terça-feira, 8 de março de 2011

Reavivamento




Após um período de carnaval, o que mais podemos encontrar nas igrejas são pessoas que saíram para um retiro espiritual buscando avivamento, ou reavivamento espiritual e, graças a Deus, muitos voltam testemunhando de terem vivido uma nova experiência com Deus através do Espírito Santo. Isso tudo é muito válido. Evidencia a imensa sede e fome de Deus que leva as pessoas a buscarem caminhos que possam satisfazer essa necessidade.
O que queremos alertar é que avivamento não é um fato isolado. Uma espécie de fenômeno milagroso que como um raio, cai sobre alguém e atua fulminantemente em sua vida.  Avivamento é um processo, e deve ser visto como uma etapa dentro do contexto de crescimento e amadurecimento da vida que Deus estabeleceu para uma pessoa, um povo, um pequeno grupo ou uma congregação.
Avivamento espiritual, obviamente, deve ser um evento espiritual e essa natureza define sua longevidade. Operações realizadas pela alma e pelo espírito podem provocar resultados parecidos, contudo a diferença esta no quanto dura o efeito de tais operações. As operações realizadas através da alma visam exclusivamente resultados emocionais através, muitas vezes, de manipulações psicológicas onde as pessoas são levadas a reagir de forma orquestrada dentro de uma atmosfera construída de forma a deixar as pessoas susceptíveis ao que for apresentado como verdade. Muitos consideram tais operações como reavivamento, mas o que vemos é que periodicamente há necessidade de realizar o mesmo tipo de operação pois parece que o efeito alcançado foi acabando e se faz necessário uma recarga. Todo o entusiasmo parece desaparecer logo todos estão antes. Apagados e mais uma vez sedentos partem em busca de mais um evento “reavivador”. O grande perigo desse tipo de operação é que logo um caminho é traçado e uma trilha é aberta para ser seguida e reproduzida quantas vezes for necessário para se chegar ao mesmo lugar, e nesse caso, me refiro ao mesmo lugar de fato, uma espécie de volta a um lugar onde já estivemos antes.
A explicação para esse fenômeno é simples. A alma vivente não pode promover vida a outros. Em 1 Coríntios 15:45 vemos Paulo mencionar que o primeiro Adão torou-se alma vivente e o segundo Adão (Cristo), espírito vivificante. A alma tem vida em si mesma. O espírito não só é capaz de viver mas de promover vida aos outros. Por isso Jesus disse eu vim para que tenham vida abundante, ou seja, não apenas vida para vocês mas para dar a outros. Operações da alma tem data de validade a ser expirada e promovem satisfação individual sem poder de ser renovado, vivificados em si.

