culto racional. Buscar o que esta perdido é o desafio da igreja. A eclésia é chamada a esse desafio de ir e não de atrair.  
    

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz o Ano que é Novo



Miguel Levy
Todos os anos estamos aqui, revendo resultados e planejando novas metas e projetos para o ano novo.  Envolvidos pelo clima de virada de ano, acreditamos ser o momento ideal para marcar um novo começo em alguma área de nossa vida, ou em toda ela. As promessas são muitas. Segundo informações de indicadores econômicos, durante o mês de janeiro, o movimento das academias de ginástica chega a ser o dobro em relaão aos demais meses do ano. As clínicas de estética tem seu faturamento incrementado em 30%. Tudo em função da mudança de hábito de muitas pessoas durante o mês de Janeiro, muito embora esse movimento caia consideravelmente já no mês de fevereiro, e depois do carnaval... tudo volta ao normal.
O ano novo é apenas uma referência no calandário para que possamos contar o tempo e nos referenciarmos durante a história que vivemos, mas por algum motivo somos levados a crer que na virada do ano algo especial pode acontecer. O pobre ano velho tem a obrigação de levar todas as mazelas que nos alcançaram e o ano novo trará novas esperanças, sonhos, projetos, planos, mudanças. O que não nos damos conta é que inevitavelmente o tempo passa indendentemente de como estamos contando. Horas, dias, meses ou anos e mais imnportante do que o movimento dos pnteiros do relógio ou do passar das folhas do calendário é o que acontece de fato em nossa vida.
A tendência natural da passagem do tempo não é renovar e sim desgastar, corroer, envelhecer. Esperar que o tempo resolva o que esta dentro de nós é uma inocente ilusão. Se nos deixarmos levar pela simples ação do tempo, além de antigos vamos ficar velhos e o melhor que pode acontecer é nos acostumarmos com as mazelas de nossa vida.
Sou contra  a afirmação que diz "o tempo cura tudo". O tempo nos dá oportunidade para refazer os caminhos e consertar os erros cometidos. Problemas causados por máguas, ressentimentos só são curados com perdão verdadeiro. Feridas não tratadas, com o tempo, apodrecem.
O poder de mudança não esta no tempo, esta em nós quando deixamos que o espírito realmente capaz de mudar possa agir em nossa vida.
No livros de Gênesis, capítulo 1, vemos um quadro caótico de uma terra sem forma, vazia e em trevas
que certamente estava sofrendo o efeito do tempo, presenciando ano após ano a estagnação do seu estado. O que fez toda a diferença e provocou a relevante mudança foi a ação do Espírito Santo de Deus agindo conforme a Palavra de Deus.
O evangelho de Jesus Cristo veio nos trazer a possibilidade de viver uma mudança onde o tempo deixaria de ser um agente de envelheciento e passaria a ser uma testemunha de renovação de vidas. Os que recebem Jesus e passam a viver nele, por ele e para ele são feitos nova criação. As coisas velhas, sujeitas a ação corroziva do tempo ficam para traz e tudo se faz novo (2Cor5:17) e com possibilidade de ser renovado não a cada ano, mas  a cada dia.
Por isso esperar a passagem de ano para encenar uma mudança pode ser um procedimento perigoso uma vez que comprar roupas novas, pintar os cabelos, usar cores específicas não poderão mudar a natureza do homem e nem de longe garantir a sua eternidade, pois só há uma maneira de se chegar a eternidade sem apodrecer que é através da vida abundante que recebemos de Jesus.
Em função de tudo isso, o que eu desejo a todos é uma vida renovada durante todos os próximos dias do ano. Sendo novo a cada dia, buscando viver no propósito de Deus e expressando o seu amor ao mundo poderemos sim viver no ano novo uma vida feliz.
Não podemos deixar o tempo passar sem buscarmos a renovação de vida e entendimento que nos fará experiemntar a perfeita vontade de Deus durante todos os dias do ano novo.
Seja renovado em sua mente e viva novidades de vida e faça assim o seu Ano Novo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sou Campeão Mundial de MMA (Pela Fé)




Miguel Levy

Quem gostaria de ser campeão mundial de MMA na categoria dos pesos pesados? Talvez muitos desejem conquistar o cinturão de campeão dessa categoria. Para conquistar o cinturão é simples (eu não disse fácil), basta vencer o atual campeão Cain Velasques, um cara invicto, durão que tem resolvido suas lutas por nocaute nos primeiros rounds.

