segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sou Campeão Mundial de MMA (Pela Fé)




Miguel Levy

Quem gostaria de ser campeão mundial de MMA na categoria dos pesos pesados? Talvez muitos desejem conquistar o cinturão de campeão dessa categoria. Para conquistar o cinturão é simples (eu não disse fácil), basta vencer o atual campeão Cain Velasques, um cara invicto, durão que tem resolvido suas lutas por nocaute nos primeiros rounds.

Esse fato me lembra um trecho da Bíblia em Mateus 5:20 onde Jesus diz que se a nossa justiça não exceder em muito a dos escribas e farizeus, jamais entraríamos no reino dos céus. Entendemos que o cinturão em jogo é a salvação e que comparando cada um de nós, simples mortais, com o padrão de justiça dos escribas e farizeus da época é a mesma coisa que comparar um cidadão comum  e sedentário como eu com o Cain Velasques. Para conquistar o título mundial de MMA teríamos que superar em muito as suas habilidades nas artes marciais mistas. Missão quase impossível para nós.

O Junior Cigano é um lutador brasileiro que se preparou para enfrentar a fera Cain Velasques e tomar posse do título mindial de MMA. A luta foi marcada e pudemos ver que todos os brasileiros que se interessam pelo assunto, principalmente homens que de alguma forma por flashs imaginários se veem com o cinturão de pesos pesados nas mãos, estavam dentro do octógono torcendo pelo Junior Cigano, que nocauteou o adversário de forma fulminante e levantou o cinturão dos pesos pesados do MMA.

Todos os que aceitaram na ideia de ser brasileiro e torcer pelo, então, nosso representante no octógono esperaram o final da luta para também gritar que eram campeões mundiais de MMA. Nesse grupo estão atletas, sedentários, gordinhos, gente que nunca sequer chegou perto de um cenário de luta. Um homem se preparou e lutou de verdade e venceu a luta no lugar de tantos que não conseguiriam realizar tal feito. No final das contas, tanto o Junior Cigano como eu, sedentário brasileiro, podemos dizer que somos campeões mundiais de MMA na categoria dos pesados.

O mesmo aconteceu com Jesus em relação a nós. Ninguém seria justo o suficiente para conseguir a salvação. Nossa justiça nem chegava perto da dos escribas e farizeus. Mas houve um que estava preparado, com habilidades e caráter aprovados para representar todos os até então desqualificados para a salvação. Jesus entrou no octógono, lutou com a morte, aplicou o nocaute no terceiro round e se levantou triunfante com o cinturão de campeão universal de todas as categorias. Esse trofeu Jesus chamou de MINHA IGREJA. Nós. 

Todos os que aceitam nascer em Cristo e dessa forma assumir sua nacionalidade, assim como os brasileiros em relação ao Junior Cigano,  também podem se considerar campeões. Jesus, o que lutou de fato é o vencedor, assim como o Junior Cigano, nós que aceitamos esses campeões, nós que cremos neles, somos os mais que vencedores, pois ganhamos o título apenas acreditando na capacidade de nossos campeões. Sem estar lá. Pela Fé.

Evangelho é Aprendizado


Miguel Levy

Uma grande ilusão é pregar um evangelho de resultados, de efeitos instantâneos que uma vez "aceito" faz com que todas as coisas ruins e dificuldades da vida desapareçam, assim como que por um passe de mágica pudesse fazer sumir todas as mazelas e deformações em nosso caráter. Grande ilusão que pode provocar um efeito reverso a tudo o que o evangelho se propõe a fazer na vida de quem deseja viver o propósito de Deus.
Jesus, o Cristo, veio nos dar a grande lição sobre como devemos encarar e praticar o evangelho da cruz. Confirmando a mensagem do Pai desde a criação do mundo, Jesus veio mostrar de uma vez por todas que o evangelho é um processo pedagógico que nos ensina uma nova cultura de vida onde temos o grande desafio de viver em função de pormover salvação e fazer o que for possível para comunicar essa mensagem.