Por isso devemos buscar operações geradas e produzidas pelo espírito de Deus pois essas operações nos fazem avançar no caminho e sempre nos levam a um nível mais elevado diante do que Deus tem nos proposto. Quando nos referimos a reavivamento, concordo que a vida cristã deve ser uma vida de constante reavivamento. Romanos 12 mais uma vez surge gritando não fiquem conformados mas renovem suas mentes. Por isso creio que não devemos buscar movimentos de avivamento mas sim entrar no processo de REAVIVAMENTO em nossa vida.
Existem etapas a serem seguidas e vividas dentro desse processo de reavivamento em nossa vida. Tomando como exemplo a história de Jacó em Gênesis 35, podemos tirar algumas lições importantes desse processo.
O reavivamento vem para mudar o curso de uma vida. Inicia-se sempre com uma palavra de Deus. “Disse Deus a Jacó: levanta-se, sobe a Betel e habita ali...” Nada funciona ou é estabelecido de forma eterna sem que seja precedido pela Palavra de Deus determinando a sua vontade soberana, e é o lançar dessa palavra que estabelece o realizar da sua vontade entrar nesse processo é dar o primeiro passo para o sucesso em nossa vida. Hoje podemos chamar isso de um momento profético onde a vontade de Deus é revelada e acreditem, fugindo de qualquer tido de modismo, a melhor forma de conhecermos a vontade de Deus é através da sua Palavra, a palavra escrita é a forma mais direta e segura de ouvirmos a voz de Deus. Busque isso.
É preciso abandonar as coisas velhas. Após ouvir Deus falar, “disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, puruficai-vos e mudai as vossas vestes.” Uma atitude de fundamental importância para quem quer viver um verdadeiro avivamento em sua vida. É muito importante se livrar de tudo que vem colaborando para a vida que estamos querendo mudar. Se livrar de deuses estranhos consiste em jogar fora crenças e fundamentos que não estão em concordância com a palavra de Deus, para isso devemos nos limpar e mudar as vestes, a forma como nos apresentamos e como somos vistos. Vestes também são chamadas de hábitos, rotinas que nos identificam em função do que praticamos e vivemos. Conhecemos o trabalho e como pessoas atuam em função de suas vestes. Médicos, policiais, advogados, prostitutas. A forma como se vestem mostra o que fazem. Reavivamento envolve mudança de hábitos.
Há um caminho de obediência em todo o processo de reavivamento. Todos os da família de Jacó, do maio ao menor, entregaram os deuses estrangeiros que estavam entre eles, como podemos ver nos versos 3 e 4. É importante saber que essa obediência nos levará a viver os favores de Deus que fará o que for necessário para que alcancemos não os nossos objetivos, mas os que ele mesmo estabeleceu para nós (verso 5). Muitas vezes esperamos pela nossa liderança e não obedecemos o que nos cabe fazer dentro do processo de reavivamento. Experimentar momentos de êxtase em uma reunião não é garantia de mudança de vida. A mudança de vida é constatada nas nossas atitudes diárias. Uma vida de obediência e em unidade, buscando sempre estar na mesma visão que Deus mostrou.
Dentro desse processo as promessas de Deus são renovadas. Deus reafirma a Jacó o seu compromisso, mas não é uma repetição do que já falou mas sim o estabelecimento de uma aliança que ele, Jacó, passaria a viver de forma irreversível em sua vida. Deus mudou o seu nome (verso 10) para que Jacó, agora Israel, sempre soubesse que sua vida teria um novo significado.
Reavivamento vem acompanhado de uma nova revelação do caráter de Deus para a nossa vida (verso 11). Cada um de nós deve buscar essa experiência individual onde podemos testemunhar do mesmo Deus de uma forma bem peculiar e pessoal. O propósito de Deus para nossa vida é acompanhado de onde iremos fundamentar nossa fé nele para que saibamos que esse Deus que prometeu é perfeitamente capaz de garantir a promessa que fez. Por isso Deus se revelou para Jacó como um Deus Todo-Poderoso.
Reavivamento é o processo de Deus para nos fazer descobrir mais sobre ele e os seus propósitos para nossa vida. Deve ser sempre uma nova porta que nos fará entrar em mais uma etapa rumo ao alvo que esta diante de nós. Deve ser uma qualificação para que possamos enfrentar os desafios debaixo da bênção de Deus e com a convicção de que nossa vida mudou, nossa visão de Deus mudou, e que assim como aconteceu com Jacó, fomos reavivados para multiplicar, frutificar a bênção e a vida de Deus em nós.
Miguel Levy  

sábado, 5 de março de 2011

VOCÊ JÁ FALOU COM MORTO?


Imagino o que aconteceria se anunciássemos de forma bem destacada a todos quantos pudéssemos alcançar que podemos ficar livres do pecado. Como uma espécie de solução para esse mau que durante toda a história da humanidade tem incomodado a vida de muitos que, de uma forma ou de outra tem buscado um bom, ou pelo menos confortável, relacionamento com Deus, uma vez que o pecado é o elemento citado em todas as desavenças entre o homem e Deus. Mas antes de tudo, precisaríamos entender o que é pecado, e nesse ponto todos temos que concordar que há controvérsias e é aí que tudo fica instável e muitos se iludem com uma falsa sensação de justiça e outros se condenam com uma exagerada consciência de culpa.

Há quem relacione a idéia de pecado a uma lista. O que pode e o que não pode fazer. Essa é uma maneira muito simplória e limitada de tentar fazer com que outros não errem. Entendo que não há qualquer tipo de maldade nisso, desde que seja usada como um tipo de salva-vidas. Uma espécie de curativo até que se chegue ao hospital, onde todo o diagnóstico será definido e o tratamento estabelecido utilizando, principalmente, a consciência do paciente a respeito de sua doença e o que deverá fazer para ser curado. O que acredito que não faz sentido é mantermos a terapia dos curativos sem a busca pela solução definitiva. Na troca de curativos a lista muda e muitas vezes o que era pecado para o meu avô ou para o meu pai, hoje já não é mais. O rádio e a televisão já foram considerados itens responsáveis pela disciplina e exclusão de fieis do rol de membros das mesmas denominações que hoje disputam um horário nos rádios e canais de televisão, ou seja, o que liderava a lista de pecados agora tornou-se instrumento de bênção para levar pessoas ao céu. Não faz sentido. Quando Deus estabeleceu uma lista de coisa que o homem podia e não podia fazer, ele o fez em um período de imaturidade do homem, uma vez que a redenção pela graça salvadora não havia sido revelada. Era quase impossível para o homem naquela época entender a justiça de Deus assim como é muito difícil para uma criança no início da alfabetização entender números negativos ou fracionados. Por isso ensinamos primeiro o que é natural para o seu entendimento, números inteiros e positivos. Depois, com o passar do tempo vamos aos poucos introduzindo todos os elementos que compõem o conjunto de números reais (R) onde entendemos e aceitamos valores que sabemos que nunca iremos sequer ver representados em algum lugar. A Bíblia nos afirma que até Cristo o homem viveu uma espécie de menor idade para que a partir de Cristo pudesse viver e experimentar a plenitude da vontade de Deus para a sua vida, vivendo não pela lei, lista do que pode e do que não pode, mas pela fé, confiança no que não esta escrito mas crendo que é o melhor.