Esse fato me lembra um trecho da Bíblia em Mateus 5:20 onde Jesus diz que se a nossa justiça não exceder em muito a dos escribas e farizeus, jamais entraríamos no reino dos céus. Entendemos que o cinturão em jogo é a salvação e que comparando cada um de nós, simples mortais, com o padrão de justiça dos escribas e farizeus da época é a mesma coisa que comparar um cidadão comum  e sedentário como eu com o Cain Velasques. Para conquistar o título mundial de MMA teríamos que superar em muito as suas habilidades nas artes marciais mistas. Missão quase impossível para nós.

O Junior Cigano é um lutador brasileiro que se preparou para enfrentar a fera Cain Velasques e tomar posse do título mindial de MMA. A luta foi marcada e pudemos ver que todos os brasileiros que se interessam pelo assunto, principalmente homens que de alguma forma por flashs imaginários se veem com o cinturão de pesos pesados nas mãos, estavam dentro do octógono torcendo pelo Junior Cigano, que nocauteou o adversário de forma fulminante e levantou o cinturão dos pesos pesados do MMA.

Todos os que aceitaram na ideia de ser brasileiro e torcer pelo, então, nosso representante no octógono esperaram o final da luta para também gritar que eram campeões mundiais de MMA. Nesse grupo estão atletas, sedentários, gordinhos, gente que nunca sequer chegou perto de um cenário de luta. Um homem se preparou e lutou de verdade e venceu a luta no lugar de tantos que não conseguiriam realizar tal feito. No final das contas, tanto o Junior Cigano como eu, sedentário brasileiro, podemos dizer que somos campeões mundiais de MMA na categoria dos pesados.

O mesmo aconteceu com Jesus em relação a nós. Ninguém seria justo o suficiente para conseguir a salvação. Nossa justiça nem chegava perto da dos escribas e farizeus. Mas houve um que estava preparado, com habilidades e caráter aprovados para representar todos os até então desqualificados para a salvação. Jesus entrou no octógono, lutou com a morte, aplicou o nocaute no terceiro round e se levantou triunfante com o cinturão de campeão universal de todas as categorias. Esse trofeu Jesus chamou de MINHA IGREJA. Nós. 

Todos os que aceitam nascer em Cristo e dessa forma assumir sua nacionalidade, assim como os brasileiros em relação ao Junior Cigano,  também podem se considerar campeões. Jesus, o que lutou de fato é o vencedor, assim como o Junior Cigano, nós que aceitamos esses campeões, nós que cremos neles, somos os mais que vencedores, pois ganhamos o título apenas acreditando na capacidade de nossos campeões. Sem estar lá. Pela Fé.

Evangelho é Aprendizado


Miguel Levy

Uma grande ilusão é pregar um evangelho de resultados, de efeitos instantâneos que uma vez "aceito" faz com que todas as coisas ruins e dificuldades da vida desapareçam, assim como que por um passe de mágica pudesse fazer sumir todas as mazelas e deformações em nosso caráter. Grande ilusão que pode provocar um efeito reverso a tudo o que o evangelho se propõe a fazer na vida de quem deseja viver o propósito de Deus.
Jesus, o Cristo, veio nos dar a grande lição sobre como devemos encarar e praticar o evangelho da cruz. Confirmando a mensagem do Pai desde a criação do mundo, Jesus veio mostrar de uma vez por todas que o evangelho é um processo pedagógico que nos ensina uma nova cultura de vida onde temos o grande desafio de viver em função de pormover salvação e fazer o que for possível para comunicar essa mensagem.

Não é por acaso que temos o apóstolo Paulo constantemente nos alertandoem suas cartas que devmeos viver em reciclágem constante de nossos pensamentos, pois dessa forma iremos aos poucos aprendendo a cultura do evangelho. Renovamção de mente é a tônica em Romanos 12. Tudo isso nos leva a crer em um processo de aprendizado. Em Tiago 1 também temos um exemplo de que a salvação de nossa alma não é resultado de um processo instantâneo, mas sim de uma vida de renovação, mudança de conceitos estabelecidos pelo mundo que levam a impureza e maldade pela Palavra de Deus através de uma prática diária e constante.