Não é por acaso que temos o apóstolo Paulo constantemente nos alertandoem suas cartas que devmeos viver em reciclágem constante de nossos pensamentos, pois dessa forma iremos aos poucos aprendendo a cultura do evangelho. Renovamção de mente é a tônica em Romanos 12. Tudo isso nos leva a crer em um processo de aprendizado. Em Tiago 1 também temos um exemplo de que a salvação de nossa alma não é resultado de um processo instantâneo, mas sim de uma vida de renovação, mudança de conceitos estabelecidos pelo mundo que levam a impureza e maldade pela Palavra de Deus através de uma prática diária e constante.

A grande verdade é que o evangelho tem por objetivo preparar o homem para viver os propósitos de Deus e dessa forma manter cada vez mais forte o relacionamento entre Deus e o homem. Para isso Cristo veio ser revelado a todos. Quando olhamos por esse prisma, o que vemos do outro lado é apenas uma luz que nos leva semrpe a realizar a vontade do Pai.

O grande interesse de Deus em nos fazer aprender é revelado de forma definitiva em Jesus que veio nos ensinar que quem ama vai até as últimas consequencias para ensinar o que é amor. Não se priva de usar os recursos mais extremos para que a lição seja bem entendida por todos.

Falar que o pecado, a desobediêncioa a Deus, provocam o afastamento do homem da presença de Deus e que essa ruptura na comunhão com o Pai é fatal para o homem parece que não vinha sendo bem entendida pela humanidade durante toda a sua existência. O homem continuava desobedecer a Deus e colocar em risco o tão precioso relacionamento com o Pai. 

Algumas aulas foram dadas por juizes, profetas que se utilizaram de recursos figurativos como ferramentas didáticas para que o homem pudesse entender a mensagem por anos. Vemos isso através de tantas tipificações, como sacrifícios de animais, estrutura do tabernáculo. Tudo apontava para um único objetivo: Revelar o amor de Deus.

Ao sacrificar animais por causa da desobediência Deus estava mostrando de uma forma figurada que esse seria o destino do homem em função do pecado. Todos aqueles animais estavam morrendo por cauca do pecado dos homens. Alição era: O SALÁRIO DO PECADO É A MORTE.

A lição foi banalizada, a mensagem não estava sendo entendida. O próprio Jesus veio dar a aula e resumiu tudo em um discurso bem direto. - Se vocês tiverem pecado na vida de vocês com certeza vocês morrerão e esse pecado irá cortar o relacionamento de Deus com vocês. Vocês ficarão sozinhos e essa é a pior parte. Como vocês estão morrendo sem entender a mensagem, eu vou mostrar como funciona de uma forma bem prática.

Jesus levou todos para o laboratório chamado Calvário, alí recebeu (sem merecer) uma dose cavalar de pecado. Ao receber os pecados do homem o relacionamento com o Pai foi cortado, ele expressou essa angústia aos alunos de forma clara quando disse: "Porque me abandonastes?"; essa dose de pecados o levou a morte e ao inferno.

Que aula! Deu para todo mundo entender? Então quem entendeu faça o mesmo. Transmita a mesma lição aos outros menos favorecidos de entendimento.

Essa é a grande lição que devemos aprender. Entender que quando alguém ñão entende a mensagem que estamos tentando passar é nossa a responsabilidade de se fazer entender. Desistimos de muitas pessoas nos justificando que não vemos mudanças em suas vidas, mas a mudança só começa a acontecer após a mensagem de salvação ser entendida completamente. Nós temos o poder de mudar para alcançar quem precisa ser salvo. O homem que vive no pecado esta em trevas, com os olhos vendados e com muita distração ao seu redor. O que fazer para chamar sua atenção para a cruz para que a lição seja dada é a grande questão. Uma forma eficiente é subir na cruz e falar de lá. Talvez para nós... só falte isso.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reforma Protestante

Miguel Levy

No dia da Reforma Protestante poucos lembram de mencionar esse fato muito importante para nós, cristãos, que uma vez nos identificavamos por portestantes por entender que não podemos nos acostumar ou conformar com o que o mundo nos apresenta como padrão (Rm 12).