Em João 16 encontramos um trecho que diz que o Espírito Santo, o Consolador, convenceria o homem do pecado. E como seria esse convencimento? Mostrando que o homem estava vivendo sem crer em Deus, ou no seu filho. Parece que encontramos uma espécie de equação mãe de onde todas as listas podem ser geradas tentando definir pecado. Pecado é não crer em Deus. Mas calma. Crer em Deus não esta relacionado apenas ao fato de acreditar em sua existência, mas acreditar nele, em sua palavra. Nesse ponto tudo se completa. O grande pecado, o grande erro, a grande falha do homem é não acreditar em Deus. Todo o resto... podemos chamar de muitas coisas, inclusive frutos da carne, que compõem uma lista.

Por isso afirmamos que é simples ficar livre do pecado. Simples é diferente de fácil. O conceito é simples, o processo nem tanto, mas totalmente viável e gratificante. O apóstolo Paulo afirma que a redenção do homem veio promover a liberdade do domínio do pecado sobre nossa vida. Justificados, sem qualquer tipo de culpa ou dívida, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo por intermédio de quem tivemos acesso a graça que nos ensina a viver o que Deus quer que vivamos, e agora nós podemos uma vez que fomos mortos para o pecados e vivificados para Deus. A vontade de Deus agora faz sentido para todos nós. A legalidade da lei do pecado em nossa vida foi revogada na cruz. Com isso, o grande problema do homem e não se relacionar com Deus foi resolvido pois a cura foi apresentada. Podemos dizer com muita propriedade, o pecado não é mais problema, tem solução. Entendam que não afirmo que o pecado não existe, eu afirmo que você não precisa culpar o pecado pela sua vida longe de Deus que certamente levará você ao inferno. Continuo afirmando que podemos, sim, viver livres do pecado e dessa forma agradar a Deus. Para garantir isso fomos sepultados com Cristo no batismo, e da mesma forma fomos ressuscitados dos mortos com ele e por fé (Col 2).

Então, considerem-se, isso cabe a você, mortos para o pecado. Você já falou com um morto? O que ele respondeu? Nada? Como ele reagiu? Ignorou você? Da mesma forma deve acontecer quando o pecado falar com você. Ignore. Não responda. Acredite em Deus. Não peque. Viva para Deus em Cristo Jesus. Seguindo os conselhos do nosso irmão Paulo (o apóstolo), não obedeça às suas paixões, nem ofereça os membros do seu corpo ao pecado (não crer em Deus), como instrumento de iniqüidade, mas oferecei-vos a Deus, como você é, ressurreto entre os mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça (Rom 6:11-14).

Miguel Levy

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

SE ENTREGAR A DEUS



Na semana passada me surpreendí, se é que ainda me surpreendo com alguma coisa, com uma reportagem realizada na Índia, de onde podemos esperar qualquer coisa, onde um homem aparecia com o braço direito levantado há 12 anos, e ao ser questionado da razão pela qual mantinha esse sacrifício o Naga-baba, como são chamados os discípulos de Shiva, respondeu prontamente que decidira entregar o seu braço para Deus e desde então o levantou e não o usou mais para qualquer coisa. O braço era de Deus. Eu fiquei imaginando o que Deus faria com aquele braço cada vez mais atrofiado, ou como alguém nessa condição poderia de alguma forma contribuir para a expansão do reino de Deus na terra.

Não há como buscar outra referência para termos como exemplo de sacrifício em nome de Deus se não no maior representante de Deus na terra, Jesus, que viveu totalmente motivado em anunciar o reino de Deus e dessa forma alcançar cada coração com sua mensagem. O homem que da maneira mais plena e simples soube expressar o sentido da expressão SE ENTREGAR A DEUS.

Creio que há um engano quando pensamos que Deus de alguma forma se agrada ou busca em nós algum tipo de sacrifício que não produza vida e benção para outras pessoas. As palavras de Jesus quando se referiu a sua missão nunca foram no sentido de incentivar-nos ao isolamento ou inoperância. A espiritualidade que julgamos ser elevada a medida que ficamos mais próximos de Deus não é medida pelo distanciamento das pessoas ou da realidade que vivemos. Vemos na Bíblia que quanto mais o homem se envolvia e se aproximava do plano de Deus para sua vida mais ele se envolvia com o universo que o cerca e dessa forma se tornava possível exercer o seu ministério, o seu serviço. Santidade não é isolamento, é relacionamento.