A grande verdade é que o evangelho tem por objetivo preparar o homem para viver os propósitos de Deus e dessa forma manter cada vez mais forte o relacionamento entre Deus e o homem. Para isso Cristo veio ser revelado a todos. Quando olhamos por esse prisma, o que vemos do outro lado é apenas uma luz que nos leva semrpe a realizar a vontade do Pai.

O grande interesse de Deus em nos fazer aprender é revelado de forma definitiva em Jesus que veio nos ensinar que quem ama vai até as últimas consequencias para ensinar o que é amor. Não se priva de usar os recursos mais extremos para que a lição seja bem entendida por todos.

Falar que o pecado, a desobediêncioa a Deus, provocam o afastamento do homem da presença de Deus e que essa ruptura na comunhão com o Pai é fatal para o homem parece que não vinha sendo bem entendida pela humanidade durante toda a sua existência. O homem continuava desobedecer a Deus e colocar em risco o tão precioso relacionamento com o Pai. 

Algumas aulas foram dadas por juizes, profetas que se utilizaram de recursos figurativos como ferramentas didáticas para que o homem pudesse entender a mensagem por anos. Vemos isso através de tantas tipificações, como sacrifícios de animais, estrutura do tabernáculo. Tudo apontava para um único objetivo: Revelar o amor de Deus.

Ao sacrificar animais por causa da desobediência Deus estava mostrando de uma forma figurada que esse seria o destino do homem em função do pecado. Todos aqueles animais estavam morrendo por cauca do pecado dos homens. Alição era: O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE.

A lição foi banalizada, a mensagem não estava sendo entendida. O próprio Jesus veio dar a aula e resumiu tudo em um discurso bem direto. - Se vocês tiverem pecado na vida de vocês com certeza vocês morrerão e esse pecado irá cortar o relacionamento de Deus com vocês. Vocês ficarão sozinhos e essa é a pior parte. Como vocês estão morrendo sem entender a mensagem, eu vou mostrar como funciona de uma forma bem prática.

Jesus levou todos para o laboratório chamado Calvário, alí recebeu (sem merecer) uma dose cavalar de pecado. Ao receber os pecados do homem o relacionamento com o Pai foi cortado, ele expressou essa angústia aos alunos de forma clara quando disse: "Porque me abandonastes?"; essa dose de pecados o levou a morte e ao inferno.

Que aula! Deu para todo mundo entender? Então quem entendeu faça o mesmo. Transmita a mesma lição aos outros menos favorecidos de entendimento.

Essa é a grande lição que devemos aprender. Entender que quando alguém ñão entende a mensagem que estamos tentando passar é nossa a responsabilidade de se fazer entender. Desistimos de muitas pessoas nos justificando que não vemos mudanças em suas vidas, mas a mudança só começa a acontecer após a mensagem de salvação ser entendida completamente. Nós temos o poder de mudar para alcançar quem precisa ser salvo. O homem que vive no pecado esta em trevas, com os olhos vendados e com muita distração ao seu redor. O que fazer para chamar sua atenção para a cruz para que a lição seja dada é a grande questão. Uma forma eficiente é subir na cruz e falar de lá. Talvez para nós... só falte isso.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reforma Protestante

Miguel Levy

No dia da Reforma Protestante poucos lembram de mencionar esse fato muito importante para nós, cristãos, que uma vez nos identificavamos por portestantes por entender que não podemos nos acostumar ou conformar com o que o mundo nos apresenta como padrão (Rm 12).

Tenho cetrteza que para a grande maioria das pessoas que hoje prrenchem as poltronas das denominações evangélicas, protestar é o que menos interessa, afinal de contas... já temos muito com o que nos preocupar. O fato gritante é que nossos filhos estão crescendo e sendo educados com uma cultura muito parecida com a que gerou um grito de Lutero e outros inconformados de sua época.

Continuamos vendo negociação de bênçãos, salvação e outas coisas mais. Não ouvimos mais falar em indulgências, mas com certeza o conteúdo do pacote é o mesmo. Os rótulos estão mais criativos. As embalágens mais atrativas.