Tenho cetrteza que para a grande maioria das pessoas que hoje prrenchem as poltronas das denominações evangélicas, protestar é o que menos interessa, afinal de contas... já temos muito com o que nos preocupar. O fato gritante é que nossos filhos estão crescendo e sendo educados com uma cultura muito parecida com a que gerou um grito de Lutero e outros inconformados de sua época.

Continuamos vendo negociação de bênçãos, salvação e outas coisas mais. Não ouvimos mais falar em indulgências, mas com certeza o conteúdo do pacote é o mesmo. Os rótulos estão mais criativos. As embalágens mais atrativas.

Quando lemos as teses de Lutero ficamos surpreendidos com a atualidade dos assuntos e constatamos, tristemente, que se Lutero estivesse entre nós, não precisaria escrever nada novo e nem mesmo excluir algum ítem, o que prova que precisamos de constantes reformas que mantenham acesas as chamas da fé que deveria arder em nosso coração causando a indgnação necessária para que não nos conformássemos em parecer com esse mundo.

As testes que foram pregadas nas portas da catedral de Wittenberg, em 1517, caberiam bem nas portas de nossas congegações hoje.

Só a Palavra. Só Cristo, Só a Fé, Só pela Graça, Glória só a Deus. Vamos lutar por isso e resgatar a qualificação de cristãos protestantes que um dia fomos.
 
Para quem nunca leu... a lista das 95 tesed de Lutero.


1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.
20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.
36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina.
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.
77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.
78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.
82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?
83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?
88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz![8]
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.
95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.
[1517 A.D.]

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fundamento


Miguel Levy
Mostrar resultados e apresentar números é uma das melhores formas de convencimento sobre a nossa capacidade de realizar, empreender, produzir. Atividade é a palavra central para quem busca afirmação, aceitação e uma boa colocação junto à comunidade.


Atividade que gera o adjetivo "pró-ativo", termo muito usado para diferenciar o perfil de quem faz do que começa a fazer mais rápido. Atividade que também promove um dos maiores e perigosos movimentos do nosso tempo, o ativismo, um movimento que envolve pessoas de forma tão intensa que parece movimentar até os sonhos no período que deveria ser de descanto. O ativista acorda cansado.

Focados na necessidade de produzir, e cada vez em maior escala, surge o perigo que tem ameaçado a muitos e determinado a ruína de outros tantos. Os fundamentos. Escolher bem o local da edificação, da obra. O alicerce que receberá todo o produto do nosso esforço, trabalho e investimento.

Como o melhor de todos os consultores que já tomei conhecimento, Jesus, tratou de abordar o tema de maneira bem simples, como é de seu feitio, mas direta e de fácil entendimento. É burrice construir muito em alicerce fraco. Tanto em Mateus 7 como em Lucas 6, vemos Jesus mostrar que mérito do homem não esta na capacidade de construir mais ou menos, mas sim na prudência em escolher bem os fundamentos, as bases que sustentariam sua construção. O tolo, constrói tanto e muitas vezes mais e melhor do que o sábio, mas é o preparo do fundamento que dará continuidade ou perpetuará a edificação.

Na busca ansiosa de apresentar resultados o quanto antes muitas vezes decidimos levantar paredes e elevar edificações sem dar a devida atenção as bases. Esse procedimento gera um impacto mais forte pois logo podemos mostrar nossa capacidade de fazer. É o que fazem os líderes populistas e manipuladores de resultados. Constroem praças e viadutos que aparecem rápido mas não investes em saneamento básico e educação.

O apóstolo Paulo, após ser chamado por Deus para exercer seu ministério passou longos anos preparando seu fundamento, suas bases. Solidificando sua crença e alicerçando seus argumentos para então começar a levantar suas paredes e tornar pública a sua obra.