Se entregar a Deus não consiste em entrar em estado de inoperância. Se dedicar a Deus não consiste em isolamento do mundo. Nos três anos do ministério de Jesus na terra ele atuou incessantemente, sem férias buscando alcançar o maior número de pessoas cumprindo a profecia de Isaías 61 que afirmava que ele fora ungido para muitas finalidades e todas elas relacionadas ou direcionadas a gente. Todas elas envolviam movimento em direção ao propósito de Deus. Seus braços se moviam para abraçar os aflitos, levantar os caídos, suas pernas o levavam a todos os lugares, sua voz, totalmente entregue a Deus, era ouvida até no inferno de onde resgatou a sua igreja triunfante. Todo o seu corpo e toda a sua vida ele entregou a Deus para ser usado por Deus. Jesus era acessível, disponível e sempre pronto a servir.

A grande oferta que podemos oferecer a Deus é o nosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável (Rom 12). Jesus disse: quem deseja me seguir, negue a sí mesmo, que não significa se inutilizar e sim se disponibilizar totalmente para Deus; tome a sua cruz e siga-me, ou seja, venha caminhar comigo, fazer o que eu faço.

Quando enviou os seus discípulos, Jesus disse: curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios (Mat 10). Deus precisa do nosso sacrifício vivo para cumprir os seus propósitos. Uma oferta perfeita. Um instrumento útil.

Não consigo ver corpos atrofiados voluntariamente sendo canal de bênção para tantos que precisam ser alcançados pelo amor do Pai. Braços ressecados e corpos debilitados não podem ir ao encontro de vidas que se perdem sem Deus. Deus não nos chamou para sermos alvo da curiosidade humana, ou algum tipo de atração turística. Ele nos chamou para darmos frutos. Para sermos sua melhor expressão e representação visível na terra.

Se entregar a Deus é se disponibilizar completamente em oferta a ele. Sem sugerir como poderia ser usado, mas deixando que a sua vontade prevaleça mesmo que no resplendor de nossa juventude, no auge de nossa carreira nos deparemos com uma cruz e após uma momentânea tentação, venhamos a dizer que se faça a tua vontade em minha vida. O melhor de mim esta em tuas mãos. Isso é SE ENTREGAR A DEUS.



Miguel Levy

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

NÚMEROS OU NOMES?


NÚMEROS OU NOMES?


Como leitor persistente das cartas paulinas é natural que com o tempo alguns pontos e características desse apóstolo logo fiquem bem claro e em função disso passamos a considerar mais ainda o nosso amado apóstolo quando com muita ousadia e coragem incisivamente afirmou admoestando-nos para que fossemos seus imitadores, assim como ele próprio era de Cristo (1 Cor 11). Qualquer um chamaria de presunção, mas nós reconhecemos que era autoridade de quem vivia um evangelho sem alegorias e maquiagens comprometido apenas com a mensagem da cruz (1 Cor 1) e com o seu alvo. Cristo.

Mas o que me faz pensar e meditar é o fato de Paulo, mesmo sendo pioneiro na pregação do evangelho da Graça, que a cada dia deveria desbravar uma batalha inédita e suplantar desafios inconcebíveis para os nossos dias, tinha um cuidado muito especial com pessoas. Gente.

É impressionante como o apóstolo fazia questão de mencionar NOMES e ainda uma característica pessoal de cada um dos irmãos com quem havia compartilhado parte do seu ministério. Podemos ver bem evidente essa característica nas cartas aos romanos, colossenses, Timóteo, e o que dizer de Filemom, onde teve o cuidado de interceder por Onésimo, seu “filho gerado em algemas” ? Notamos não apenas referências nominais mas um cuidado e carinho característico de quem faz questão de mostrar que cada pessoa citada era importante. O relacionamento pessoal é colocado acima de muitas prioridades. Há um fato onde ao chegar a Trôade para pregar o evangelho não encontrou seu irmão Tito e esse fato não o deixou em paz fazendo-o partir para a Macedônia (2 Cor 2).

Precisamos entender, ou no mínimo crer que o ministério que Deus nos confiou é destinado a pessoas. Gente é o alvo do nosso serviço. Isso mesmo, serviço. Se deixássemos de usar a palavra ministério para usar a palavra serviço, talvez tivéssemos maior clareza e menos arrogância em relação ao que Deus nos chamou e a quem nos chamou a servir.