Quando lemos as teses de Lutero ficamos surpreendidos com a atualidade dos assuntos e constatamos, tristemente, que se Lutero estivesse entre nós, não precisaria escrever nada novo e nem mesmo excluir algum ítem, o que prova que precisamos de constantes reformas que mantenham acesas as chamas da fé que deveria arder em nosso coração causando a indgnação necessária para que não nos conformássemos em parecer com esse mundo.

As testes que foram pregadas nas portas da catedral de Wittenberg, em 1517, caberiam bem nas portas de nossas congegações hoje.

Só a Palavra. Só Cristo, Só a Fé, Só pela Graça, Glória só a Deus. Vamos lutar por isso e resgatar a qualificação de cristãos protestantes que um dia fomos.
 
Para quem nunca leu... a lista das 95 tesed de Lutero.


1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz![8]
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.
[1517 A.D.]

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fundamento


Miguel Levy
Mostrar resultados e apresentar números é uma das melhores formas de convencimento sobre a nossa capacidade de realizar, empreender, produzir. Atividade é a palavra central para quem busca afirmação, aceitação e uma boa colocação junto à comunidade.


Atividade que gera o adjetivo "pró-ativo", termo muito usado para diferenciar o perfil de quem faz do que começa a fazer mais rápido. Atividade que também promove um dos maiores e perigosos movimentos do nosso tempo, o ativismo, um movimento que envolve pessoas de forma tão intensa que parece movimentar até os sonhos no período que deveria ser de descanto. O ativista acorda cansado.

Focados na necessidade de produzir, e cada vez em maior escala, surge o perigo que tem ameaçado a muitos e determinado a ruína de outros tantos. Os fundamentos. Escolher bem o local da edificação, da obra. O alicerce que receberá todo o produto do nosso esforço, trabalho e investimento.

Como o melhor de todos os consultores que já tomei conhecimento, Jesus, tratou de abordar o tema de maneira bem simples, como é de seu feitio, mas direta e de fácil entendimento. É burrice construir muito em alicerce fraco. Tanto em Mateus 7 como em Lucas 6, vemos Jesus mostrar que mérito do homem não esta na capacidade de construir mais ou menos, mas sim na prudência em escolher bem os fundamentos, as bases que sustentariam sua construção. O tolo, constrói tanto e muitas vezes mais e melhor do que o sábio, mas é o preparo do fundamento que dará continuidade ou perpetuará a edificação.

Na busca ansiosa de apresentar resultados o quanto antes muitas vezes decidimos levantar paredes e elevar edificações sem dar a devida atenção as bases. Esse procedimento gera um impacto mais forte pois logo podemos mostrar nossa capacidade de fazer. É o que fazem os líderes populistas e manipuladores de resultados. Constroem praças e viadutos que aparecem rápido mas não investes em saneamento básico e educação.

O apóstolo Paulo, após ser chamado por Deus para exercer seu ministério passou longos anos preparando seu fundamento, suas bases. Solidificando sua crença e alicerçando seus argumentos para então começar a levantar suas paredes e tornar pública a sua obra.

O resultado é visto em sua história repleta de dificuldades, perseguições e tentativas de destruir o ele estava edificando. Algumas paredes podem ter caído, mas a base estava sólida o suficiente para reergue-las sem a necessidade de reparos nos fundamentos.

A necessidade de mostrar que somos abençoados, que Deus esta conosco, que somos chamados por Deus tem colocado em risco a vida de muitos que irresponsavelmente se lançam, ou são lançados, na aventura de construir resultados de vida cristã sem o mínimo de fundamento necessário. “Testemunhos” isolados tornam-se manchetes de palestras repetitivas que ocupam a vida principalmente de seus narradores que ocupados na atividade de narrar a única experiência que tiveram com Deus se entregam na suicida missão de construir uma casa sem o mínimo de fundamento. Seguindo o mesmo raciocínio, nada seria mais impactante do que o apóstolo Paulo narrar sus extraordinária experiência na estrada para Damasco. A pergunta é: Por quanto tempo isso seria impactante e como poderia edificar e influenciar novas vidas?