O resultado é visto em sua história repleta de dificuldades, perseguições e tentativas de destruir o ele estava edificando. Algumas paredes podem ter caído, mas a base estava sólida o suficiente para reergue-las sem a necessidade de reparos nos fundamentos.

A necessidade de mostrar que somos abençoados, que Deus esta conosco, que somos chamados por Deus tem colocado em risco a vida de muitos que irresponsavelmente se lançam, ou são lançados, na aventura de construir resultados de vida cristã sem o mínimo de fundamento necessário. “Testemunhos” isolados tornam-se manchetes de palestras repetitivas que ocupam a vida principalmente de seus narradores que ocupados na atividade de narrar a única experiência que tiveram com Deus se entregam na suicida missão de construir uma casa sem o mínimo de fundamento. Seguindo o mesmo raciocínio, nada seria mais impactante do que o apóstolo Paulo narrar sus extraordinária experiência na estrada para Damasco. A pergunta é: Por quanto tempo isso seria impactante e como poderia edificar e influenciar novas vidas?

A igreja deve ser edificada nos fundamentos da Palavra de Deus. Ainda há quem confunda igreja com templos e decidem investir recursos e energia em prédios, o que não é errado desde que a igreja, as pessoas estejam sendo fundamentadas na Palavra de Deus. A igreja fundamentada consegue se congregar até embaixo de uma árvore sem folhas.

Cristo veio para nos oferecer o fundamento para edificarmos nossa vida de forma consistente e inteligente. Isso é obtido através da leitura, meditação e obediência a sua Palavra. Obediência que leva a uma prática de vida que nos ensina a viver, educando-nos pela Graça Salvadora para que vivamos de forma sensata, justa e piedosamente em nosso tempo.

Mostrar resultado sem fundamente é tolice. Chamar Deus de Senhor e não obedecê-lo é burrice. Ouvir a palavra e não praticá-la é insensatez. Ativismo sem fundamento é desperdício de vida.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vaso Novo

Miguel Levy

"Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel." Jeremias 18:6

O domínio e soberania de Deus são características que não podemos esquecer. Deus pode fazer tudo o que desejar e atuar onde bem entender. No salmo 115 o salmista reconhece esse fato quando diz: "nos céus esta o meu Deus e tudo faz como lhe apraz". O que não podemos esquecer também é que estava no desejo desse Deus soberanos manisfestar sua Graça salvadora em nossa vida e dessa forma nos permitir uma vida onde somos levados a aprender a viver como Deus deseja e tomarmos desições conscientes de que estaremos agradando a Deus como filhos, movidos por fé e em amor.

Deus nos tirou da condição de simples servos cumpridores de uma lei que nao educava para a condição de filhos amados que apredem a obedecer para manifestar amor.

O texto que destacamos de Jeremias 18 mostra Deus se fazendo entender como o grande responsável por uma nova criação e reformulação de vidas. Como um oleiro que tem todo domínio e poder sobre a massa disofrme em suas mãos. Uma referência do que estaria para acontecer de forma definitiva e, pela graça de Deus, redeniva em nossa vida através de Cristo.

Vemos o apóstolo paulo afirmar em 2 coríntios 5:17 que aqueles que estão em Cristo são novas criaturas, tem uma nova natureza, são novas pessoas. Esse precesso acontece com o novo nascimento produzido quando aceitamos a jesus Cristo como nosso salvador. Nesse ponto, as coisas velhas passam e tudo se faz novo. É o oleiro quebrando o vaso antigo e com uma nova massa, que representa a nova natureza, formando um novo vaso, uma nova criatura um novo homem.

Esse processo já seria maravilhoso se parasse por aí, mas Deus preparou algo melhor. A intençào de Deus não era e nem é a de ficar quebrando vasos repetidas vezes, por isso providenciou que fossemnos refeitos uma vez só mas a partir de uma massa nova. o detalhe importante não esta em desenhar um novo vaso mas sim refazê-lo com uma nova massa. Essa massa tem uma característica fundamental, na verdade um poder especiel de se renovar continuamente justamente para preservar o vaso de ter que ser quebrado novamente. 