O relacionamento interpessoal de Paulo era reflexo do seu discipulador e padrão de caráter, Jesus. O mestre em relações humanas que sabia como era importante dar atenção as pessoas a quem servia. Jesus parava, dava atenção e chamava pelo nome.
Deus mesmo faz questão de deixar muito pessoal o seu relacionamento com o seu povo, com a sua gente. Através de Isaías ele disse “Não temas porque eu te remi, chamei-te pelo NOME e tu és meu”  (Isa 43). O criador poderia simplesmente ter nos dado um número, mas não desejou assim, ele queria um relacionamento quente e individualizado. Depois de tudo, ao que vencer será dado uma pedra branca com um novo...? NOME (Apo 2). E eu creio que não haverá nem homônimos nesse caso. Isso é de Deus.

Poderíamos citar muitos, não sei quantos, exemplos bíblicos onde nosso Pai faz questão de se identificar e nos identificar pelo NOME e não apenas NOMES mas nomes com significados. Abrão virou Abraão, Levi virou Mateus. Isaque poderia ser o 001, mas nunca iria fazer referência ao grande sorriso de Abraão pelo seu filho. Talvez tudo isso para nos ensinar que é assim que devemos proceder. Mais importante do que saber quantos Deus tem confiado para que possamos servir é procurar conhecer melhor a quem servimos. Foi pago um alto preço para que nossa identidade fosse resgatada e a nós não fosse mais associado um preço, um número ou pior ainda, uma cifra. 
     
O ministério confiado a nós, que nós chamamos de nosso ministério, é focado em nomes e não de números. Hoje somos muito tentados a gerenciar, classificar, e definir tendências no reino de Deus acreditando que de alguma forma os resultados gerados podem ser traduzidos em méritos ou créditos pessoais. Quanto a isso o apóstolo Paulo se referiu aos coríntios que travavam uma certa disputa estatística associada ao fato da existência de grupos dentro da igreja que certamente disputavam entre si algum tipo de prêmio. Talvez do maior grupo, do que crescia mais, do que ofertava mais. As categorias de disputa podem ser diversas. Não me canso de admirar a resposta de Paulo, quando com uma certa indiferença ao fato de seu pioneirismo, simplesmente disse não lembro de quantos batizei (1 Cor 1), quem sabe querendo dizer: Não guardo NÚMEROS só NOMES.
Miguel Levy

segunda-feira, 12 de abril de 2010

TUDO TEM PREÇO!?



Preço é um conceito muito comum em nossos dias. Afinal de contas, na geração shopping center podemos encontrar tudo nas prateleiras e vitrines. Conseguir só depende de quanto se pode pagar para satisfazer nossos desejos. O mundo na verdade é um grande mercado que movimenta mercadorias e serviços de um lado para outro. Temos aprendido com essa cultura que podemos conseguir qualquer coisa que tenha preço, basta juntar a quantidade suficiente de moeda e pronto. O negócio esta feito.

Essa é a idéia passada para nós e muitas vezes nos deixamos levar com esse sentimento mercantilista e acreditamos que no reino de Deus as coisas funcionam da mesma forma. Mas nunca é demais lembrar de Romanos 12, onde o apóstolo Paulo nos exorta a não nos conformarmos com a cultura do mundo. Isso é a cultura do mundo.

Em João 3, vemos a história narrada de um príncipe, um homem influente, Nicodemos, que procurou Jesus em busca de vida eterna, perguntando o que precisaria ser feito para consegui-la. Talvez aquele homem estivesse perguntando qual o preço da vida eterna, de repente eu poço pagar. Jesus deixou bem claro que não se tratava de preço e sim de valores.

Enquanto estávamos na condições de pecadores sob o domínio do inimigo, pudemos ver de forma bem evidente essa diferença entre preço e valor. Havia um preço a ser pago para nossa redenção. Um preço que por ser muito alto, Satanás talvez não esperasse que alguém pagasse o que garantiria nossa escravidão eterna. Em Hebreus 10, vimos que esse preço foi pago e através do sangue de Jesus fomos resgatados do império das trevas para um reino de paz, e uma vez resgatados, a igreja de Jesus Cristo não foi colocada em uma prateleira ou vitrine para mais uma vez ser negociada. Deus a guardou em um lugar seguro, uma espécie de cofre celestial. Em um lugar chamado Cristo (Colossenses 3).

Esse fato por si só já é suficiente para entendermos o interesse de Deus por nós, mas meditando mais um pouco podemos ver com clareza qual é o sentimento de Satanás em relação ao homem.

Quando nos dispomos a precificar qualquer coisa, a colocar um preço em algo, é porque já estamos dispostos, decididos a ficar sem aquilo. É porque não temos qualquer laço afetivo e acreditamos obter alguma vantagem pessoal nessa troca. Quando atribuímos um valor a alguma coisa em nossa vida nos referimos a coisas inegociáveis. Sem preço, ou seja, coisas que não estamos dispostos a abrir mão por qualquer que seja a retribuição oferecida. O que tem valor não tem preço. O que tem preço já perdeu o valor e pode ser substituído por qualquer tipo de moeda.