A igreja deve ser edificada nos fundamentos da Palavra de Deus. Ainda há quem confunda igreja com templos e decidem investir recursos e energia em prédios, o que não é errado desde que a igreja, as pessoas estejam sendo fundamentadas na Palavra de Deus. A igreja fundamentada consegue se congregar até embaixo de uma árvore sem folhas.

Cristo veio para nos oferecer o fundamento para edificarmos nossa vida de forma consistente e inteligente. Isso é obtido através da leitura, meditação e obediência a sua Palavra. Obediência que leva a uma prática de vida que nos ensina a viver, educando-nos pela Graça Salvadora para que vivamos de forma sensata, justa e piedosamente em nosso tempo.

Mostrar resultado sem fundamente é tolice. Chamar Deus de Senhor e não obedecê-lo é burrice. Ouvir a palavra e não praticá-la é insensatez. Ativismo sem fundamento é desperdício de vida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vaso Novo

Miguel Levy

"Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel." Jeremias 18:6

O domínio e soberania de Deus são características que não podemos esquecer. Deus pode fazer tudo o que desejar e atuar onde bem entender. No salmo 115 o salmista reconhece esse fato quando diz: "nos céus esta o meu Deus e tudo faz como lhe apraz". O que não podemos esquecer também é que estava no desejo desse Deus soberanos manisfestar sua Graça salvadora em nossa vida e dessa forma nos permitir uma vida onde somos levados a aprender a viver como Deus deseja e tomarmos desições conscientes de que estaremos agradando a Deus como filhos, movidos por fé e em amor.

Deus nos tirou da condição de simples servos cumpridores de uma lei que nao educava para a condição de filhos amados que apredem a obedecer para manifestar amor.

O texto que destacamos de Jeremias 18 mostra Deus se fazendo entender como o grande responsável por uma nova criação e reformulação de vidas. Como um oleiro que tem todo domínio e poder sobre a massa disofrme em suas mãos. Uma referência do que estaria para acontecer de forma definitiva e, pela graça de Deus, redeniva em nossa vida através de Cristo.

Vemos o apóstolo paulo afirmar em 2 coríntios 5:17 que aqueles que estão em Cristo são novas criaturas, tem uma nova natureza, são novas pessoas. Esse precesso acontece com o novo nascimento produzido quando aceitamos a jesus Cristo como nosso salvador. Nesse ponto, as coisas velhas passam e tudo se faz novo. É o oleiro quebrando o vaso antigo e com uma nova massa, que representa a nova natureza, formando um novo vaso, uma nova criatura um novo homem.

Esse processo já seria maravilhoso se parasse por aí, mas Deus preparou algo melhor. A intençào de Deus não era e nem é a de ficar quebrando vasos repetidas vezes, por isso providenciou que fossemnos refeitos uma vez só mas a partir de uma massa nova. o detalhe importante não esta em desenhar um novo vaso mas sim refazê-lo com uma nova massa. Essa massa tem uma característica fundamental, na verdade um poder especiel de se renovar continuamente justamente para preservar o vaso de ter que ser quebrado novamente. 

Deus, nosso pai, que que todos sejamos sempre vasos novos, atualizados a cada dia e essa renovação é realizada através da mudança e renovação constante da nossa mente. A mente do homem recirado por Deus tem o poder de se renovar constantemente para dessa forma ficar cada vez mais apta e disposta a obedecer a Deus, entender seus propósitos e frutificar segundo a semente que fomos criados. O apóstolo Paulo roga a todos sobre essa necessidade de renovação de mente em Romanos 12. é dessa forma que podemos renovar nosso vaso a cada dia. Através da palavra de Deus que enxertada em nossa vida tem poder para salvar nossa alma (Tiago 1).

A graça salvadora nos ensina a ter uma vida renovada. Na realidade da redenção que nos alcançou o conceito de VASO NOVO mudou. O que antes precisava ser quebrado, hoje basta apenas ser atualizado. Atualizado por uma palavra que se renova a cada manhã. Lendo a Bíblia, meditando em seus ensinamentos e buscando, com a ajuda do Espírito Santo de Deus que habita em nós, aplicar o que temos aprendido, renovando conceitos e culturas em nossa mente implantadas pela cultura do presente século. Dessa forma esrtaremos renovando nossa mente e deixando sempre atualizado o VASO NOVO que foi recriado pelo oleiro com a mesma massa de Cristo.