Deus, nosso pai, que que todos sejamos sempre vasos novos, atualizados a cada dia e essa renovação é realizada através da mudança e renovação constante da nossa mente. A mente do homem recirado por Deus tem o poder de se renovar constantemente para dessa forma ficar cada vez mais apta e disposta a obedecer a Deus, entender seus propósitos e frutificar segundo a semente que fomos criados. O apóstolo Paulo roga a todos sobre essa necessidade de renovação de mente em Romanos 12. é dessa forma que podemos renovar nosso vaso a cada dia. Através da palavra de Deus que enxertada em nossa vida tem poder para salvar nossa alma (Tiago 1).

A graça salvadora nos ensina a ter uma vida renovada. Na realidade da redenção que nos alcançou o conceito de VASO NOVO mudou. O que antes precisava ser quebrado, hoje basta apenas ser atualizado. Atualizado por uma palavra que se renova a cada manhã. Lendo a Bíblia, meditando em seus ensinamentos e buscando, com a ajuda do Espírito Santo de Deus que habita em nós, aplicar o que temos aprendido, renovando conceitos e culturas em nossa mente implantadas pela cultura do presente século. Dessa forma esrtaremos renovando nossa mente e deixando sempre atualizado o VASO NOVO que foi recriado pelo oleiro com a mesma massa de Cristo.  

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O que é pecado?



O que é pecado? Eu posso fazer isso? Eu posso fazer aquilo? Perguntas muito freqüentes por parte de quem busca viver em santidade com Deus mas tem vontade de fazer muita coisa. A questão é aproveitar o máximomde tudo o que temos direito e para isso nada melhor do que uma listinha básica do que pode e o que não pode fazer.

A tão almejada listinha de pode e não pode é uma solução muito simplista que não traduz a essência do evangelho de Jesus Cristo. Isso porque o evangelho não pode ser limitado a uma vida de regras e proibições. Evangelho é novidade de vida, vida nova. O cristianismo não veio mudar os comportamentos de um homem, mas mudar a natureza do homem. Por isso a Bíblia fala que é necessário nascer de novo e não apenas mudar os hábitos, comportamento.

O evangelho não pode ser visto como um conjunto de barreiras e limitações para a vida mas sim como uma porta para a verdadeira liberdade em Cristo. Essa foi a grande conquista na cruz. Uma vez que já recebemos a vida plena e abundante de Jesus, podemos viver mais e com mais intensidade do ququedandodo tinhamos apenas o conhecimento natural da vida. Não vivemos com a expectativa de quem vai morrer em setenta ou noventa anos. Vivemos agora focados na eternidade que nos espera em comunhão com Deus. Temos muita vida pela frente.

Mas e quanto ao pecado? O pecado não pode ser definido em uma lista mas um fundamento. Não acreditar em Deus (Jo 16:9), não acreditar no que Deus diz em sua Palavra que é a forma correta para vivermos. Isso é pecado, desobedecer a Deus e dessa forma se negar a amá-lo. Sim pois a Bíblia diz que quem ama a Deus é aquele que obedece os seus mandamantos. Não podemos nos limitar a obedecer uma lista mas sim viver a liberdade de poder fazer opções inteligentes e de qualidade em nossa vida faço isso ou não faço aquililo não pelo motivo simplório e irracional de seguir uma lista, mas pela verdadeira razão de nossa existecia: porque amamos a Deus mais do que qualquer coisa.