Na cultura do mundo, tudo tem preço, pois o legislador desse mundo é um grande negociador, frio e sem qualquer sentimento afetivo, que busca unicamente a vantagem pessoal. Quando colocou preço no homem, mostrou que não havia qualquer tipo de afeto por ele. Quem pagasse levaria a mercadoria. Essa cultura é diabólica.

A Bíblia nos ensina que existem coisas que tem valor para Deus. A igreja, comparada como a menina dos olhos de Deus, como tesouro escondido. Tesouros só são escondidos porque não estão a venda em função do valor inestimável que possuem. Deus não esta disposto a negociar nossas vidas. Uma vez resgatados, redimidos e justificados não existe mais preço a ser pago nem ao diabo nem a Deus. O que existe é um valor a ser preservado.

Não se compra bênção, não há preço para salvação, não há negociação para cura, as dádivas de Deus nos foram dadas pela graça. Fomos chamados para a liberdade e como Paulo escreveu aos gálatas, todo escrito de dívida que havia contra nós foi pago na cruz do calvário. Para o cristão, a última negociação foi feita na cruz. De lá para o futuro só nos resta viver os benefícios da graça salvadora.

Fomos libertos das correntes que nos prendiam, não precisamos mais entrar em correntes para conseguir bênçãos de Deus. Todo o preço foi pago na cruz, não precisamos mais pagar preço algum. Se não renovarmos nossa mente em relação a esse assunto, vamos oferecer Jesus aos homens e logo em seguida vamos passar o preço para ter esse Jesus. Penitências, sacrifícios, indulgências... nada disso corresponde a doce presença de Jesus em nossa vida.

A misericórdia de Deus e seu amor se revelaram a nós quando ainda não estávamos nem convertidos a ele (Efésios 2). Em 2 Pedro 1, vemos que Deus já nos deu tudo o que precisamos para esta vida antes que tivéssemos a possibilidade ou oportunidade de pagar qualquer preço.

Quando estamos com amigos em um restaurante e desejamos pagar a conta sem deixar qualquer chance para nossos amigos, não esperamos que a conta seja colocada na mesa, nos antecipamos e pedimos a conta em segredo e a liquidamos. Não damos chance para que nossos amigos se preocupem, insistam ou fiquem constrangidos. Deus fez da mesma forma, se antecipou a nós, não esperou que estivéssemos perfeitos, justificados ou santos. Nos abençoou antes e nos comissionou depois. Não consigo ver após a redenção um Deus negociador, cobrando taxas, impostos ou impondo preço para as suas bênçãos. Tudo esta consumado. A fatura foi liquidada.

Temos que ter essa consciência para que não sejamos levados por falsos mestres que como disse o apóstolo Pedro em sua carta, negociam a fé das pessoas, se aproveitam da falta de conhecimento do povo e alimentam a ganância que segundo o apóstolo Paulo, tem aprisionado o homem em si mesmo, focando em seu próprio umbigo, e promovem uma bolsa de valores e investimento utilizando o nome de Deus para avalizar a negociação.

No mundo tudo pode ter preço. Na igreja de Deus, não! Nossa fé, nossas convicções, o compromisso de Deus conosco, o amor fraternal. Nada disso tem preço. Pois não estamos dispostos a nos livrar disso por nada. Parafraseando o apóstolo Paulo, nem coisas do presente nem do por vir, nem principados nem potestades, nem anjos ou qualquer criatura. Nada pode comparar o que para nós tem um valor do tamanho da eternidade. E que no final da jornada possamos repetir a oração de Paulo: “combati o bom combate, acabei a carreira e [não me corrompi, não negociei] guardei a fé”.

Miguel Levy

quinta-feira, 8 de abril de 2010

QUE CEIA!



Quando falamos em ceia, é muito comum vir em nossa mente aquela imagem de uma ceia de natal. Uma mesa farta, muita cor e rodeada de amigos e gente feliz. Mas essa é uma cena que para nós até ficou comum. É mais uma comemoração que fazemos periodicamente. Contudo, quando penso na origem de tudo isso, sou obrigado pelos fatos históricos a me reportar ao que chamamos de a última ceia de Jesus. Fato que inspirou artistas em todo o mundo por ser considerado um acontecimento bastante peculiar. É justamente nesse cenário que desejo entrar.