Por isso, em vez de terminar com uma lista de pode e não pode, deixo para vocês uma orientação mais inteligente e que certamente agrada a Deus. Meditem no que esta escrito na carta de Paulo aos colossenses, no capítulo três, a partir do primeiro versículo onde fala sobre o novo nascimento, traduzido pela unidade que temos em Cristo que nos leva a buscar viver uma vida diferente pois não estamos mais sozinhos e isolados para fazer qualuqe coisa mas agora a nossa vida é compartilhada com aquele que morreu por nossa causa mas que triunfante nos trouxe para a sua própria vida, por isso vivemos agora nele, por ele e para ele. É por isso que devemos pensar no que fazê e como vamos viver agora. Após a seqüência dessa leitura minuciosa, vamos dar uma parada no versículo dezesete e lazer desse pequeno texto uma espécie de oração para classificar o que devemos e não devemos fazer em nossa nova vida.

"e tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e por meio dele agradeçam a Deus, o Pai."

Tudo o que formos fazer, de mos fazer com a consciência de que estamos fazendo em nome de Jesus, ou seja fazer no lugar de Jesus, representando Jesus e em gratidão a Deus por estar nos proporcionando essa oportunidade. O Espirito Santo testificara com paz em nosso coração e nos guiará em toda a verdade. Após essa oração, va em frente e faça o que diz seu coração. Só uma dica. O sinal verde do Espirito Santo é PAZ, se você tiver a sensação de um gato arranhando lá dentro... Não faça.

Agindo dessa forma você estará vivendo o que o evengelho se propõe, oferecendo sua vida em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, freqüentando renuiões, mas vivendo em um diário culto racional com a certeza de que estamos agradando a Deus, confiando em sua palavra, vivendo por fé, em liberdade, sem listas e mesmo assim longe do pecado. Vivendo o grande beneficio da graça salvadora.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

The Dream Is Over


Miguel Levy
Discurso bom é o que nos agrada, o que soa bem aos nossos ouvidos e que de uma forma ou outra parece não ferir nossos princípios, crenças e  acima de tudo não ameacem nossa preservada zona de conforto.  Por isso é muito difícil fugirmos de mensagens que parecem se encaixar com nossos anseios e que de alguma forma nos levam a seguir um caminho que aos nossos olhos parece bom. O grande problema é que muitas e muitas vezes, caminhos que apenas nos parecem bons podem estar nos levando para a direção errada. Fazer coisas certas na ordem errada podem nos levar para muito longe do nosso verdaeiro destino e propósito. É como caminhar na estrada certa no sentido errado. Quanto mais caminhamos, mais longe do alvo iremos estar.
Essa estratégia de inverter a ordem das coisas é conhecida, e desde a criação do mundo podemos perceber um esforço em desviar o homem do foco determinado por Deus para a sua vida. Mudar o assunto é perigoso, pode espantar os que buscam a verdade, então o mais estratégico é falar do mesmo assunto de forma diferente.
Um desses exemplos é a forma como a juventude tem sido bombardeada sem tréguas na tentativa de anular o potencial do jovem e dessa forma comprometer o seu futuro em relação aos propósitos de Deus para vida de todos os homens. 
Deus sempre se revelou aos homens durante a juventude. É onde Deus mostra o que planejou para cada um de nós para que dessa forma tenhamos tempo para um crescimento e amadurecimento focados no propósito correto para o que fomos criados.
A juventude vem sendo incentivada, por ondas sucessivas, a viver um sonho. A mergulhar em um sonho de liberdade, realizações instantâneas, prazer intenso. Viver o sonho é o que vale, e vale se espelhar em ícones, ídolos que são construídos em série por uma indústria interessada em alienar uma geração e silenciar jovens profetas de Deus.
A estratégia é simples. Ilusão. Falar de sonhos não é falar de um assunto estranho. Deus dá sonhos aos homens. O problema é incentivar jovens a buscar realizar-se em sonhos que muitas vezes nunca poderão ser realizados.
Não existe nada melhor do que sonhar. Sonhar é bom, mas o grande perigo do prazer de sonhar é que pode nos levar a não querer acordar e dessa forma deixamos de viver a realidade que a vida nos oferece de forma concreta.
Quem nunca assistiu a algum filme de ficção onde um personagem passa anos dormindo, ou congelado e quando acorda se vê totalmente deslocado da realidade e se sente isolado, fora de contexto e com a terrível sensação de que tem pouco tempo para viver a realidade?
Quatro rapazes britânicos se apresentaram ao mundo como um sonho, embalando jovens com músicas animadas irreverentes e revolucionárias sendo a voz para essa juventude reprimida, o padrão de ousadia, de liberdade de expressão, de sucesso de beleza. O sonho de consumo de qualquer moça da época. Todos viviam o sonho Beatle. Afinal de contas, quem não sonhava em ser  popular, querido e amado por multidões. Quem não sonha em ter tanta segurança ao ponto de se julgar melhor do que Jesus Cristo. Ninguém queria acordar desse sonnho. Vale a pena continuar na cama para prolongar esse sonho.
A parte ruim de um sonho, para quem esta vivendo um sonho bom, é resumida em uma palavra, quase sempre dita de forma incisiva e seguida de um sentimento de frustração: ACORDA!!! Não tem nada pior do que acordar de um sonho bom, se deparar com a realidade e perceber que tudo o que estavamos "vivendo" não era real.
Um dia uma geração de jovens chorou o confronto com a realidade quando John Lennon disse: THE DREAM IS OVER. Acordem, o sonho dos Beatles acabou. Uns choraram, cairam na real e nunca mais foram fans de mais nada, outros procuraram de imediato outro sonho pra mergulhar, e outros insistiram em não acordar e vivem até hoje ouvindo os mesmos LPs, com reoupas da década de sessenta coreografando Yellow Submarine.
Inverter a ordem dos fatos que a Bíblia nos ensina é fatal. Por isso a receita para o sucesso em nossa vida esta na própria Bíblia. Ler e meditar nessa Palvra dia e noite, buscar a vontade de Deus para executá-la na ordem certa.
O profeta Joel, falando em nome de Deus, deixou bem claro um sequencia de acontecimentos que sucederiam o derramamento do Espírito Santo: "Depois disso, eu derramarei o meu Espírito sobre todas as pessoas: os filhos e as filhas de vocês anunciarão a minha mensagem; os velhos SONHARÃO e os jovens terão VISÕES." 
A Bíblia diz que os jovens devem ter visões, que segundo John Maxwell "a visão desenha o alvo, acende e alimenta a chama interior e nos impulsiona a atingir a nossa meta." A Bíblia diz que o jovem deve estar bem acordado com uma visão muito bem definida para viver a realidade que Deus tem estabelecido para a sua vida, buscando o alvo definido, motivado por essa visão para alcançar a meta determinada para um tempo estabelecido de sua vida.
A visão nos dá estratégias de ação e precisamos estar muito acordados para isso. Enquanto o sonho nos deixa na cama, a visão nos impulsiona para a vida, encarando a realidade com ousadia para remir o tempo que Deus nos deu para viver. A visão é para jovens que tem uma vida inteira pela frente. Os sonhos servem para ilustrar o descanço de quem já cumpriu o seu chamado e tem a serenidade para dormir no leito da realização. 
Vemos hoje uma geração de jovens frustrados, e sem qualquer tipo de direcionamento na vida pelo fato de terem passado grande parte do seu tempo produtivo sonhando e quando são acordados ficam atorduados sem saber o que fazer com a realidade de suas vidas porque não tem VISÃO, não sabem para onde ir, não tem idéia de onde vão chegar, nem imaginam o poder ser e não tem qualquer opinião sobre onde vão estar em cinco anos.
O Espírito Santo de Deus foi derramado sobre os jovens para que eles tenham VISÃO. Uma visão de Deus para suas vidas a fim de que suas vidas tenham um propósito de existência, um alvo a ser alcançado, uma meta a ser cumprida.
Hoje eu quero ser a voz em seu ouvido dizendo bem alto: ACORDE!! Pare de sonhar e busque a visão de Deus para sua vida.