Os discípulos de Jesus certamente já haviam sido avisados a respeito do que estaria para acontecer naqueles dias. Jesus havia predito sua morte e sacrifício, como parte do propósito de sua vinda, mas é claro que isso não é digerido facilmente. Pense bem, ninguém aceita fácil ou de forma natural que alguém sadio e em plenas condições de vida, no auge do seu vigor físico de repente comece a falar que vai morrer, e ainda mais, ser preso, torturado e martirizado antes disso até chegar ao cúmulo da humilhação humana na época, uma morte de cruz, até porque ele não tinha cometido até o momento nada que pudesse condená-lo a isso. Não. Eu estou certo que ninguém assimilou esse fato. A ficha definitivamente não havia caído.

O outro lado da história era Jesus, plenamente convicto da realidade dos fatos e acontecimentos que estavam por vir. Imaginem esse cenário. Jesus e os seu discípulos. Ele sabendo que seria sua ultima refeição e os discípulos não tão certos disso poderiam estar encarando isso como mais uma refeição. Parece pouca coisa mas há uma diferença fatal entre eles.

Deixando os discípulos de lado, afinal de contas era mais uma refeição mesmo. Vamos pensar um pouco no que Jesus poderia ter pensado. Isso para ser bem impessoal e não afirmar o que EU teria pensado.

Essa é minha ultima oportunidade de fazer uma refeição em minha vida. É justo que depois de tudo, ou antes de tudo já que a pior parte estaria por vir, eu tenha o direito de fazer algumas exigências: a) Posso me dar o direito de comer tudo sozinho e deixar todo mundo só olhando, afinal de contas, passei a vida inteira dividindo tudo com essa gente, eles terão outras chances e eu preciso estar bem alimentado para suportar o dia difícil que terei; b) Posso exigir ficar sozinho nesse tempo, ou escolher outras pessoas para me acompanhar, afinal de contas em meio a esses discípulos tem na melhor das hipóteses um traidor, um covarde e os melhores que sobram são no mínimo medrosos e omissos pois vão me deixar sozinho o tempo todo.

É claro que poderíamos passar muito tempo imaginando o que faríamos em uma situação igual, mas a grande diferença é que o homem em questão era Jesus, que se fez homem igual a nós e foi encontrado dessa forma (Fil 2) e esse fato faz toda a diferença. Diante da possibilidade de transformar aquela refeição em um festival gastronômico de glutonaria e desperdício, até aceitável devido as circunstâncias, ele cumpriu o seu papel de mestre e nos deixou uma lição. O sentido da ceia, mais tarde chamada por Paulo de a Ceia do Senhor (1 Cor 11). Refeição podemos fazer sozinhos, buscando satisfazer nossas necessidades mais primitivas, mas a Ceia do Senhor só pode ser realizada em grupo, pois o seu fundamento reside no compartilhar o mesmo pão e beber do mesmo vinho. A natureza de Cristo nunca permitiria que ele se desse ao direito de se fartar sozinho, mesmo que esse pão custe a sua carne e esse vinho seja o seu próprio sangue. A maior de todas as ceias estava por acontecer e a grande mesa seria posta verticalmente em forma de cruz lá na sala chamada calvário. Ali sim, Jesus estaria sozinho, pois seria o sacrifício de um em favor de muitos.

Estar cercado de gente é vital para quem é amor em sua essência, mesmo que essas pessoas não sejam o melhor padrão de moral e virtude, ou melhor, pensando como Cristo, talvez esses sejam os mais indicados para estarem em sua companhia dando total sentido ao paradoxo da cruz.

A satisfação da ceia não é sair completamente saciado desconsiderando alguns que nada comeram (1 Cor 11). Mas sim, ter a certeza de que não comemos tudo mas que todos participaram do mesmo pão. Sair realizado por ter sido partido contradiz o sentido natural de segurança que busca na preservação individual a condição de satisfação.

Na ultima refeição da vida, Jesus se satisfez partindo o pão que poderia ser só dele. Podemos entender melhor o que aconteceu em João 4 quando Jesus com fome e sede, ao ser convidado para comer nos ensinou que sua alimentação consistia em fazer a vontade do Pai. O propósito de Deus e o compromisso com o seu Reino mais uma vez salta na lista de prioridades de Jesus, gritando aos nossos ouvidos que devemos fazer o mesmo.

A ceia do Senhor. Uma refeição simples, mas com um sentido eterno. Cercado de pessoas comuns e imperfeitas Jesus mostrou que o reino de Deus não é comida nem bebida, mas paz, alegria e justiça. Que se desejamos estar prontos para tomar a nossa cruz e segui-lo até o fim, não precisaremos estar de barriga cheia. Só basta ter a convicção de que nossa ceia foi bem repartida e compartilhada com todos, mesmos os que temos certeza que não merecem.

Quando penso que eu faria totalmente diferente, me alegro porque Jesus soube administrar de forma cristã esse momento. Tiro meu foco do evento, da refeição, da cerimônia, e quando celebro a Ceia do Senhor na congregação com meus irmãos lembro como Jesus viveu aquele momento e tenho que exclamar... QUE CEIA!

Miguel Levy

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

VIVER EM UNIÃO




Quando nos reunimos em uma congregação para juntos cultuarmos a Deus, temos a oportunidade de experimentar o propósito de Deus para nós como corpo e participantes de uma família. É inegável o bem estar que sentimos quando estamos compartilhando o mesmo espaço, o mesmo pensamento, falando a mesma língua vivendo o mesmo amor. Quando estamos em unidade. Pensando nisso lembramos o que o salmista afirmou quando disse que é bom e agradável quando vivemos em união. Por isso falo que quando nos reunimos hoje, podemos apenas experimentar por um tempo a sensação boa e agradável dessa convivência em união.
A questão é que o plano de Deus para o homem não é para uma finalidade temporária, transitória ou passageira. Por isso estabeleceu um princípio espiritual para nortear nossa vida. O estar é apenas para que experimentemos mas o propósito é para que sejamos o que a sua palavra diz a nosso respeito. No salmo 133 o salmista diz que o bom e agradável é viver em união. É nesse sentido que saímos do ambiente experimental, que na maioria das vezes ficamos restritos na congregação, para a realidade de vida que Deus quer para nós.
Estar perto, ficar junto, se manter próximo não expressam nem de longe a realidade de viver em união. Trata-se de uma vida compartilhada em união. E essa união ira produzir o poder, a qualificação divina para tudo o que vamos fazer. É a unção que o salmista tentou exemplificar com a figura do sacerdote sendo coberto de óleo. É por esse motivo que não podemos simplesmente nos conformar em estar juntos mas buscar sempre viver em união. Um coral que apenas esta junto, pode até cantar mas não expressa vida nem poder em sua música. Sem vida o que conseguimos na prática do cristianismo é tão somente performance. Demonstração burocrática do evangelho. O que Deus chamou em Isaías 1 de “reunião solene”. Liturgia sem poder resultante do ajuntamento de pessoas descomprometidas com a vida em união.
Por isso o apóstolo Paulo não pediu, mas rogou aos irmãos da igreja de Éfeso que andassem na vocação para que foram chamados. Que vocação era essa? Ele explica dizendo que pudessem suportar uns aos outros procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Uma vez que só Há um só corpo e um só Espírito, e todos foram chamados em uma só esperança da vossa vocação; tendo um só SENHOR, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos (Efe 4).
Devemos estar atentos para não restringirmos a nossa vida cristã a um espaço puramente experimental quando estamos reunidos nos finais de semana em uma congregação, mas nos esforçarmos para viver essa realidade para estarmos cada vez mais inseridos no propósito do Pai.
É nesse contexto, de vida em união que Deus ordena a bênção e a vida para sempre. Nem só a bênção nem só a vida. Mas bênção e vida. Entender isso pode fazer toda a diferença quando decidimos em que vamos investir nossos esforços, onde gastar nossa energia onde verdadeiramente empreender a nossa vida. Onde focar na bênção ou na vida?
Muitos decidem viver para as bênçãos e transformam suas vidas em uma maratona incansável, em uma peregrinação contínua em busca da bênção que acreditam estar sempre a frente. Um lugar a ser alcançado. Uma meta a ser batida. Um troféu a ser conquistado. A obsessão por bênção pode até ser confundida com fé mas é apenas uma vontade muito grande e talvez até patológica de conseguir algo a to custo.
Contudo, a posição de Deus é bem clara na sua palavra. A bênção ele ordena junto com a vida. Sempre foi assim. Desde Adão quando ele o abençoou primeiro e depois disse frutificai. Viva o meu propósito. A respeito de Jesus, quando ele o ungiu, o qualificou para pregar liberdade, anunciar salvação. Viver o propósito do pai que o enviou.
O importante é entender ou pelo menos acreditar que Deus já nos deu o que precisamos para essa vida e nossa relação com a bênção deve ser a de usuários conscientes. Ter consciência do dom de Deus, do que ele já fez por nós é fundamental para vivermos a plenitude do que ele quer para nós. Se procedermos dessa maneira poderemos viver felizes com o que temos recebido de Deus. Sem qualquer tipo de frustração baseado em expectativas não alcançadas por não estarem em concordância com o que Deus tem para nós.
Viver a cada dia agradecendo pelo que temos e satisfeitos com isso nos deixa tempo para vivermos a vida. Essa vida abundante que através de Jesus já nos foi dada.
Essa é a grande beleza do cristianismo, quando une diferentes pessoas que naturalmente não teriam motivos para estarem juntas, mas encontram na comunhão e o partir do pão a grande realização de suas vidas. Descobrindo que são plenas não na sua individualidade mas na vida em comum, participando de um só corpo. O corpo de Cristo.


Miguel Levy